quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Sinagoga Mordechai Guertzenstein e a Escola do I. L. Peretz - por Jaques Mendel Rechter

Sinagoga Mordechai Guertzenstein
Desenho de Myriam R. Szwarcbart
Este texto foi escrito por Jaques Mendel Rechter, em um comentário no Facebook. Com a autorização do autor, compartilho aqui neste blog.

A sala das janelas em arco era a sala do kidush, onde em Erev Yom Kipur acendiam as velas... eram muitas velas.. no começo dos anos 1960 a memória dos entes queridos assassinados no Holocausto ainda era muito viva na maioria absoluta das famílias ..

Entre a sala do kidush (que salve equivoco de memória tinha o piso de cerâmica vermelha) havia o hall onde terminavam as escadas simétricas, que levavam do térreo ao primeiro andar.

O hall dividia a sinagoga propriamente dita e a sala do kidush.

A porta da sinagoga era larga, de madeira, duas folhas, obviamente do lado oposto da sala do kidush. Na hora do Yzkor uma das folhas ficava fechada e a outra entreaberta, as crianças sabiam que não deveriam entrar.

Olhando a foto, no térreo embaixo da sinagoga, do lado esquerdo, ficava o "jardim da infância", a lembrança que tenho de lá era do "tanque de areia" que existia. Do lado direito ficam 2 salas de aula, onde fiz meus quatro anos do primário.

Toda essa edificação da sinagoga ficava no fundo do terreno, num platô num nível mais alto do que o "prédio principal" e, entre eles, havia o pátio interno, onde era o recreio.

No canto esquerdo do pátio, numa área coberta por marquise, ficava a cantina, salvo engano, da "D. Suzana". Ainda pela esquerda do pátio, na sequência da marquise, ficava a escada que dava acesso ao platô do prédio da sinagoga. Junto da escada, no pátio, tinham 2 palmeiras que viviam infestadas de taturanas, que caiam nos degraus e corrimão... aí a criançada ficava apavorada com medo de se queimar.

Por fim, lembro que, junto da cantina, era montada a mesa com os salgados, sanduíches e bebidas para quebra do jejum ao término do Yom Kipur.