quinta-feira, 31 de março de 2022

Enciclopédia Judaica, a Congregação Mekor Haim e a busca de informações

Vocês conhecem a Enciclopédia Judaica? Já verificaram a diversidade de informações disponíveis, relacionadas às sinagogas e à comunidade judaica brasileira? A edição brasileira foi publicada no Rio de janeiro pela Editora Tradição, em 1967, no mesmo ano da inauguração do edifício da Congregação Mekor Haim, à Rua S. Vicente de Paula. 

No  volume 1, na página 351 desta enciclopédia, há a informação de que a Congregação Mekor Haim foi fundada em 07 de junho de 1959, e sua sede, na ocasião, situava-se à Rua Brigadeiro Galvão, 181. Entre os objetivos, lista “organizar e manter os serviços religiosos de rito sefaradita, fomentar a cultura israelita entre os associados, organizar e manter serviços de beneficência e de assistência médica,  e colaborar com as demais entidades judaicas”. Naquele ano, o número de sócios totalizava 546 pessoas e informa que estavam construindo sua nova sede. 

A primeira diretoria era composta por Joseph Fahri(presidente), Raphael Horn e Ibram Salama(vice-presidentes), Elie Arias, Raphael Levy, Moise Cohen, Victor Lagnado, Edgard de Piccioto, David Douek, Albert Gomel, David Simhon, Izaac Carolla, Ezra Shammas, Zaki Cohen, Alexandre Ados e Moche Bigio.

Um dos projetos desenvolvidos pela Congregação Mekor Haim é o Projeto Mekor Avodá, lançado em junho de 2013, um portal de empregos, onde o portal faz o contato entre quem procura uma colocação e quem oferece uma vaga. Sempre o primeiro contato entre as partes é feito pelo Mekor Avodá. Esta informação consta do site da Conib:  https://www.conib.org.br/congregacao-mekor-haim-em-sao-paulo-lanca-o-projeto-mekor-avoda-portal-de-empregos/ e o acesso ao Mekor Avoda é feito pelo site http://www.mekoravoda.com.br/

Espero em breve ser recebida para visitar a sinagoga novamente, e conversar com seus frequentadores. Enquanto esta visita não acontece, permaneço buscando detalhes em livros, publicações e internet.

Assim pergunto: você faz parte da Congregação Mekor Haim? Sua família frequenta ou requentava esta sinagoga? Teria informações, fotos, detalhes, memórias e histórias sobre esta sinagoga? Como é a disposição interna do edifício e suas sinagogas? Poderia escrever um texto relacionado a esta sinagoga? Gostaria de ser entrevistado? Deixe seu comentário, ou encaminhe para myrirs@hotmail.com


quinta-feira, 24 de março de 2022

Congregação Mekor Chaim - Higienópolis - São Paulo

Desenho do edifício da Congregação Mekor Haim
Myriam R. Szwarcbart

A Sinagoga Mekor Haim, situada em Higienópolis, foi formada em 1959 por imigrantes egípcios que chegaram ao Brasil a partir de 1954, refugiados do governo Nasser. Esta informação consta do artigo “Como cantaríamos o canto do Senhor numa terra estrangeira? (Salmos,137,4) - parteII” de autoria da Dra. Anat Falbel (Unicamp/FCH), publicado no Boletim Informativo do Arquivo Histórico Judaico Brasileiro, n.37, de maio de 2007, onde podemos ler, também, que inicialmente instalaram-se na Rua Brigadeiro Galvão, 181 e, em 1967 inauguraram sua sinagoga à Rua S. Vicente de Paula, em um edifício de 2000m². A edificação compreendia, além da sinagoga, uma biblioteca, salas de aula e estudos. A comunidade judaica libanesa e a de Alepo, moradoras do bairro passaram, também, a frequentá-la.

A maioria dos judeus egípcios, ao chegar a São Paulo, instalou-se na região central da cidade, frequentando inicialmente a Sinagoga da Abolição. Buscaram, porém, com o tempo, outro espaço, para alugar, para a realização de suas cerimônias religiosas. Decidiram por ocupar uma casa à Rua Brigadeiro Galvão, antes utilizada pela CIP (espaço ocupado por esta no período da construção de sua sede), até o momento de poderem construir a sua própria sinagoga. Sr. Joseph Farhi liderou a compra de um terreno de 700 m² em Higienópolis. A “pedra fundamental” da Congregação Mekor Haim foi lançada em 1959, e o edifício foi inaugurado em 1967. “O nome Mekor Haim, atribuído a essa Congregação, é uma homenagem prestada ao grão-rabino do Egito, Haim Nahum Efendi, responsável pela emissão dos documentos aos refugiados e pela saída, relativamente tranquila, da maior parte dos judeus do Egito”. Estas informações fazem parte do livro Imigrantes judeus do Oriente Médio: São Paulo e Rio de Janeiro, de Rachel Mizrahi (São Paulo, Ateliê Editorial, 2003 - Coleção Brasil Judaico; 1/ dirigida por Maria Luiza Tucci Carneiro), e estão disponíveis nas páginas 197 à 201. No mesmo livro há a informação de que o Rabino Moshe Dayan, de origem egípcia e que conduzia os serviços religiosos em Paris, foi contratado, fato que acabou por atrair judeus alepinos e libaneses para esta Congregação.  Nesta mesma época, o Rabino Moshe Dayan, junto com os Rabinos Eliahu Valt e Mendel Diesendruck, constituíram em S. Paulo um Tribunal Rabínico, o Beit Din, cujas decisões eram reconhecidas pelo grão-rabino de Israel. Em 1982, quando Rabino Dayan faleceu, o Rabino Isaac Dichi passou a Rabino da Mekor Haim, sendo responsável pelo culto e ensino religioso. Já a Revista Morasha, em seu artigo “Judeus em São Paulo”, publicado na edição n.70, de dezembro de 2010, relata que imigrantes judeus provenientes do Egito chegaram a São Paulo no final da década de 1950, depois da ascensão do general Nasser ao governo, em 1952, e muitos se estabeleceram em São Paulo após a Guerra do Suez, em 1956. Frequentaram, em um primeiro momento, a Sinagoga da Abolição e posteriormente uma casa cedida pela Congregação Israelita Paulista, na Rua Brigadeiro Galvão. Construíram, à Rua São Vicente de Paula, sua sede, inaugurando-a em 1967. A Congregação Mekor Haim foi dirigida pelo rabino Moshe Dayan até seu falecimento, em 1982. Esta informação esta disponível no site, consultado em 22 de março de 2022http://www.morasha.com.br/brasil/judeus-em-sao-paulo.html

O site “correiobraziliense” informou, em 2010, que "em Santa Cecília, em um quarteirão colado ao bairro de Higienópolis, a nova sinagoga da Congregação Mekor Haim deve ser o maior centro de educação religiosa para judeus ortodoxos de São Paulo. Com seu estilo funcional, poderia passar por um prédio empresarial, não fossem os pilares de concreto na calçada.”

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2008/11/09/interna-brasil,47268/sao-paulo-tera-tres-novos-megatemplos-ate-2010.shtml

Você teria informações relacionadas à Congregação Mekor Haim? Histórias e memórias a contar? Gostaria de participar de uma entrevista para relatar, ou então escrever um texto e enviar? Possui fotos, documentos, objetos que mostram, de alguma sua história e de sua família, relacionada a esta sinagoga? Sua família frequenta ou frequentou a Mekor Chaim? Compartilhe aqui, ou escreva para myrirs@hotmail.com

quarta-feira, 16 de março de 2022

Visita à sinagoga Kehilat Mizrachi

Já divulguei, aqui, diversas informações, fotos e histórias sobre diversas sinagogas do bairro de Higienópolis. Compartilhei no blog memórias de frequentadores e seus familiares, relacionadas à Sociedade Religiosa Kehilat Achim Tiferet Lubavitch (Shil da padaria), ao Centro Cultural Israelita Knesset Israel, à Congregação Monte Sinai e ao Centro Judaico Bait.


Em 15 de março de 2022 pude visitar e rever a Kehilat Mizrachi, em Higienopolis. A sinagoga, salas de aula, espaço para kidush, cozinha, setor administrativo inserem-se em uma casa adaptada para estas funções. 

A sinagoga possui um setor masculino e um feminino, separados por uma mechitza(divisória) em vidro e madeira. O acesso, a cada setor, é feito de maneira independente. O acesso à ala masculina, é possível por uma porta dupla em madeira, situada logo na entrada do edifício. Já o acesso à ala feminina, ocorre através de um pátio. Este pátio é utilizado não só como espaço para kidush e sala de aula, como também é o local onde se constrói a Sucah na festa de Sucot. Neste espaço, fixa em uma parede, uma bandeira de Israel. Como já comentado em outra publicação, a Kehilat Mizrachi comemora Yom Haatzmaut.

No espaço masculino situa-se a Bimah, à frente do Aron Hakodesh. O Aron Hakodesh é recoberto por uma capa, a parochet, em veludo bordado, e nas suas laterais vê-se dois vitrais coloridos. Os bancos em medeira, detalhe comum em grande parte das sinagogas já visitadas, não estão presentes nesta sinagoga. Em seu lugar, cadeiras estofadas, e mesas, recobertas, para apoio dos sidurim e machzorim. Uma placa em homenagem aos doadores está afixada na parede do setor masculino.

As salas de aula situadas no andar superior dispõem de cadeiras e mesas. 

Em uma dela, mais ampla, nota-se outro Aron Hakodesh, menor do que o da sinagoga. Esta sala é utilizada também como espaço de sinagoga em Rosh Hashana e Yom Kipur, e, eventualmente, nos Shabatot.

Você frequenta ou frequentou esta sinagoga? E seus familiares? Alguma informação a acrescentar? Fotos, documentos, memórias a compartilhar? Participe você também. Encaminhe e-mail para myrirs@hotmail.com