quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Sr. Isaac Liberman e visita ao Shil da Lapa

Estivemos, David Carlessi e eu, no dia 24/10/2017, no bairro da Lapa, para conversarmos com sr. Isaac Liberman e para visitarmos o Shil da Lapa. Circulamos pela Rua 12 de outubro, local da loja “A Barateira”, de propriedade do sr. Isaac, e pelo entorno, região de diversificado comércio do bairro e regiões adjacentes.

Sr. Isaac contou-nos que seus pais nasceram na Polonia e que passou a infância na região da Liberdade. Ao se casar com sra. Elisa Ratz, filha do sr. Osias Ratz, mudou-se para o bairro da Lapa...há 60 anos atrás...Lembrou-se de sr. Pinkass Falbel e família, e das famílias Rapaport, Timoner, Schaffer, Birsztein, Largman, entre outras.


Sr. Isaac acompanhou-nos na visita ao shil da Lapa. Fomos recebidos por Cristina, que mora no local e nos informou, por exemplo que “um armário” encostado à parede da entrada lateral era o Aron Hakodesh na época em que os frequentadores reuniam-se à Rua Guaicurus, antes da construção do edifício da sinagoga. 

Como já comentado, este edifício possui a mesma configuração e formato de projeto das demais sinagogas já visitadas. O pavimento térreo, antiga ala masculina e um pavimento superior que correspondia à ala feminina. Hoje em dia, homens e mulheres ocupam o piso térreo. Bimá e Aron Hakodesh à frente, janelas nas laterais com a parte superior em arco, vitro com Maguen David. Diferentemente da sinagoga do Cambuci e Brás, não possui os Mazalot pintados na parte interior da sinagoga. 


Os bancos, em madeira muito bem conservada, seguem o mesmo padrão das sinagogas construídas na mesma época, com a Maguen David na lateral. Teriam sido feitas pelo mesmo marceneiro? Não encontrei até o momento alguma informação relativa a este detalhe. Também não há, nestes bancos, as “plaquinhas” com os nomes dos frequentadores, como já observamos em outras sinagogas. 

Uma placa, de 30 de agosto de 1953 e afixada à parede, próxima à entrada principal, apresenta os nomes da comissão de construção da inagoga, tendo o sr. Osias Ratz como presidente e sr. Israel Fichman como vice-presidente.

Para conhecer um pouco mais sobre os r. Isaac, assistam no Youtube ao episódio de “Histórias de Comércio”. Com roteiro de Manuel Filho, fotografia Marcelo Galli e direção Chico Pereira foi publicado em 22 de outubro de 2012. Veiculado pela TV SENAC, este programa apresenta a história das principais ruas de comércio de São Paulo
https://www.youtube.com/watch?v=w8EZL08EwHs

O contato com sr. Isaac também foi sugerido por Percio Wajnsztejn. Pelo Messenger do Facebook escreveu: "Myriam, boa noite! Inicialmente lhe parabenizo pelas suas postagens das diversas sinagogas de São Paulo de saudosas memórias, que com certeza despertaram e emocionaram vários "patricios e patricias" da nossa comunidade. Por este motivo sugiro uma outra sinagoga. É a da Lapa. Ela está, podemos dizer "semi-ativa", pois abre uma sexta-feira a noite por mes, em Rosh Hashaná, Yom Kipur e Pessach. Funciona para os antigos frequentadores que ainda vivem, seus descendentes, convidados e aberto a todos judeus que quiserem ir. Quem cuida da Sinagoga, em todos os sentidos, é o Sr. Isac Liberman. Caso lhe interesse, contacte-o pelo seu telefone...Pode dizer que eu lhe recomendei. Ele deve possuir arquivo completo da Sinagoga, desde a sua fundação."

E voce, gostaria de participar do Blog? Envie seu comentário, fotos, documentos, alguma história, suas memórias...

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O Shil da Lapa...de geração em geração

Detalhes do edificio da Sinagoga da Lapa
De geração em geração, o  Shil da Lapa, permanece ativo, como podemos ver nos diversos comentários que estão sendo feitos, relacionados às postagens publicadas neste blog.

Abraão Saposnic escreveu que quando conheceu a Sinagoga da Lapa, a chave desta ficava com Milton David Weintraub. “Milton tinha sua loja e marcenaria ao lado da mesma. Um verdadeiro guardião”.

Rosinha B Perlov contou: “Lembro-me super bem da Sinagoga. Ia sempre, pois minha avó paterna ia e morava defronte a Sinagoga, junto com minha tia Mania Lukover, e como morava e estudava no bairro, nada mais lógico. Me lembrei de varias famílias, das atividades e cerimonias, onde aprendi algo pois sou do interior do estado, Franca, e lá aprendíamos e comemorávamos em casa de familiares. A minha avó paterna era Sara Bilman e a materna Sprinhe Brickman."

Bar-Mitzva Milton David Weintraub
Arnaldo Fridman lembrou-se que o saudoso pai Boris Fridman z´l costumava ir a essa sinagoga para fazer o miniam. Indicou sr. Pekelman como uma boa fonte de informações. “Ele era assiduo frequentador do Shil da Lapa e meu pai em sua humildade, pobreza, simplicidade, fazia questão de atender os chamados dele para o miniam...com certeza meu pai sempre atendeu seus pedidos para a Sinagoga da Lapa”.

Ao lado, podemos ver as fotos encaminhadas por Milton David Weintraub em seu Bar-Mitzva, em 1966, com o pai Josef Z'L, Abraham Blaj Z'L “e o saudoso More Marcos Smaletz Z'L”.

Eliane e Cristina/ Eliane, sr. Chaim, Einat  e Dany

Eliane Rapaport contou que o bisavo foi um dos fundadores do Shil da Lapa. Enviou várias fotos, entre elas, uma foto de 2011, aonde aparece juntamente com o pai sr. Chaim Rapaport(Cohen maias velho do Shil durante muitos anos, falecido em 2013), Einat Falbel e Dany Rapaport. Outra foto, de 2015, Eliane aparece, ao lado de Cristina(quem cuida do espaço do shil) e à frente da placa da sinagoga. As fotos acima correspondem à sinagoga após a última reforma.

Quanto à foto encaminhada por Elisa Chalem, relativa ao Brit Mila do irmão, e publicada no post “Famílias e frequentadores do Shil da Lapa”, Maiana Fainguelernt, Elisa Chalem e Shirlei B. Nusbaum escreveram no Facebook (página do Shil da Lapa): O Mendel!! E o Fishel ao lado. E a mãe de Elisa e do outro lado o marido da Bina, sr. Marcos. É a foto do Brit-Mila do Elcio...Vejam o post novamente... https://artejudaicasaopaulo.blogspot.com.br/2017/10/familias-e-frequentadores-do-shil-da.html  

E em relação ao post já publicado, “Simcha Torá no Shil da Lapa”, Shirlei B. NusbaumElisa Chalem e Maiana Fainguelernt comentaram, também no Facebook, que a senhora que aparece é Zlate Rappaport, esposa do sr. Samuel Rappaport. Já Milton David Weintraub lembrou que nesta foto estão o pai Josef Z'L, a mãe Freda Z'L, o tio avô Chiel (Germano) Goldberg Z'L, uma amiga Edith Greisler Z'L, Marcos Flohr Z'L e o Munkatcher Rebe Z'L, que fez o Brit Milá de Milton.

No video abaixo, de 2017, também enviado por Eliane Rapaport, podemos ver Rodrigo Rappaport(Dodo), de 15 anos, tocando shofar. E Eliane comentou: "Foi lindo! Atrás o avo Moishe Rappaport e o tio-avo Ioche Rappaport."


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Estatutos, Escritura, Alvará e Memorial de Construção da Sinagoga Israelita da Lapa

Sinagoga da Lapa- (CDM do Museu Judaico de S.Paulo)
Após participar como coordenadora de pesquisa para o CDM do Museu Judaico de São Paulo, na Exposição sobre os Chazanim que cantavam e cantam nas Grandes Festas nas Sinagogas em São Paulo, retornei ao CDM em 17 de outubro de 2017. Desta vez para pesquisar os documentos e fotos relacionados ao Shil da Lapa/ Sociedade Sinagoga Israelita da Lapa, que aqui compartilho com a autorização desta Instituição, e disponíveis na Caixa CI0006:

A Sociedade Sinagoga Israelita da Lapa teve seus Estatutos aprovados em 12 de outubro de 1941, pela Assembléia Geral de Socios, como já pontado neste blog. Tais Estatutos definiram que sua sede seria no bairro da Lapa e que a Diretoria e Conselho Fiscal seriam eleitos pela Assembléia Geral Ordinaria, com mandatos de dois anos. Em seu Capitulo IX, relativo às “Poltronas da Sinagoga”, estabelecia que as mesmas seriam perpétuas, não poderiam ser transferidas a terceiros, e sim somente a herdeiros, em caso de falecimento do titular. Na ocasião da aprovação dos Estatutos, teve sua diretoria eleita e empossada, e constituída por:

Presidente: Samuel Pinkas Rapaport
Vice-presidente: Israel Fichman
1.Secretário: Aizik Largman
2. Secretário: Wolf Steinberg
Tesoureiros: Waldemar Rais e Manys Szechtman

Escritura (CDM do Museu Judaico de S.Paulo)
A Escritura de Compra e Venda de um terreno de 10mx46m, e de “um prédio”, aonde situa-se hoje a Sinagoga, foi lavrada em 09 de outubro de 1946, sendo vendedores sr. Francisco Freitas Correa e sra. Mathilde Augusta, e compradora a Sociedade Sinagoga Israelita da Lapa, então situada à Rua 12 de Outubro, 158 e representada por Samuel Pinkas Rapaport, Waldemar Rais, Aizik Largman, Jacob Kutner, Israel Fichman, Manys Szechtman e Osias Ratz.
Em 16 de maio de 1952, a então Diretoria encaminhou uma circular aos membros a seguir para comparecerem no dia 20 de maio, na sede social, à Rua George Schmidt, para a assinatura da futura construção. Foram convocados Osias Ratz, Samuel Rapaport, Marcos Flor, Eile Schaffer, Samuel Fichman, Mauricio Skilnik, Israel Fichman, Waldemar Rais, Jaime Schwatrz, Alberto Zatz e Bejamin Flor.

Já o Alvará de Licença foi concedido em 07 de novembro de 1952, pelo Diretor do Depto de Arquitetura da Prefeitura do Municipio de São Paulo, assinado pelo sr. Egydio A. dos Santos, à Sociedade Sinagoga Israelita da Lapa. Como consta, Recibo-Alvará para “Construir um prédio com dois pavimentos e porão para uma Igreja e uma habitação...no local há prédio a demolir. Área total de 752m² e Firma Construtora Corazza & Novelleto Ltda...Projetista e Resp.Tecnico Pedro Corazza”.

Memorial(CDM do Museu Judaico de S.Paulo)

É muito interessante observarmos o Memorial de Construção, descrevendo desde alicerces, embasamento, paredes, esquadrias, cobertura (este com telhas de barro sobre madeiramento de peroba), e detalhe de que o “prédio conterá 370 pessoas”. O modelo do gradil e planta das vigas também estão disponíveis no CDM para visualização e consulta.

Podemos verificar também a listagem dos sócios e suas contribuições, assim como um “bloco de recibos da Sociedade Sinagoga Israelita da Lapa (em construção)”.


E você, possui algum documento e deseja compartilhar?

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Simchá Tora no Shil da Lapa ??


A foto que compartilho aqui consta do Centro de Memoria do Museu Judaico e a divulgo com a autorização deste. Assim como esta foto, há, no Centro de Memória, diversas outras como sendo do Shil da Lapa. Pela anotação, esta foto é de uma festa de Simchá Tora. Entendo que na foto aparecem o Munkatcher Rebe, e, acho, à frente dele, de óculos (armação preta), barba e chapéu, meu zaide Chiel Leib Szwarcbart. Está correto? Alguém saberia dizer quem são as pessoas da foto? Mais uma dúvida: Seria Simchá Tora ou Hachnassat Sefer Tora?

Na busca de mais informações sobre a sinagoga da Lapa, e no aguardo de novos contatos, Sami Goldstein comentou: “Teve uma fase, acredito que há 20 anos...que quem mantinha o Shabat vivo era o pessoal do Shil da padaria de Higienópolis. O presidente à época era o falecido dr Waldemar Schaffer. Eu fazia a leitura da Torá nesta época. Era realmente um minian muito apertado. Infelizmente não tenho fotos. Naquela época fazíamos o Shabat bem tradicional sem equipamentos elétricos ou câmeras. Eu lia a Torá, e os demais se revezavam para "puxar" a reza. Lembro de dois nomes: sr Rubens que também organizava o Shil da padaria, e o Alberto Savoya, que ajudava nas rezas..."


Agradeço neste post a todos que vem participando deste blog, assim como a Elisa Chalem e Shirlei B. Nusbaum pelo incentivo...

Visitem o Centro de Memoria do Museu Judaico de São Paulo!

Hoje à noite, Shmini Atzeret e amanhã, Simcha Torá...Chag Sameach a todos!!!




segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Famílias e frequentadores do Shil da Lapa

Ao começar a falar sobre o Shil da Lapa, questionei: “Alguém de voces frequenta/frequentou o Shil da Lapa? Teriam fotos, histórias ou documentos e gostariam de compartilhar? Encaminhem para meu e-mail myrirs@hotmail.com ou enviem mensagens inbox. Visitem também o blog acima, e agradeço desde já a colaboração de todos voces!!”

Ricardo Sitzer logo comentou que sua família é “lapeana da gema”. Lembrou que o Bar-Mitzva do irmão foi lá em 1987, avisou que providenciará o DVD do mesmo...e indicou as famílias Kaleka, Rappaport, Liberman. Conversei rapidamente com Daniela, mãe de Ricardo, em 13 de setembro de 2017. Daniela informou que sua ligação com a Sinagoga da Lapa está relacionada à família do marido, e que as famílias da comunidade judaica da Lapa vieram da Polonia. Daniela passou-me os contatos de sr. Yoshi e sr. Moishe Rapppaport.

Dov Winer, que vem colaborando, juntamente com a família, nesta pesquisa, já tendo passado diversas informações sobre a Sinagoga do Ipiranga e para a Exposição sobre os Chazanim em São Paulo, indicou: “Se voce está interessada nas sinagogas em São Paulo contate a família Largman da Lapa. Eles construíram a sinagoga. A prima da minha mãe, a Esther (Krachmalni) Langerman está com mais de 90 anos, mas bem ativa e lúcida. Abraço, Dov (no Ipiranga, Bera)”

Lucy Cohn também indicou a família Largman: “Sobre a sinagoga da lapa, de antigamente, procura o sr. José Largman, aqui no face. A propriedade era dos Largman. Não sei atualmente. Ele poderá contar muito sobre a Sinagoga da Lapa!”

Rochelle Rosenzveig contou, em uma postagem, que frequentou o Shil da Lapa durante a infancia toda, e possui várias lembranças: “Lembro direitinho aonde minha família sentava. Após o falecimento da minha avó paterna, meu pai, que inclusive voce entrevistou pela sinagoga de Pinheiros, passamos a frequentar o Shil de Pinheiros”.  Mas quem poderá lhe ajudar são minhas primas, Beatriz Kauffman e Fabiane Siufi”.

Sr. Guilherme Rosenzveig, pai de Rochelle, nascido no bairro de Pinheiros, comentou que mudaram-se em uma determinada época, para a Lapa, aonde a comunidade judaica da região reunia-se, inicialmente, em um salão de clube.


Fabiane Siufi escreveu “Shil da Lapa, com muito orgulho. Meu avo, Samuel Fichman, foi um dos fundadores. Acho que não tenho fotos ... mas tenho gravado toque do shofar caso tenham interesse. Antigamente as mulheres ficavam na parte de cima e os homens em baixo. Sempre sentávamos nos mesmos lugares. Tenho certeza que conseguirá muitas informações.” E indicou “Anilda Fichman; Luiz Jampolsky; Beatriz Kauffman; Rejane Jampolsky Grynszpan; Jairo André Brauer. E muitos outros já citados acima...”

Anilda Fichman, assim, também comentou: “Tenho muito orgulho de fazer parte da comunidade lapeana, e filha de um dos fundadores da Sinagoga da Lapa, Samuel Fichman!!!!”

Rosa Kibrit questionou se Dalia Timoner Chernizon pode ajudar. Aguardo contato de Dalia e Yair Chernizon...

Francisco Moreno contou que “a família Falbel teve e tem importante participação na vida judaica da Lapa (não só, é claro, mas lá em especial). O professor Nachman Falbel será uma fonte inesgotável de informações. Se quiser me chame inbox e eu passo o contato dele”. No aguardo do contato do sr. Nachman Falbel, espero que possamos conversar.

Adriana Rosa, por mensagem, comentou: “Para saber mais sobre a sinagoga da Lapa, procure o Sr. Isaac Liberman. Comerciante de destaque no bairro e frequentador dessa sinagoga, ele é dono da Loja Barateira na rua Doze de Outubro, no mesmo bairro. É uma pessoa maravilhosa e tem uma história muito boa sobre a região.”

Por outro lado, Cleide Chusyd questionou-me: “Você contatou o Gelson Liberman? A família frequenta a sinagoga da Lapa; tem a Sueli e Shirley Sossman (nome de família) que eram da Lapa; famílias Largman e Ratz, também viviam na Lapa”. Vou contatar...

Elisa Chalem escreveu que sempre frequentou o Shil e encaminhou as fotos aqui divulgadas, do Bar- Mitzva do filho em 1994 e do Brit-Mila do irmão, em 1967. Frequento a sinagoga desde pequena e todo o ano reencontramos a família nas grandes festas. Shirlei B. Nusbaum e a Sueli Binstock são minhas irmãs”.  Indicou Eliane Rapaport.

Shirlei B. Nusbaum também escreveu: “Frequentei a sinagoga da Lapa, meu avô Mendel Rappaport era irmão do Samuel Rappaport, um dos fundadores”. Shirlei divulgou em sua página vídeo e fotos do Shil.

Quando sugeri um encontro, uma reunião, para conversarmos sobre a sinagoga, Shirlei B. Nusbaum indicou Daniel Fainguelernt e afirmou: “Claro mas com certeza teriam q participar a Cleide Rapaport Volyk, esposa do David, a Eliane Rapaport, Dália Timoner Chernizon, Maiana FainguelerntMeori RappaportRosana LuckiElisa ChalemSueli Binstock, e outras pessoas. Voce poderia marcar uma reunião no Shill com o David Volik.”. Vamos marcar!!! · 

Esther Rejtman Corch comentou: “Frequentávamos muito e ainda hoje nas grandes festas!!! Poderiam ativar essa sinagoga tão querida!!! Tenho excelentes recordações!!!”

Anabela Schor também contou: “Frequentei muitos anos com meus sogros Markus e Sima Schor também foi realizado o Bar Mitzvah do meu filho há 17 anos atrás. Tenho boas lembranças”. Anabela entrará em contato

Paula Ellis cresceu indo no Shil da Lapa. Diz ter ótimas memórias. E agradeceu por compartilhar.

Comentário de Karen Sztutman: “Lindo! Também cresci frequentando o Shil da Lapa. Carinho enoorme!”

Melany Yoseff Torres escreveu: “Meus primos Jairo André BrauerMeori Rappaport... Eu mesma estudei na escola Theodor Hertz, que ficava dentro da Sinagoga...”

Meori Rappaport, também lembrada por Carlinha Chisman e Tulio Kahn, indicou Daniel Fainguelernt, que comentou: Oi Myriam, sou ativo na sinagoga, mas não tenho fotos históricas. Posso te ajudar a consegui-las ou conseguir quem te conte estas histórias...

Simone Abramoff dos Santos deixou um comentário sobre a postagem "Sociedade Sinagoga Israelita da Lapa": Familia Abramoff, meus avos, também frequentavam e até hoje vamos nas Festas, quando a sinagoga é aberta. Pena ser só nas Grandes Festas!”

Regina Paes Leme deixou também um comentário sobre a postagem "Yom Kipur no Shil da Lapa": “Linda cerimônia! Linda reza e canto. Estou fascinada pelas maravilhas da sabedoria judaica. “





Vivian Coronho indicou David Kaleka

Geni Pascal postou “Este Shil é Lindo!” E Schanini José Kirschbaum: “Muito bom!”

Tulio Kahn comentou: “Estória bem interessante de sinagoga de bairro que estava abandonada e voltou à ativa graças ao empenho de um grupo de ativistas! parabéns pelo seu trabalho de documentação e preservação”.

Débora Roshovsky Richter, em relação a Yom Kipur deste ano de 5778: “Eu estava lá!! Foi lindo!! Meu filho fez Bar-Mitzva lá ano passado...pura emoção!!”

Juliana Goldenberg Fortes: “Passei o Shabat e Yom Kipur no Shil da Lapa e gostei muito!! Fomos muito bem recebidos”.

Marcia Dilburt Vaisbih também foi à Sinagoga da Lapa em Yom Kipur, sentou-se ao lado do marido e filhos meninos.

Isabel Carmi Trajber avisou Etty Abramoff: “olha isso”. E Ariane Waisberg para Rose Moreto: “olha que lindo!”

E você, gostaria de compartilhar alguma informação? Fez ou faz parte da Sinagoga da Lapa? Entre em contato comigo!!!



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Yom Kipur no Shil da Lapa

Recebi de David Volyk um vídeo e fotos do Shil da Lapa em Yom Kipur deste ano, 5778, que aqui compartilho com a autorização deste. A celebração de Yom Kipur (Dia do Perdão), com muitas pessoas presentes, foi acompanhada pelo Chazan Alexandre Schinazi, pelo pianista Rodrigo Vasquez e pelo coral do próprio Shil.

Nestas fotos e video podemos verificar que esta sinagoga, internamente, seguia o mesmo padrão construtivo e formato das sinagogas já publicadas neste blog: a área masculina situava-se no salão inferior, a galeria feminina no pavimento superior, a qual possibiltava às mulheres visualizarem a ala masculina, e ouvirem e acompanharem as cerimonias que nesta aconteciam. Como comenta Henry Lederfeind, "hoje em dia tanto homens como mulheres ocupam o mesmo piso, sentando-se homens à direita e mulheres à esquerda..."

Janelas laterais, iguais e com arco na parte superior, acompanham a galeria do piso superior, sendo possível verificar, ao fundo, o “vitro” com a Estrela de David.

Em relação aos bancos, luminárias, Menorót, Aron Hakodesh falarei em outro momento.

E voce, fez parte da comunidade judaica da Lapa? Tem fotos, documentos, histórias a contar, sabe algo sobre a sinagoga do bairro?

Aproveito para desejar Shaná Tová, novamente, a todos os leitores deste blog!


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Sociedade Sinagoga Israelita da Lapa

desenho da autora do blog...
Em 12 de outubro de 1941 foi fundada a Sociedade Sinagoga Israelita da Lapa, em São Paulo. Localizada no mesmo endereço desde 1953, a sinagoga situa-se à Rua George Schmidt. Em 1961 aulas para crianças em idade pré-escolar começaram a ser ministradas no local, dando origem à Escola Israelita Brasileira Theodor Herzl.

Como podemos ler em “Além do Estado e da ideologia: imigração judaica, Estado-Novo e Segunda Guerra Mundial” do doutor em História Roney Cytrynowicz (artigo da Revista Brasileira de História, vol.22 n.44, 2002), vemos que “os estatutos regiam que "para os cargos administrativos só poderão ser eleitos sócios que saibam ler e escrever o português", mas deixava claro que seus objetivos eram "a) construir, manter e cuidar, um templo para o culto hebraico" e "b) patrocinar e auxiliar o ensino da religião hebraica aos filhos dos seus associados". Ou seja, utilizando-se, em proveito próprio, da linguagem que restringia atividades "nacionais estrangeiras", o objetivo dos fundadores era manter o culto hebraico e ensinar a religião hebraica, termos aceitáveis ao Estado Novo e que, ao mesmo tempo, não feriam as intenções abertamente judaicas.”

A escola foi desativada há um tempo, porém a sinagoga continua ativa, realizando as cerimonias da Grandes Festas a cada ano. Podemos citar, assim, os Chazanim Beto Barzilay, Felipe Grytz (Pipo), Dani Markus, Sergio Weintraub e neste ano que se inicia, 5778, Alexandre Schinazi.

Transcrevo aqui, também, o artigo “Comunidade Judaica celebra o Ano Novo”, escrito por Bruno Pedroni, em setembro de 2013, para o site do Jornal da Gente-Caderno de Noticias da Zona Oeste: “Começou na noite de quarta-feira, 4, as festividades do Ano Novo Judaico (Rosh Hashaná) na Sinagoga da Lapa, localizada na Rua George Smith, na Lapa. A celebração pela entrada no ano 5774 seguiu por dois dias, até o pôr do sol da sexta-feira, 6. Estiveram presentes na cerimônia cerca de 40 pessoas, que como salientou David Volyk, secretário da Sinagoga, em clima bastante familiar. “A grande maioria das pessoas que frequenta este espaço não moram mais na Lapa, mas têm um vínculo muito forte com a Sinagoga, pois nasceram aqui, trabalharam um dia aqui e em geral tem algum parentesco com os fundadores desta comunidade israelita”, explica Volyk. Estiveram presentes até a terceira geração dos fundadores, junto de seus pais e avós. Em 30 de agosto, a Sinagoga completou 60 anos neste endereço e em 12 de outubro, completará 72 anos que foi fundada. “Trabalhamos para manter esta Sinagoga, uma das últimas de bairro que restam, em memória aos nossos antepassados, e todos tem muito prazer em comparecer a estas festividades”, explica Isaac Liberman, atual presidente da Sinagoga e genro do presidente fundador, Osias Ratz. No próximo sábado, 14, a expectativa é que a Sinagoga fique lotada para outra data importante do judaísmo, o Yom Kipur, ou o Dia do Perdão.”

Em relação aos Shabatot na sinagoga, podemos verificar o informativo da página da Bnai-Brith e também nos e-mails que são enviados à comunidade judaica: “Cabalat Shabat na Lapa em 23 de junho de 2017 às 19:45h: “Convidamos para o Cabalat Shabat, que iremos realizar no próximo dia 23 de Junho de 2017, as 19:45 h. Os serviços serão conduzidos pelo Chazan Beto Barzilay – acompanhado pelo Coral Shil da Lapa e Maestro Alejandro Birenbaum. Queremos uma Sinagoga mais ativa durante o ano inteiro, daí a proposta de se realizar este e outros Cabalot Shabat. Continuamos motivados devido às muitas adesões e ao apôio de nossa comunidade, com uma boa freqüência; Contamos com seu apôio e contribuição para o engrandecimento de nossa Sinagoga, trabalhando e participando com dedicação para que possamos tornar realidade esse desejo. Sua presença é muito importante. Participe de nosso Projeto. Participação especial Sr. Tomas Venetianer, sobrevivente da Shoa- Natural da Republica Tcheca, passou por 2 campos de concentração: Sered, na Eslováquia e Terezin, na Republica Tcheca. Perdeu todos os parentes próximos, e por milagre, conseguiu sobreviver junto com os pais, que imigraram para o Brasil após a guerra. Venetianer constituiu uma bela família, com 2 filhas e 5 netos. Como sempre agradecemos a quem possa ajudar em nosso Kidush, trazendo um prato de doces ou salgados...Informações com sr. Isaac Liberman...”

Observo que será verificado, como parte da pesquisa da sinagoga da Lapa o “Fundo Sinagoga Israelita da Lapa”, que consta estar disponível no CDM do Museu Judaico, assim como fotos da inauguração desta sinagoga.


Nos próximos posts, vocês poderão ler um pouco sobre a comunidade judaica do bairro, os comentários de muitos de vocês, que tem colaborado em relação aos posts publicados sobre a Lapa, e muito mais. Não percam!!! Participem vocês também!!!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Chazanim em São Paulo e Shaná Tova Ticatevu Vetechatemu!!!


Foi inaugurada em 16 de setembro de 2017 a Exposição “Mantendo a Tradição: Sinagogas e Chazanim em São Paulo”, organizada pelo Museu Judaico e o Clube A Hebraica. 

Esta exposição nos mostra alguns dos chazanim que cantavam e ainda cantam nas sinagogas nas Grandes Festas, em São Paulo. E também fotos das fachadas das Sinagogas da cidade...

Para a organização desta exposição, além das fotos que o Centro de Documentação e Memória dispunha, foram contatadas diversas pessoas e instituições, que muito contribuíram com nomes, detalhes, fotos, convites das sinagogas para Rosh Hashaná e Yom Kipur...

Participei da organização como coordenadora de pesquisa na equipe do Centro de Documentação e Memória do Museu Judaico, na busca de material para esta exposição.

Muito ainda há a ser feito...quem não foi citado como chazan, ou não teve a foto divulgada, pode entrar em contato comigo ou com o próprio CDM.

Porém, quero lembrar que a minha pesquisa sobre as sinagogas em São Paulo, o resgate da memória e história, sua arte e arquitetura continua, de forma independente e realizada por mim com a colaboração de todos vocês, que tem compartilhado informações, detalhes e lembrado de histórias, antigas e atuais. E a busca de patrocínio para a mesma permanece...

Em tempo: no domingo, 24 de setembro de 2017, às 19h, será realizado o 24º Recital de Chazanim no Círculo Macabi, com os Chazanim oficiantes das preces de Rosh Hashana em diversas Congregações juntamente com a Orquestra de Cordas Laetare, regida por Muriel Waldman.

Retorno depois de Rosh Hashaná com mais informações sobre a Sinagoga Israelita da Lapa e das outras sinagogas a serem estudadas, e aproveito para desejar Shaná Tova Umetuká, Shaná Tová Ticatevu Vetechatemu para todos vocês!!! Um Ano muito doce, de saúde e parnassá tova....e que sejamos inscritos e confirmados no Livro da Vida!!! Feliz 5778!!!

Vejam o video publicado no Youtube sobre a inauguração da Exposição:
Exposição "Mantendo a tradição: Sinagogas e Chazanim"-Video Shalom Brasil

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Identificando o bairro da Lapa

Enquanto busco mais informações sobre a Sinagoga da Abolição, prossigo aqui com mais uma região aonde está presente mais uma sinagoga.

A Lapa, segundo o site do dicionário Aurélio, significa “pequena gruta ou cavidade aberta na rocha” e é um distrito da região oeste de São Paulo, tendo sido separado de Santa Cecília, em 1910.
Vila Anastácio, Vila Ipojuca, Vila Romana, Lapa de Baixo, Alto da Lapa e Bela Aliança compreendem a área ao qual costumamos chamar apenas de Lapa.
Alto da Lapa e Bela Aliança, bairros horizontais, residenciais e formados por imóveis de alto padrão, foram urbanizados pela Cia. CityConcebido na década de 1920 por Barry Parker, conhecido por projetar o conceito “cidades-jardins”, a região é composta por ruas largas e sinuosas, aonde as áreas construídas harmonizam-se com áreas arborizadas. A Cia. City, responsável pelo loteamento, pretendia criar um contraponto à área industrial da Barra Funda, ao longo do Rio Tietê. Em 2009 a Prefeitura de São Paulo decidiu tombar o local.
Já a Vila Romana tem origem em um loteamento planejado no século XIX, e hoje é composto por edifícios de médio e alto padrão. A partir do final da I Guerra Mundial surgiram novos loteamentos e vilas como Anastácio e Ipojuca.
Além de distrito, a Lapa também refere-se a um bairro do distrito do mesmo nome. É conhecido como "Centro da Lapa", pois possui fortes características comerciais.
Em 1942 foi criada a Rodovia Anhangüera, que incentivou a construção do Mercado da Lapa. Fato curioso apontado no site do “Estadão” (vide abaixo) é o de que este deveria ter sido inaugurado em 24 de agosto de 1954, como parte das comemorações ao IV Centenário da cidade de São Paulo. Porém, com a morte do então presidente da República, Getúlio Vargas, que se suicidou no dia da abertura, os portões do mercado permaneceram abertos apenas até as 10h, e a festa acabou sendo cancelada. Nas décadas de 1950 e 1960 constituía um dos principais polos comerciais da cidade. Em 1968 foi inaugurado o segundo shopping Center do Município: o Shopping Center Lapa
Por outro lado, a Lapa de Baixo possui as características de bairro industrial.
Através da construção e inauguração da Estrada de Ferro São Paulo Railway Company, em 1867 (após 1946, passa a ser denominada Estrada de Ferro Santos-Jundiaí) e de suas oficinas, o bairro recebeu a implantação de indústrias, que baseavam-se na proximidade do Rio Tiete, como a Vidraria Santa Marina e os frigoríficos Armour, Bordon, Swift e Wilson. Estes estabelecimentos trouxeram operários e técnicos de variadas nacionalidades. Imigrantes como italianos, de grande influência no bairro, portugueses, espanhóis, franceses, entre outros, muitos deles comerciantes, profissionais liberais, artesãos, sapateiros ou alfaiates fixaram-se na região.  https://pt.wikipedia.org/wiki/Lapa_(bairro_de_S%C3%A3o_Paulo)
Em relação à história da Lapa, podemos ler no site indicado abaixo que em 1561 os jesuítas ganharam uma sesmaria na região, banhada pelo Rio Emboaçava ("lugar por onde se passa"), atual Rio Pinheiros. “Emboaçava, nome que designou o local durante três séculos, era um povoado disperso formado por sítios e fazendas a partir da construção de uma fortaleza em 1590 para a defesa da Vila de São Paulo... Essa escassez durou muitos anos e em 1765 a região continha apenas cinco casas e trinta e um habitantes. Em 1805, com o aumento da produção de cana de açúcar, o movimento das tropas da rota que ligava a Vila de Itu a São Paulo e litoral foi desviado em razão das péssimas condições da ponte sobre o Rio Pinheiros, sendo então aproveitado o sítio do Coronel Anastácio de Freitas Troncoso, onde hoje se encontra a Vila do Anastácio.Outro ponto importante para o crescimento da região foi o desenvolvimento de olarias nas margens do Rio Tietê, em meados do século XIX...” http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_m_z/marioschenberg/index.php?p=173
No site do “Estadão” há a ainda a curiosidade de que “o bairro foi palco de massacre durante a ditadura militar – em 1976, a polícia e agentes do Exército entraram atirando em uma casa na Rua Pio XI, onde se reunia o Comitê Central do PCdoB, e mataram três dirigentes do partido: Pedro Pomar, Angelo Arroyo e João Batista Drummond. O episódio entrou para a história como a “Chacina da Lapa”. http://www.estadao.com.br/noticias/geral,cinco-curiosidades-sobre-o-bairro-da-lapa,1603886  
Atualmente, a Lapa é um bairro bem servido de infraestrutura urbana na cidade, sendo atendido pelas linhas Rubi e  Diamante da CPTM, respectivamente ramos da São Paulo Railway e Estrada de Ferro Sorocabana, na estação Lapa, e é um bairro que apresenta diversas áreas culturais.
Fontes de informação:
Foto: R. Antonio Raposo: pavimentação; à esquerda, o edifío do Grupo Escolar Pereira Barreto, antiga Escolas Reunidas da Lapa-Autoria desconhecida- 1935-09-06- 179 X 240. Acervo Fotográfico do Arquivo Histórico de São Paulo-Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de S. Paulo