domingo, 20 de outubro de 2019

Sinagoga da Sociedade Hebraico Brasileiro Renascença - Higienópolis


Torót da Sinagoga Renascença
O edifício do Renascença de Higienópolis foi inaugurado em 25 de outubro de 1981, à Rua São Vicente de Paula, porém desde o início da década de 1970 já se discutia a necessidade de um espaço próprio. Com terreno adquirido em 1973, e vários projetos propostos, em 1974 foi dada a entrada da planta na Prefeitura, sendo a construção do edifício iniciada em 1975. Realizou-se naquela época uma campanha de novos sócios e arrecadação de fundos. Em 1981 foi também adquirido um terreno à Rua Dr. Veiga Filho, destinado à instalação da pré-escola.

Após a inauguração do novo prédio do Renascença o projeto da sinagoga foi postergado, por ser necessária a obtenção de novos recursos financeiros. Sr. Leon Feuerstein foi escolhido como presidente da Comissão Sinagogal, sendo as Grandes Festas realizadas, naquele período, em espaço improvisado. Os serviços religiosos ficaram sob supervisão do Rabino Dr. Michael Leipziger, e posteriormente do sr. Eugenio Vineyard, até o ano de 1995. O sr. Abrão Oberman trabalhou como chazan nas cerimônias.

As obras da sinagoga tiveram início em 1983, tendo o engenheiro sr. Alexandre Wainberg acompanhado a construção. Sr. Isac Trejger, presidente na ocasião, e sr. Leon Feuerstein, vice-presidente, além do Muterat da escola buscaram angariar fundos para que a sinagoga se tornasse realidade. A pequena sinagoga foi concluída em 1985, local dos serviços religiosos diários. Já em 3 de outubro de 1986, ocorreu a inauguração da sinagoga na sede da escola da Rua São Vicente de Paula. Com a presença das crianças, colocou-se as mezuzót, chazan Oberman realizou o serviço religioso, e com o toque do shofar, introduziram os Sifrei Torah na sinagoga.

A partir de 1992, as cerimônias de Bat-Mitzva, antes realizadas no Bom Retiro, na CIP e no clube A Hebraica, passaram a serem realizadas na sinagoga do Renascença em Higienópolis.

As informações acima constam do livro “Renascença, 75 anos/1922-1977”, publicação realizada pela Sociedade Hebraico Brasileiro Renascença e Projeto e Coordenação Editorial de Roney Citrinowicz. A pesquisa histórica e a edição tiveram o apoio cultural do sr. Samuel Klein. 

O sr. Abrão Bernardo Zweiman  lembrou que as placas da Sinagoga da Penha e os Sifrei Tora se encontram na Sinagoga do Renascença. Quando a Sinagoga da Penha foi desativada os valores obtidos foram destinados ao Renascença com a condição de que os frequentadores da Sinagoga da Penha pudessem frequentar a Sinagoga do Renascença nos Iamim Noraim.

O artigo “Educação judaica no Brasil” de Jayme Pinky, publicado na Revista Shalom, (nº 97, ano VIII), apresenta o Renascença e a questão das sinagogas... “o Renascença não é apenas uma escola judaica. É uma escola judaica no Brasil... é preciso compreender o que ela vem representando e o que é essa comunidade que essa escola deve representar... Começa então a criar aqui as instituições que ele valoriza na Europa. A vida cultural fica centralizada em torno, evidentemente, da sinagoga. É fundamental a importância dessas sinagogas. Criam-se pequenas salas em primeiro lugar, onde os homens se reúnem. Depois constróem-se sinagogas nos padrões da Europa Oriental. Com o tempo, surge uma sofisticação e começa-se a construir sinagogas com característica físicas diferentes... Surge o problema educacional: “eu quero educar meu filho dentro dos padrões que eu considero válidos. Então eu coloco meu filho junto a uma Sinagoga”. E se formos verificar quase todas as escolas judaicas estão ligadas a uma sinagoga. Algumas, depois, desligam-se delas, mas outras, até hoje, estão ligadas...”  

Você frequenta ou frequentou a Sinagoga do Renascença? Possui fotos, documentos, memórias? Frequenta outra sinagoga da cidade? Compartilhe suas informações!!! Escreva para myrirs@hotmail.com

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