terça-feira, 19 de julho de 2022

Histórias da comunidade judaica do interior paulista

Jose Rosenblit, meu avô, (à esquerda)
Jaboticabal

Sra. Frida Czarny havia escrito, no Facebook, que os avós moraram em Taubaté, no Estado de São Paulo, e que o pai está, hoje, com 97 anos, lúcido, e a mãe está com 93. Conversei com sra. Frida no dia 13 de julho de 2022 sobre sua família, origens e locais de moradia. Sra. Frida compartilhou sua história: o avô paterno, sr. David Rosenbaum, e esposa, chegaram ao Brasil, procedentes da Polônia, nos anos 1917/1920, o avô materno, sr. Shmil Palansky, chegou ao Brasil em 1917, proveniente da Bessarábia, onde já havia se casado com sra. Paulina, que aqui chegou posteriormente... Sra. Frida contou que a vida da família paterna, no Brasil, começou no Rio de Janeiro, em Campos, e a da família materna em Taubaté. Os pais, sr. Benjamin e sra. Anita Rosenbaum se conheceram em um baile de Carnaval, e se casaram em 1946, em Taubaté. Para tanto, um Sefer Torah foi trazido dos Estados Unidos. Naquela época, a comunidade judaica da cidade não era pequena, porém a comunidade não construiu uma sinagoga, sendo as reuniões e festividades celebradas nas casas das famílias que ali moravam. Sra. Frida, que possui 2 irmãos, mais novos, sra. Dora Volack, e sr. Sergio Rosenbaum, nasceu em Taubaté, e com os pais, chegou a morar em Pindamonhangaba, retornando, porém, a Taubaté. O pai celebrou seu Bar-Mitzvah em Nilópolis. Trabalhou como ferreiro de cavalos, o avô paterno fabricava charretes, o pai desenhava as ferragens para estas charretes. Os avós paternos, ao se mudarem para São Paulo, frequentaram o Shil da Penha, para onde o Sefer Torah de Taubaté foi levado, e onde uma tia da sra. Frida se casou. Sra. Frida chegou a frequentar também esta sinagoga. Com a desativação desta sinagoga, passaram a frequentar a Sinagoga da Rua da Graça, Kehilat Israel, a partir de 1954. Nesta sinagoga possuíam cadeiras, lugares fixos, e que constavam em um diploma aos que as adquiriam. A família materna, mãe, avós, tias-bisavós (a bisavó faleceu na Bessarábia) tinham uma pensão na Rua da Graça. Esta tias, como comentou sra. Frida, faziam shiduchim (apresentação para possíveis casamentos). Sra. Frida se casou com sr. Raul Czarny na Sigagoga Beth-El, em São Paulo, celebrado pelo Rabino Begun, há 50 anos. A família do marido, à época, frequentava a Sinagoga Talmud Torah, mas, com o falecimento do sogro, passaram a frequentar a Sinagoga Kehilat Israel. Sr. Raul Czarny foi professor da USP, livre-docente em Economia... Caso haja algum detalhe incorreto descrito acima, agradeço a correção.

Entrei em contato com sra. Lina Szapiro Sipukowquando comentou: Só agora estou lendo esta reportagem, somos de Itu e podemos dar alguns relatos”. E iremos conversar...

Mais comentários foram escritos no Facebook: Em Guisheft, Carla Grandisky contou que o tio, Paulo Grandisky, quando criança, morava em Araçatuba. 

Já em Torah Judaismo e Sionismo, Sandra Regina Araújo comentou que gostaria de saber da avó, Humbelina Ulman, que morou Cordeiros, e acredita que veio sozinha da Alemanha. Eliane Almeida escreveu: “A minha, nasceu em Assis.”

Em Shofar Tupiniquim, Rogério Ratner comentou: “Clientelshik, o rapaz do foto, como meus dois avós, Leão Ratner e Aron Isak Kirschbaum Kramm. Meu avô materno veio de Byalistok, Polônia, e meu avô paterno, de Sokal, que era Polônia, hoje é Ucrânia. Moraram em Porto Alegre, RS”.

No Blog que escrevo, sra. Doroty deixou um comentário na postagem "Resgatando memórias e histórias da comunidade judaica do interior paulista.". Sra. Doroty Tunkel escreveu: Meu marido Geraldo Tunkel nasceu em Bebedouro. Seus pais Adolpho Tunkel e Esther Tunkel ( originalmente o sobrenome era escrito Tunchel) viveram em Bebedouro por muitos anos tendo loja de móveis e armarinhos e vieram para SP em 1956. Moraram então no Bom Retiro.

E você, teria alguma informação relacionada à comunidade judaica das cidades do interior paulista? Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade, como era a da comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? Escreva para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes...

terça-feira, 12 de julho de 2022

Resgatando memórias e histórias da comunidade judaica do interior paulista.

Jose Rosenblit, meu avô

Após a publicação sobre a cidade de Lins(SP), recebi, no Facebook, diversas mensagens e comentários sobre a comunidade judaica do interior paulista.

Na minha página, Ana Elwing comentou:Os meus tios Léo Neustein e Regina Elwing Neustein moraram em Jaboticabal onde tinham uma loja. Os três filhos moram em São Paulo. E respondi: “Tenho uma foto de meu avô, Jose Rosenblit, feita em Jaboticabal. Mas não sabemos nada a respeito”. Ana Elwing irá perguntar para uma prima se ela conheceu o meu avô ou alguém da família Rosenblit.

Sheila Tabajuihanski questionou Geni Chanot: Você é de Garca?” E também perguntou à Ester Malke Sirotá Pedroso: “Você é de Bauru, não é?” Julio Buchmann escreveu que foii convidado para dar aula na Faculdade de Agrononia de Jacoticabal, na década de 1970, ficando ali por uma semana.

Já na página do Guisheft, Miriam Jane Carmona Grynberg contou que os avós eram de Olímpia, e que saiu de lá bebê...Israel Beigler nasceu em Araçatuba SP, e irá contar detalhes sobre isso. Gilda Wajnsztejn comentou: “Meus avós maternos, com minha mãe e tios pequenos, vieram da Lituania para São Carlos. Moraram ali até se casarem (mãe e tios) e virem para São Paulo. Meu avô era shoichet da comunidade e tinha loja lá. Veio para São Paulo quando minha avó adoeceu, e ficou por aqui. Tenho algumas fotos, irei escrever sim”

Maristella Chanoft Rabinovichi indicou Geni Chanoft. E Frida Garbati indicou Roberto Becker. Já Simone Oksman indicou Leon Oksman. Cesar Becalel Waisberg contou que a família materna se estabeleceu em Marilia, e, a paterna em Cafelândia, próximo à Lins. Eduardo Zatyrko relatou que toda a família do lado paterno se estabeleceu em Garça e em Marília. Gabriel Chusyd completou: “O primeiro prédio de Marilia é uma homenagem à familia Knobel”. Norma Wolffowitz também escreveu: “Minha família do lado materno morou em Lins”.Vamos aguardar mais dtalhes sobre Lins, e outras cidades paulistas. Sandro Libeskind contou: “Meus avós criaram meu pai em Bauru, e meu zeyde foi o primeiro chazan da sinagoga de Bauru. Samuel Sirota e Rosa Sirotá. Meu pai Naou Sirota. Minha mãe nasceu em Guaratinguetá, interior do Estado de São Paulo. Marina Libeskind Sirota. Meu avô foi um dos fundadores da sinagoga de Bauru. Tenho uma prima do meu pai que ainda mora em Bauru chamada Lina Amália Bichusky”. Lina Szapiro Sipukow comentou: “Só agora estou lendo esta reportagem, somos de Itu, e podemos dar alguns relatos...” 

Vivian Grimblat compartilhou que os avós e o pai se instalaram em Olímpia, primeiro, e, depois, em Botucatu. E contou: “Meu pai tem muitas histórias de Botucatu. Minha tia mais velha nasceu em Olímpia tem 94 anos, está viva, e depois foi para Botucatu. Família Grimblat.  Você pode conversar com meu pai, Germano Grimblat, ele sabe tudo. Posso passar o WhatsApp, dele o que acha?” 

Também no Facebook, em Pletzale, Uri Lam contou: “Meus avós chegaram a morar em Jaboticabal nos anos 1930. Depois meu pai poderia lhe contar melhor. Vamos conversar...E Frida Czarny escreveu que os avós foram para Taubaté. O pai esta com 97 anos e amãe com 93. Frida irá contar sua história... Já Samuel Feldberg indicou, nas postagens, Samy Tunchel. 

Em Torah Judaismo e Sionismo também no Facebook, Hishona Godel ficou surpresa com as postagens: “Puxa vida! Muitas postagens aqui, está levando a todos a uma busca aos documentos dos nossos antepassados ,uma descoberta atráz da outra , descobri que meus avós maternos era de Jaboatão dos Guararapes e lá viviam com Lampeão e Maria Bonita, uma história que que poucos da família citam!” Alguém teria mais informações relacionadas a esta história?

Lea Krasilchik Leschziner compartilhou: “Minha mae nasceu em Bauru! Branca Bichuski. Passei varias férias lá! Íamos de trem Pulmann. Adorava...” 

Na página Eventos Judaicos, Mauro Halpern contou: “Meu avô, com irmão e primos, moraram em Cachoeira Paulista. Parte da familia, depois, se mudou a Resende no RJ, e parte a São Paulo. Estou falando de meados dos anos 1930”. Vamos aguardar mais detalhes... 

Pelo Messenger, Mauro Henrique Mandel comentou “Trabalhei por 11 anos com as pequenas comunidades do interior e litoral do Estado de São Paulo. Se, e quando quiser, te conto um pouco destas minhas descobertas”. Vamos conversar em breve. E Rubens Kutner escreveu: “Meu nome é Rubens e queria saber mais sobre o seu interesse sobre famílias que moraram no interior...minha mãe, Hilda Goldefarb (Kutner de casada), era de Pirajuí, próximo de Bauru. Nasceu em 1931 e, assim como outras famílias, veio para São Paulo com dez anos...” 

E você, teria alguma informação relacionada à comunidade judaica das cidades do interior paulista? Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade, como era a da comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? Escreva para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes...