Este texto foi escrito por Jaques Mendel Rechter, em um comentário no
Facebook. Com a autorização do autor, compartilho aqui neste blog.
Sinagoga Mordechai Guertzenstein
Desenho de Myriam R. Szwarcbart
A sala das janelas em arco era a sala do kidush, onde em
Erev Yom Kipur acendiam as velas... eram muitas velas.. no começo dos anos 1960
a memória dos entes queridos assassinados no Holocausto ainda era muito viva na
maioria absoluta das famílias ..
Entre a sala do kidush (que salve equivoco de memória
tinha o piso de cerâmica vermelha) havia o hall onde terminavam as escadas simétricas,
que levavam do térreo ao primeiro andar.
O hall dividia a sinagoga propriamente dita e a sala do
kidush.
A porta da sinagoga era larga, de madeira, duas folhas,
obviamente do lado oposto da sala do kidush. Na hora do Yzkor uma das folhas
ficava fechada e a outra entreaberta, as crianças sabiam que não deveriam
entrar.
Olhando a foto, no térreo embaixo da sinagoga, do lado
esquerdo, ficava o "jardim da infância", a lembrança que tenho de lá
era do "tanque de areia" que existia. Do lado direito ficam 2 salas
de aula, onde fiz meus quatro anos do primário.
Toda essa edificação da sinagoga ficava no fundo do
terreno, num platô num nível mais alto do que o "prédio principal" e,
entre eles, havia o pátio interno, onde era o recreio.
No canto esquerdo do pátio, numa área coberta por
marquise, ficava a cantina, salvo engano, da "D. Suzana". Ainda pela
esquerda do pátio, na sequência da marquise, ficava a escada que dava acesso ao
platô do prédio da sinagoga. Junto da escada, no pátio, tinham 2 palmeiras que
viviam infestadas de taturanas, que caiam nos degraus e corrimão... aí a
criançada ficava apavorada com medo de se queimar.
Por fim, lembro que, junto da cantina, era montada a mesa
com os salgados, sanduíches e bebidas para quebra do jejum ao término do Yom
Kipur.
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