sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Identificação do bairro do Cambuci

A busca por mais informações sobre as Sinagogas da Vila Mariana permanece, seja através de novos contatos, novas entrevistas, da busca de material, documentos e plantas nos locais aonde foram construídas, ou até mesmo em arquivos históricos e órgãos públicos.

Ao mesmo tempo, vou prosseguindo com a pesquisa e posts, agora com informações sobre o bairro do Cambuci...

Identificação do bairro: O Cambuci

O bairro do Cambuci, um dos mais antigos da cidade, recebeu tal nome a partir de uma árvore da região. No seu início, passava pela região uma trilha de acesso ao Caminho do Mar, utilizado por tropeiros para chegar a Santos,

Com o tempo, desenvolveram-se ao redor deste um pequeno comércio e algumas chácaras, sítios, plantações e fazendas. No passado, um córrego da região, na atual rua dos Lavapés, marcava a divisa entre a zona urbana e rural. Neste córrego, os tropeiros e viajantes tinham o hábito de lavar os pés e dar de beber aos animais, antes de seguirem para a cidade.

Neste bairro, uma Capela foi erguida em 1870 e o Museu do Ipiranga em 1890. A construção de uma linha de bondes, ligando o centro ao Museu, valorizou a região.

http://www.preservasp.org.br/06_informativo_cotidiano.html
Acompanhando a industrialização do país, toda a região serviu à instalação de diversas fábricas, e com a chegada de migrantes europeus, a maioria de italianos e sírio-libaneses, o limite urbano no Cambuci ampliou-se.

Novas ruas surgiram, terrenos foram loteados, casas e fábricas começaram a ser instaladas na região, delineando-se, assim, algumas características do bairro preservadas até hoje, como alguns galpões fabris e sobrados.

A tomada da Igreja da Glória, ponto alto do bairro, por rebeldes durante a Revolução de 1924, marcou a história do Cambuci. Assim como o Brás e a Mooca, foi um dos bairros mais atingidos pela luta neste período.

A partir da década de 1970, as fábricas começaram a abandonar o bairro, seguindo a tendência de se mudarem para locais mais afastados. O bairro, aos poucos, mudou seu aspecto fabril para se tornar um bairro de serviços e comércio no eixo do Largo do Cambuci e da Avenida Lins de Vasconcelos.

Com predominância de áreas residenciais, o bairro tornou-se foco das incorporadoras e construtoras no boom imobiliário paulista, por ser próximo ao centro, possibilitando diversos lançamentos de apartamento de classe média.

O artista plástico Alfredo Volpi (1996-1988), morador do Cambuci, retratou o bairro, que foi criado em 19 de dezembro de 1906, pela Lei 1040 B sendo composto por Vila Deodoro, Moóca (parte deste) e Cambuci.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Quantas pessoas fizeram parte da Sinagoga do "Lar dos Velhos"!!!


Casamento de Dora Dina Rosenblit Szwarcbart e Maurice Szwarcbart na Sinagoga do "Lar dos Velhos"

Muitas pessoas fizeram parte das histórias da Sinagoga do “Lar dos Velhos”!!!

Clarice TetnerRosenthal contou que a família frequentou a sinagoga do “Lar dos Velhos” juntamente com o pai, Boris Tetner e a mãe Rebeca até o falecimento do pai em 1976. O pai tinha um tio “solteirão”, Mendel, que morava no Lar, e por isso iam nesta sinagoga. Clarice era pequena, na ocasião, brincava nos jardins e adorava conversar com os velhinhos que ficavam ao sol, no intervalo das rezas, nas Grandes Festas. Lembra-se das famílias Miltzman, Kulikovsky, Paves.

Por outro lado, Cleide Chusyd comentou que o avô paterno, Nuchim Ber Chusyd e seus filhos também frequentavam a Sinagoga do Lar dos Velhos, pois moravam na Vila Mariana, próximo a esta. Informa que talvez possa ter mais informações com o primo Marcos Chusyd, pois era muito pequena na época, e afirma ter fragmentos de memória somente.... Cleide é a neta do 5• filho, o caçula dos meus avós. 

Milton Naparstek também informou que o sr Francisco Aizemberg era seu tio avô...irmão do avô materno e de outro tio, Leiba. Lembrou que ele veio primeiro da Polônia e depois vieram os irmãos. Os avós moravam na Cel . Lisboa, em frente ao Lar dos Velhos. E frequentavam a sinagoga do Lar.

O sogro de Dorothy Eberhardt, sr. Artur Eberhardt foi presidente do Lar por várias gestões e adorava o Lar, "menina dos olhos dele", e Sidney Schapiro comenta que os fundadores do Lar foram visionários...apesar do tempo ter mudado seus objetivos, serviu como uma referencia no cuidado de idosos.

Beatriz Cohen escreveu que o Lar,  hoje Residencial Israelita Albert Einstein, faz um Shabat maravilhoso, e uma vez por mês participa cantando e "dirigindo" o Kabalat Shabat com o pessoal do seu coral. Lembra-se da sinagoga pequena e do jardim.

Gilberto Rozenchan é o chazan das Grandes Festas do Residencial há 10 anos no Lar dos Velhos (atual Residencial Israelita Albert Einstein). Segundo Gilberto, a sinagoga original do Lar dos Velhos foi demolida e em seu lugar está hoje o centro administrativo do Residencial, mas há uma outra sinagoga, pequena, que eles usam para Cabalat Shabat e serviços matutinos. Nas Grandes Festas, em função do grande número de pessoas, nós usamos salões multiuso para os serviços religiosos.

Clara Back postou que ela, e a família, frequentaram o shil do Lar dos velhos.

O pai de Sergio Jankelovitz, sr. Leiba Jankelovitz, hoje falecido, foi hospede do residencial Albert Einsten por varios anos e...teve aulas com meu zeide, Chiel Leib Szwarcbart !!!

domingo, 2 de outubro de 2016

Shaná Tová Ticatevu Vetechatemu!!!


Desejo a todos os leitores Shaná Tova Ticatevu Vetechatemu!

Que o ano de 5777 seja de paz, saúde, alegrias e parnassá tová!

Retomo o blog depois de Rosh Hashaná...

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Sinagoga Cilly Dannemann, detalhes e a arquitetura do Lar dos Velhos

Reedito esta publicação, originalmente compartilhada no dia 26/09/2016, em 29/08/2017, agora com novas informações sobre a "Sociedade Religiosa Israelita Asilo dos Velhos", que constam do "Relatório do 1.Aniversário do Funcionamento" deste.  Este relatório resume os trabalhos das Diretorias nas reuniões ocorridas entre 24 de outubro de 1937 e 29 de maio de 1941(última reunião antes da inauguração do asilo). As informações aqui apresentadas constam do acervo do centro de Memória do Museu Judaico de São Paulo. Dêem uma olhada abaixo no novo texto...

Como já dito, o Asilo dos Velhos foi inaugurado em junho de 1941, no endereço à Rua Madre Cabrini, 506. Porém foi fundado em 24 de outubro de 1937 no salão do Talmud Tora Beth-Jacob, à rua Tocantins, 296.

O relatório do 1.Aniversário do Funcionamento aponta que "o terreno que está inserido este edifício e que mede cinco mil metros quadrados aproximadamente, foi adquirido no dia 4 de agosto de 1938...por intermédio do sr. Jose Teperman...a escritura era lavrada no primeiro Tabelião em 19 de setembro do mesmo ano". 

Durante os preparativos para a construção a diretoria convidou os srs. Gregorio Warschawchik e Henrique E. Mindlin, "pedindo a colaboração destes engenheiros arquitetos na elaboração de uma planta e dirigir e finalizar a construção". Estes prometeram apoio na construção e estudaram junto à diretoria planos e modelos de centros judaicos da Europa, América do Norte, Argentina e Israel.

Na primeira reunião de diretoria, em 28 de outubro de 1937, angariaram donativos, além de contribuições na comunidade e pessoas influentes nesta, formando um fundo que tornasse possível a obra.

A primeira assembléia ocorreu em 29 de maio de 1938, quando foi eleita a diretoria constituída por E. Mindlin, David Prouchan, José Teperman, Luiz Engel, Leão Kassinski, Boris Dannemann, Marcos Fuchs, Mauricio Feifer, Luiz Fleitlich, Nissim elias Nigri, Abraham Brickman, Abram Gorenstein, Jacques Grinberg, Simão Fleiss, Malvina Teperman, Fanny Mindlin, Berta Fleitlich.

Em 28 de maio de 1939, realizou-se a cerimonia. da pedra fundamental. 

Em fevereiro de 1940 teve inicio a construção do Asilo, sob a direção do Sr. Berti Levi, sendo o sr. Gregorio Warschawchik autor da planta e sr. Henrique E. Mindlin o responsável pela fiscalização da obra.

Em maio de 1940 enterrou-se um pergaminho contendo o nome dos fundadores e doadores. Detalhe: o pergaminho encontra-se enterrado aonde situava-se a sinagoga “original”. Já em outubro de 1940 realizou-se a festa de cobertura.

No inicio de 1941 a direção da construção foi entregue aos srs. Luis Engel e  Leão Kassinski, porém este veio a falecer em abril de 1941. Em 8 de junho de 1941 ocorreu a inauguração do asilo.

Este relatório está disponível para consulta no Centro de Documentação e Memória do Museu Judaico, assim como diversas fotos e outros documentos , tanto do Asilo dos Velhos, como de outras instituições, escolas, e arquivos familiares. Vale uma visita...

Podemos ler ainda sobre o Asilo dos Velhos que em um terreno de 11.000 m², tinha por objetivo “dar abrigo à velhice desamparada, sem distinção de nacionalidade ou origem, prestar assistência médica aos internados, manter um ambulatório, manter um templo para a prática do culto e efemérides religiosas”, como podemos ler na Enciclopédia Judaica. A capacidade do imóvel seria para 300 pessoas, com possibilidade de ampliação, áreas de jardim, e outras instalações...dispõe de uma sinagoga com o nome de Cilly Dannemann, auditório, biblioteca, refeitório e cozinha casher, gabinetes médicos e odontológicos, sendo, em 1966 mantida por 5.500 sócios, por doações e empreendimentos promovidos pela diretoria.

O registro do nome Sociedade Religiosa Israelita Asilo dos Velhos deu-se em 1942, e após décadas, o nome usado passou a ser Lar dos Velhos...

Foto Enciclopédia Judaica

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A familia Dannemann e alguns detalhes sobre o Lar dos Velhos...

Relacionada à história do Lar do Velhos temos a familia Dannemann, como já mencionado.

Ao publicar sobre quem teria alguma história para contar, a senhora Clara Kochen entrou em contato. Contou-me que era amiga da filha da sra. Cilly, Margot Allalouf, que vive em Israel, e encaminhou a ela algumas fotos que enviei. A filha da sra. Margot, Cilly, Shochet, nos agradeceu...

Como comentei com a sra. Clara Kochen, "é de grande importancia divulgar como foi fundamental a realização da familia Dannemann, e de tantas outras que consrtuiram as bases de nossa comunidade, em São Paulo. Resgatar esta memória, através das historias de pessoas, e tambem das edificações de tantas sinagogas que aqui foram construidas, é fundamental para sabermos, inclusive, para onde caminhamos."

Vemos ao lado a foto da sra. Clara Kochen, e a placa em homenagem à familia Dannemann.


Ha anos atras, estive no Arquivo Histórico Judaico Brasileiro (AHJB), hoje pertencente ao Museu Judaico de São Paulo, ao qual retornei em julho de 2106. Sobre o "Asilo dos Velhos" consultei o relatório e resumo histórico apresentado e lido no primeiro aniversário do funcionamento do Asilo dos Velhos em 1° de agosto de 1942. Neste, vê-se o cuidado na referência à preservação do judaísmo que, no entanto, é declarado explicitamente: entre os serviços oferecidos aos 60 asilados, está a “observação do rito religioso nesta casa, de acordo com os hábitos culturais e tradições religiosas dos velhos e velhas, tendo também uma biblioteca, jornais e livros sagrados" (Sociedade Religiosa Israelita Asilo dos Velhos — Fundo Alfred Hirschberg — Caixa 6/Acervo do AHJB. Sobre a história das entidades assistenciais...).

domingo, 18 de setembro de 2016

E então, quais são as sinagogas em São Paulo? Quantas são?

Algumas sinagogas em São Paulo (site saopauloantiga)
Neste final de semana me perguntaram..."e então, quantas são as sinagogas da cidade de São Paulo?" 

Havia feito aqui uma pausa para relacionar as sinagogas ainda ativas, sinagogas que foram demolidas, alteraram o endereço, foram alugadas, mudaram o uso...E sugerido, a quem pudesse, que completasse a listagem.  Agradeço a todos que o fizeram.

Atendendo a um pedido de um departamento da Fisesp, e em respeito a esta, retiro a listagem deste post. E espero que esta minha atitude seja parte de uma ação conjunta da entidade, com o comprometimento de outros que tambem divulgam tais listagens...

Quem tiver interesse em obter a lista, solicitem-me por favor.

Aos leitores que viram e curtiram este post, peço desculpas.

Aguardem as novidades sobre as Sinagogas em São Paulo, sua arte e arquitetura, resgate de memorias, muitas historias...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Bar Mitzvá do sr. Jacky Kirsch e a Sinagoga do Lar dos Velhos


Uma vez, em um Shabat na Sinagoga do Morumbi, sr. Jacky e sra. Mira Kirsch comentaram que tinham fotos do meu zaide, na sinagoga do Lar dos Velhos, por ocasião do Bar-Mitzvá de sr. Jacky, nos anos 1950.

Estava muito curiosa para poder ver estas fotos. 

Combinamos, então, de marcar um encontro, um horário ...E, este encontro, super agradável, aconteceu na terça-feira, 13/09/2016, justamente no momento em que estou postando um pouco sobre esta sinagoga.


Sr. Jacky Kirsch comentou que os pais emigraram da Alemanha em 1938, moraram na Bolívia e vieram posteriormente ao Brasil. Foram morar no Lar dos Velhos, aonde a mãe trabalhou. O sr. Jacky cresceu no Lar dos Velhos, aonde aprendeu idish com os residentes. E, fato interessante, contou que meu zaide também morou no Lar do Velhos, ao chegar a São Paulo.

Naquela época, o Lar compreendia somente o edifício térreo da R. Madre Cabrini, aonde situava-se a sinagoga. Esta não era ampla, como viria a ser posteriormente, e neste espaço aconteciam também as recepções, como podemos ver nas fotos do Bar-Mitzvá de Jack, ao lado... 
Bar-Mitzvá do sr. Jacky., com a mãe à direita 
Chiel Leib(meu zaide) à esquerda


Com o passar dos anos, a sinagoga foi ampliada, e novos espaços para os residentes foram construídos...

E você, sabe de algo sobre a Sinagoga do Lar dos Velhos? Conheceu a sinagoga que hoje não mais existe? Que lembranças tem? Gostaria de contar algo? Possui fotos, documentos? Então, entre em contato comigo, como já fizeram a sra. Clara Kochen, Clarice Tetner Rosenthal, Cleide Chusyd, Milton Naparstek, Sergio Jankelovitz, David Aschenbrenner, Clara Back, Beatriz Cohen, e que comentarei em novos posts...

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Família Szwarcbart e a sinagoga Cilly Dannemann

A história de minha família, Szwarcbart, está ligada à sinagoga Cilly Dannemann.

Casamento de Maurice e Dora Szwarcbart
Em 1957, meus pais, Maurice Szwarcbart e Dora Dina Rosenblit Szwarcbart casaram-se ali, em uma cerimonia feita pelo Munkacher Rebe, como podemos ver nas fotos ao lado. No mesmo local aconteceu o Bar-Mitzva de meu irmão, Bernardo, em 1977, e o casamento de meu tio, Philippe Szwarcbart. Era a sinagoga aonde meu zaide, meu avo paterno, Chiel Leib, conduzia as rezas (até 1966, quando ele faleceu). Minha bubili, Lea, mãe do meu pai, sentava-se na segunda fileira. E nós??? Sentávamos aonde havia lugar, perto da bubili sempre que possível ou até ao fundo...
Meu pai Maurice Szwarcbart com meu primo Jorge,
no jardim interno do Lar dos Velh


Em Rosh Hashaná e Yom Kipur, quando éramos crianças, na década de 1960, todo o espaço do Lar dos Velhos era pura diversão. Gostávamos de brincar, assim como várias outras crianças, nos cordões próximos da Bimah, ou pulando do tablado, corríamos pelos corredores e escadarias do Lar, brincando de esconde-esconde, e parávamos grande parte das vezes para conversar com os residentes. O jardim interno, com grande quantidade de gatos, possuía uma jabuticabeira imensa (será que era imensa mesmo?) e um pé de amoras, “inimiga” de nossas roupas brancas. 



Em Simchát Tora, dançávamos em roda, com as bandeirinhas de Israel e uma maçã na ponta.

Familias Lerner, Back, Dzialowski, Tetner, Chusyd, Jankelovitz, e tantas outras, tambem faziam parte da comunidade judaica da Vila Mariana e frequentavam a Sinagoga do Lar dos Velhos. Comentarei em novos posts.

Assim como muitas famílias, íamos da sinagoga do Lar para a do Peretz e vice-versa... Meu zaide e bubili ficavam sempre na sinagoga do Lar. Meus avós maternos, sempre na sinagoga do Peretz.

Havia também um salão, em frente à sinagoga, para kidush.

Estas são histórias passadas...

Contam que a frequência à sinagoga, com o passar dos anos, foi diminuindo, levando o Residencial a desativar esta sinagoga, criando uma outra, em um espaço menor. Hoje em dia, o local aonde funcionava a Sinagoga Cilly Dannemann, é utilizado como setor administrativo do Residencial Israelita Albert Einstein, como me foi informado...

domingo, 11 de setembro de 2016

A “Sinagoga do Lar dos Velhos”

Continuarei escrevendo sobre a Sinagoga Mordechai Guertzenstein, mas aqui inicio postagens sobre mais uma sinagoga...

Quando postei no facebook o texto abaixo, muitas famílias que frequentaram a “Sinagoga do Lar dos Velhos” também entraram em contato comigo.

Relembrando, o texto era o seguinte:

“Alguem de voces frequentou a sinagoga do "Lar dos Velhos" ou do Peretz, na Vila Mariana?? Tiveram aulas com meu zaide, Chiel Leib(schochet)? Possuem fotos? Documentos? Projetos? Histórias para contar? 

Citando algumas famílias: Szwarcbart, Rosenblit/Roisenblatt, Dzialowski, Bloch, Schapira/Schapiro/Szapiro, Blinder, Feldman, Fred, Maier, Klinger, Yagudin, Levitas, Chocid, Lafer, Dratcu/Dratwa, Guertzeinstein, Orenstein, Lerner, Tarasoutchi, Smaletz, Grunebaum, Kirsch, Scharff, Vaidergorn, Aizemberg, Fraiman, Sancovsky, Peceniski, Chapaval, Charak, Galantier. Quem mais??? Se quiserem, me passem uma mensagem inbox.” 

Em  Memorial- Sra. Cilly Dannemann-AHJB

A "Sinagoga do Lar dos Velhos" recebeu o nome de Sinagoga Cilly Dannemann em homenagem à sra. Cilly, esposa do sr. Boris Dannemann, um dos fundadores do Lar e da primeira diretoria deste, e que faleceu durante a construção do primeiro edifício.


A Sociedade Religiosa Israelita Asilo dos Velhos foi inaugurada em junho de 1941, porém foi criada formalmente em outubro de 1937, com endereço à Rua Madre Cabrini, 506.


Bimá e Aron Hakodesh-
Sinagoga Cilly Dannemann
(Livro Caminhos do Envelhecimento
Edith G.Hojda)

A Sinagoga ocupava um amplo salão, situado à direita de quem entrava no corredor do então edifício térreo, após percorrer um caminho ajardinado, a partir da portaria do Moishev Zekenim, como era conhecido... 

Diferentemente da Sinagoga Mordechai Guetrzenstein, possuía piso único, as mulheres sentavam-se à esquerda de quem entrava, e os homens à direita. Não havia uma divisória entre homens e mulheres, todos sentavam-se em cadeiras simples e enfileiradas lado a lado. Não existiam bancos de madeira, nem armarinhos com portinholas para se guardarem os sidurim. 

O Aron Hakodesh e a Bimá, à frente de todos, situavam-se em um “tablado” revestido e cercado por grossos cordões, como podemos visualizar na foto ao lado. As portas, de duas folhas, eram feitas de madeira escura e vidro martelado. Amplos janelões na lateral, próximos às cadeiras masculinas, permitiam saber quem chegava à sinagoga...

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Familias Boieras, Smaletz, Iacher(Yakir), Vaidergoren, Lafer na Vila Mariana

Como muitos já comentaram, a comunidade judaica da V. Mariana era como uma “grande família”, famílias interligadas por parentesco ou não...

Entrei, outro dia, em contato com Joel Boieras (Juca) por indicação do Sergio Grinberg. Descendente de Lituanos(Litvacks), que como conta, formavam uma bela comunidade na Vila Mariana, estudou no Liceu Pasteur, e fundaram naquela época a AMI, Associação da Mocidade Israelita. Morou na Rua Estado de Israel até se casar, em 1970. O pai, alfaiate, possuía uma alfaiataria na R. Sen. Feijó. 


Joel encaminhou mensagem ao primo Salomão Yakir

Ao encontrar a cronica "Onze primos e uma vila", escrito por Salomão, também entrei em contato. 

Esta crônica, que conta um pouco sobre algumas famílias da comunidade judaica, no bairro da V. Mariana: Smaletz, Vaidergoren, Boieras e Iacher, que quando crianças, reuniam-se na vila da R. do Tanque, 89, no quarteirão entre as ruas Cel. Lisboa e Marselhesa. 

Como descreve, no início dos anos 40 o bairro da V. Clementino estava em seu estágio inicial de crescimento. E as ruas, de terra batida, nos meses chuvosos tornavam-se intransponíveis e inundações eram comuns. Poucas casas em meio a matagais e terrenos baldios.

A estreita vila, continha tres casas modestas, duas casas maiores, e mais tres casas (ao lado de uma destas maiores), todas da família Sancowsky, como cita “ricos comerciantes israelitas provenientes da Bessarábia”. Numa das casas morava a família Scharff, e “num sobrado distante 50 metros da vila, morava a família Chapaval". 


Nos anos 1940, na casa n.1 da vila moravam Ezequiel e Clara Iacher, na casa central os idosos Chaimowicz e na casa n.3 o casal Mendeliz e Sara Boieras. A mãe idosa de Clara e Sara, Freida Smaletz, viúva, morava num quarto separado da entrada da vila, e em frente desta a família de Bernardo e Fany Vaidergoren e suas filhas Shirley, Lea e Ety... 

Vejam o link desta crônica: http://www.saloyakir.com/Onzeprimos_5.html

Agradeço muito a Salo Yakir ao afirmar: “não vejo problema nenhum em que você possa utilizar o artigo "Onze primos e uma vila". Fico muito feliz em colaborar com você...”

Também conversei com Keila Matalon, que postou no blog, e contou ter estudado na primeira turma, de onze alunos, do Colegio I.L.Peretz, ter frequentado por vezes a Sinagoga Mordechai Guertzenstein e ter morado na Av. Domingos de Moraes. O avo, da família Lafer, possuía uma loja de moveis. O avo foi um dos fundadores da Sinagoga do Cambuci... Comentaremos sobre este fato em outro momento, ao postar sobre esta sinagoga...

Obs: fotos da R. Estado de Israel, antiga R. do Tanque, hoje em dia- GoogleStreet View