sexta-feira, 22 de março de 2019

Sinagoga no Residencial Israelita Albert Einstein

Porta preservada da antiga
Sinagoga Cilly Dannemann
Residencial Israelita Albert Einstein

Uma sinagoga, muito bonita, está localizada no prédio cinco do Residencial Israelita Albert Einstein, na Vila Mariana, antigo Lar dos Velhos, doada pela família Turogher, há mais de vinte anos... Esta informação foi fornecida pelo sr. Mario Pedro Lagus, em um comentário no Facebook relacionada à postagem sobre a Sinagoga Cilly Dannemann.

Esta informação foi muito útil e interessante, pois busco detalhes sobre a sinagoga do Residencial, o seu local e a possibilidade de visitas.... A única resposta que havia recebido, até o momento, era a de que estaria em uma sala pequena em algum dos edifícios. A razão da desativação da Sinagoga Cilly Dannemann no antigo espaço seria a baixa frequência... Questionei neste comentário do sr. Mario Perdo Lagus com quem eu poderia conversar e se seria possivel conhecer a sinagoga doada pela família Turogher... Sr. Mario comentou: “O administrador poderá lhe mostrar, ou as voluntárias. É uma sala pequena, com varias cadeiras, Torót, e nome dos doadores gravados. Quem poderia acompanhar-me nesta visita????

Esther Naslauski Bacht contou, naquele mesmo comentário do Facebook: “O sr. Dannemann frequentava os jantares de Pessach na casa da minha avó, Sara Luiza Kadischevitz Cherkasski. Meus avós frequentavam a sinagoga em Vila Mariana na Rua Dona Berta na casa dos Klabin e depois o Beth-El. Tais detalhes relacionam-se ao fim do século XlX, início do século XX, época em que não se tirava fotos. Mas que eu escutava que todos judeus de São Paulo da época se reuniam na casa do Leon Klabin em Rosh Hashana e Yom Kipur...”

Alguém teria informações sobre a sinagoga da Rua Dona Berta? Dr. Maurício Galantier havia comentado, (já publicado no Blog), que o grupo de pessoas que fundou a Sinagoga Mordechai Guetrzenstein (Sinagoga do Peretz) reunia-se, inicialmente, no porão da casa da família Lafer...

David Aschenbrenner, entre outros frequentadores das sinagogas de São Paulo questiona a alteração e os novos usos dados a estes espaços sinagogais, como no caso da Sinagoga Cilly Dannemann, enfatizando a necessidade da preservação de nossa memória e história, e o cuidado para preservar o patrimônio da nossa comunidade...cabendo a cada um de nós este trabalho...

Sonia Miltzman comentou sobre o trabalho que venho realizando: “Que linda memória. Muito significativa”. Agradeço e convido a todos a participarem deste resgate da história das Sinagogas em São Paulo ...

segunda-feira, 11 de março de 2019

Sinagoga Machzikei Hadas nas Ruas Prates, Correia de Melo e Joaquim Murtinho

Rua Prates -Bom Retiro
Mapa Digital da Cidade de São Paulo  - Prefeitura de ão Paulo
Mapeamento 1930 Sara - - GeoSampa Mapa
http://geosampa.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/_SBC.aspx
Como já divulgado, a Sinagoga Machzikei Hadas esteve situada em três endereços: Rua Prates, Rua Correia de Melo e na Rua Joaquim Murtinho.

Este era o endereço da sinagoga que Ana Elwing frequentava nas Grandes Festas, como comentou por mensagem do Facebook: “Meus avós maternos fizeram parte da sinagoga da Rua Joaquim Murtinho; Moises e Pessel Rosenhek. Vieram em 1928 para o Brasil, da Polônia. Quando criança, nas festas, eu ia na sinagoga ficar com minha avó; a sinagoga era pequena e apertada. Éramos muito bem recebidas pelas outras senhoras que se sentavam ao lado. Salvo engano, a família Worcman também frequentava essa sinagoga, inclusive o sr. Moyses Worcman, que poderia eventualmente dar um depoimento...” 

E, através da indicação de Ana Elwing, conversei com o sr. Moyses Worcman. Sr. Moyses contou que frequentou, na infância e adolescência, a sinagoga, situada na Rua Prates, 105 (indet finif): “Meu Bar-Mitzvah, em 1945, foi na Rua Prtaes, foi simples leitura da Torah. A sinagoga situava-se na parte dianteira do terreno, no fundo do qual havia uma residência, a qual era acessada por uma passagem lateral. Havia um espaço na frente, para as mulheres, que se sentavam em cadeiras, separadas dos homens por uma cortina. Estes ocupavam 2 bancos, com uma bancada à frente. Havia Aron Hakodesh, para a colocação das Torot”. Os pais do sr. Moyses vieram da Polonia e frequentavam a sinagoga, assim como os dois irmãos do sr. Moyses, um já falecido e o outro morando atualmente em Israel.               
Pricila Kahan Heliszkowski indicou conversar com Rab. Shie Pasternak.
E Abrao Segal escreveu: “Me lembro que la nao pagavam mensalidade.A sinagoga vivia das "Aliot " na Tora”.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Sinagogas Cilly Dannemann e Mordechai Guertzenstein - Vila Mariana



Pude visitar, muito rapidamente, no mês de fevereiro de 2019, o Residencial Israelita Albert Einstein, no bairro da Vila Mariana. Como já havia postado ao falar sobre as sinagogas do bairro, o antigo espaço onde situava-se a Sinagoga Cilly Dannemann recebeu um novo uso. Ali está em funcionamento um escritório de coworking para startups, um “espaço de empreendedorismo e inovação em saúde” como podemos ver no site da Eretz.bio: https://eretz.bio/oquefazemos

O local foi totalmente remodelado, porém continua cercado pelo belo jardim interno e arborizado, hoje em dia também reestruturado, mas muito semelhante ao de outros tempos. A sinagoga que lá havia foi transferida para outro local no Residencial, considerando a diminuição em sua frequência.

Como já divulgado há um tempo, uma placa de homenagem foi colocada ao lado da porta deste novo espaço, que conduz ao jardim interno. Ao olhar toda esta nova estrutura, a memória nos conduz ao espaço onde situava-se o salão da sinagoga, suas janelas, o corredor interno do edifício, o jardim com algumas árvores frutíferas... e nos faz lembrar, inclusive, dos gatos que por ali circulavam e divertiam tanto os moradores do “Lar dos Velhos”, como nós crianças que aproveitávamos o momento das Tefilót de Rosh Hashaná e Yom Kipur para corrermos e bricarmos, tanto naquele jardim como nos corredores da ala dos residentes... é possível, inclusive, recordar dos instantes em que parávamos para conversar com os moradores que encontrávamos, desejando Shaná Tová Umetuká a todos...

Quanto à Sinagoga Mordechai Guertzenstein, seu espaço também foi desativado, no momento da transferência do Colégio I.L. Peretz para o Clube “A Hebraica”, de sua fusão com o Alef, e da formação da escola AlefPeretz. Sobre isso já divulguei informações, inclusive na ocasião em que ocorreu o leilão dos bancos desta sinagoga, do arremate destes e da doação para a sinagoga na Bahia.

Durante todo o tempo que venho escrevendo, muitos comentários sobre as diversas sinagogas de São Paulo têm sido realizados, incluindo-se, assim, as sinagogas da Vila Mariana. Por exemplo em Guisheft Anuncios, no Facebook Malca Turc informou que o rabino do Lar, sr. Arnold, está há uns 3 meses organizando a biblioteca. Priscila Grinblat escreveu sobre a Sinagoga do Peretz: “Meu pai Leiba Abromas Moreinas foi um dos primeiros frequentadores. Nós íamos nas festas de Simchat Tora e tambem o grupo de jovens Hanoar Hatsair se reunia no salao da sinagoga. Na antiga sinagoga do Peretz tinha uma placa com o nome dos meus avos Pere e Noah Morein”. Carla Chisman questionou sua irmã Rachel R. Chisman: “O papai pode ajudar?” Mas Rachel R. Chisman acredita não haver nada documentado... Dilma Rozenblit, nora de meu tio avô Jacob Rozenblit, contou: “Meu avô Salomão Lerner foi um dos fundadores do Lar. Quando pequena eu ia no Moishev Zekenim, como chamavam o Lar, e sentia o maior orgulho do meu zeide...”

E você, quais suas lembranças sobre as sinagogas de São Paulo???? Compartilhe-as se puder!!!! Divulgue fotos, histórias e documentos!!!

terça-feira, 5 de março de 2019

As informações sobre a Ahavat Reim e a Machzikei Hadas vão se alternando


As informações sobre as sinagogas Ahavat Reim e Machzikei Hadas vão se alternando, assim como sobre as demais sinagogas da cidade de São Paulo.

Conversei com sr. Ziche Wajchman sobre a Sinagoga Machzikei Hadas, situada à Rua Joaquim Murtinho, no Bom Retiro, que reforçou que esta sinagoga começou na pensão da Rua Prates,105, onde permaneceu por muitos anos. Assim, passou a ser conhecida como a “Sinagoga 105”. A numeração da Rua Prates foi alterada com o passar dos anos, e o edifício da pensão, propriedade da família Birembaum, não existe mais. O avô materno do sr. Ziche era da cidade de Opale, na Polonia, como a maioria dos frequentadores, porém famílias de Lodz, Lublin e outras cidades pequenas também a frequentavam. 

Na “Sinagoga 105”, realizavam-se todas as Tefilót diárias...Shacharit, Minchá e Maariv. A maioria dos que lá moravam trabalhava como “Klienteltchick”, em vendas a prestação, percorrendo as casas das ruas da cidade e do interior, “batendo de porta em porta”... Da Rua Prates a sinagoga transferiu-se para a Rua Correia de Melo, próximo à Rua Guarani, por alguns anos, e em local que sr. Ziche chegou a frequentar. Como sr. Ziche comentou, a construção do atual edifício à Rua Joaquim Murtinho, projetado como um edifício sinagogal, foi realizada por sr. Jonas Spalter, nos anos 1965/1968. Diversas famílias participaram e colaboraram na construção, como Gertner, Wajchman (sr.José, avô de sr. Ziche), Mirocznik, Tenenbaum, Rosenski (Iczek Leib). Foi neste local que sr. Ziche contou que fez seu Bar-Mitzvah. Comentou também que, há um tempo, o Bom Retiro possuía 12 sinagogas, incluindo-se o Clube Luso-Brasileiro, que “funcionava” em Rosh-Hashaná e Yom Kipur. Comentou também que sr. Zacarias Igel, que conduziu a Sinagoga de São Miguel Paulista, chegou a doar uma das Torót para a Sinagoga Machzikei Hadas. E lembrou-se da importância do sr. Leib Knoploch, tanto para esta sinagoga, como para a comunidade judaica do Bom Retiro e para a cidade como um todo. Uma visita a esta sinagoga será agendada para depois do do feriado de Carnaval...

Você frequentava esta sinagoga? Qual sinagoga frequenta hoje em dia? Alguma lembrança, fotos, documentos? Participe você também do resgate das memórias e histórias das sinagogas de São Paulo. Envie um e-mail para myrirs@hotmail.com ou deixe seu comentário aqui...