quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Você e sua família frequentavam a Sinagoga Israelita Paulista, situada na Rua Augusta? Possuem fotos, documentos, memórias, histórias a compartilhar?

Você e sua família frequentavam a Sinagoga Israelita Paulista situada na Rua Augusta? Possuem fotos, documentos, memórias, histórias a compartilhar?

Alguns detalhes sobre esta sinagoga e seus frequentadores foram encaminhados por e-mail ou compartilhados no Blog, assim como no Facebook. Por exemplo, Jorge Appel deixou um comentário na postagem "Detalhes sobre a comunidade judaica paulista e a Sinagoga da Rua Augusta". Jorge escreveu: “Fiz Bar-Mitzvah, há 43 anos, na sinagoga da Rua Augusta,e tenho fotos que posso disponibilizar”. Roberto Strauss também comentou na mesma postagem: “Dr. Francisco Reiszfeld é meu avô materno. Será que estas pessoas que o conheceram tem fotos?” Esperamos receber novas fotos e divulgá-las. Na mesma publicação, Elisabeth Ratzersdorf escreveu: “Olhem meu avô Armando Ratzersdorf, no quadro maior, na parede dos presidentes! 

Na página do Guisheft: Olga Regina Hadel contou: “Meu avô, Eugênio Hadel, frequentava esta sinagoga, junto com a comunidade húngara, depois de chegar ao Brasil, infelizmente não tenho informações, pois perdi meu avô quando tinha oito anos. Nossa convivência foi muito curta, e soube muito pouco sobre ele, através do meu pai, que também já faleceu”. Lia Strauss, comentou no Facebook: “Meu avô, Dr. Francisco Reiszfeld!! E Roberto Strauss, irmão de Lia, comentou também: “Super! Dr. Francisco Reiszfeld era meu avô materno” Nelson Graubart enfatizou: “Era médico do meu pai”.

Conversei com sra. Rachel Berger Simis em 01 de agosto de 2022, a qual relatou lembranças de tempos atrás. E ficou de selecionar fotos e escrever um texto sobre estas memórias, para que seja publicado neste blog. Seguem algumas informações, relatadas pela sra. Rachel:

O pai de sra. Rachel, sr. Israel, chegou ao Brasil em 1926, aos 22 anos, proveniente de uma aldeia na Galícia, no sul da Polonia. Estabeleceu-se inicialmente em Paranaguá, no Paraná, onde um irmão já vivia.  O avô materno, sr. Eliás Altschüler, um dos fundadores da Sinagoga Israelita Paulista, chegou ao Brasil em 1922. A avó materna, sra. Antonia Taub (Klein) Altschüler, em Pest(Hungria), local onde viviam, possuía uma confeitaria. E chegaria ao Brasil, no navio “Astúrias”, somente em 13 de julho de 1925, com os três filhos: a mãe de sra. Rachel, Helena (Altschüler) Berger, nascida em 1921, era a caçula dos irmãos.O irmão era nove anos mais velho e a irmã, dez anos mais velha. Moraram inicialmente na Rua Conselheiro Nebias, e, depois, no bairro da Mooca, onde os avós possuíam uma loja de roupas masculinas. A mãe estudou na Escola Alemã.

Sra. Rachel comentou que frequentavam tanto a Sinagoga Talmud Torah, no Bom Retiro, pelo lado paterno, como a Sinagoga Israelita Paulista, pelo lado materno. E lembra-se desta sinagoga, quando esta se situava na Rua General Osório, ocasião em que visitava os avós, e das Grandes Festas no pavimento superior do Clube de Ginástica. 

 Sobre esta sinagoga, neste local, podemos ler o texto publicado anteriormente no blog: “Em 1932 foi alugado o salão de um clube, num prédio caiado de amarelo, localizado em frente ao edifício do jornal “A Gazeta”. 

A mudança da congregação para uma casa no outro lado da rua, à Rua dos Andradas nº 40, não trouxe grandes modificações à administração da congregação. Em 1934 as festas também ocorreram ainda “fora de casa”, no salão de ginástica do Clube de Ginástica Turnerschaft, à Rua Couto Magalhães nº40. Porém, a festa já ganhou em majestade, pois o serviço religioso, celebrado pelo senhor Mermelstein, contou com a participação de um coral de oito vozes...”

Em relação ao sr. Éliás Altschüler, avô de sra. Rachel, também há uma publicação no blog. Sr. Tomaz Kovari havia escrito: “Os judeus húngaros foram convocados para o dia 29 de novembro 1931, um domingo, no Sportklub, sito à rua Brigadeiro Tobias, para participar da assembleia de fundação da Congregação Húngara. Compareceram József Fürst, Lajos Nébel, Vilmos Steiner, József Boros, Károly Gábor, Dezsö Gábor, Zsigmond Pollák, Zsigmond Havas, Ernö Balázs, Alfréd Krausz, Bernát Róth, Géza Zsupnik, Jenö Vágó, Bernát Borgida e Éliás Altschüler.  Proclamaram a fundação da Congregação Israelita Húngara e elegeram a primeira diretoria. Presidente: Jenö Spivák; secretário: Alfréd Krausz; escrivãos: Lajos Nébel e Richard Tolnai; tesoureiro: Jenö Vágó; gabes: Élias Altschüler e Jenö Klein. Membros do conselho deliberativo: Bernát Róth, Károly Gábor e Bernát Slamovitch”. Sr. Eliás foi gabay da sinagoga.

Sra. Rachel lembrou-se de vários frequentadores da sinagoga, da comunidade judaica húngara: Suzana Yara Guttmann Ines Czillag, sr. Hartman, Dr. Feher, família Gabor, as irmãs Reisner, Vera Miklos, famílias Reiszfeld, Wessel, Nebel, Molnar, Neufeld, Gross, Farkas.

Sra. Rachel Berger Simis casou-se na Sinagoga Beth-El sendo o rabino Diesendruck quem celebrou o casamento. O marido era de família judaica proveniente da Russia, que inicialmente estabeleceram-se em Recife.

Vamos aguardar mais detalhes, fotos e um texto com as memórias de sra. Rachel, para que sejam publicadas neste blog.

E você, teria alguma informação relacionada à comunidade judaica da capital e das cidades do interior paulista? Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade em que se estabeleceram, como era a da comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? Escreva para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes...

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Resgate de memórias e histórias em época de pandemia - as comunidades judaicas do interior paulista e suas sinagogas

Inscrevi, no ano de 2021, na 34. Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco De Andrade, promovido pelo IPHAN, meu trabalho relacionado ao “resgate de memórias e histórias em época de pandemia - as comunidades judaicas do interior paulista e suas sinagogas”, visando a divulgação das informações obtidas no ano de 2020.  

Quero compartilhar, aqui, com vocês detalhes do trabalho apresentado:

O objetivo geral da ação desenvolvida no ano de 2020, no contexto da pandemia, visou a adaptação, e a continuidade de um projeto que já vinha ocorrendo, de resgate e perpetuação das memórias e das raízes das comunidades judaicas e suas sinagogas.  Em anos anteriores, o estudo teve como foco as sinagogas na cidade de São Paulo, já em 2020, este estudo englobou as demais cidades do Estado de São Paulo, adotando um novo caminho, considerando o isolamento social e a idade dos participantes.

Os objetivos específicos visaram dar continuidade à pesquisa já iniciada sobre a origem e histórias das sinagogas de São Paulo, divulgar e compartilhar o conhecimento em redes sociais, site e blog, possibilitando a participação, envolvimento e contribuição das comunidades judaicas do interior paulista.

A presente pesquisa considera a possibilidade de difusão de bens culturais imateriais e de valor universal, formadores de conhecimento, cultura e memória, e também a preservação destes bens imateriais de nossa cultura. Também faz parte deste estudo a proposta estimular o interesse da população como um todo, em época de pandemia, pela história e valores universais de uma comunidade que contribuiu – e continua contribuindo – para o desenvolvimento socioeconômico e cultural do país, tornando-se parte importante da sua construção como uma nação plural. Permite-se, assim, difundir a arte e a cultura judaicas na sociedade como um todo.

Escrevi, em março de 2020, no blog em que divulgo meu estudo, que não precisávamos aguardar a continuidade da pesquisa que eu vinha realizando, de divulgação das sinagogas da cidade de São Paulo, para buscarmos informações e resgatarmos a memória, as histórias das comunidades judaicas do interior paulista e de suas sinagogas, para conhecermos quem foram seus fundadores, seus frequentadores, os que construíram estas sinagogas, qual era a configuração de cada uma, suas fachadas e disposição interna. E, se tais edifícios ainda existem ou foram demolidos, quais os motivos que levaram a isto. Sendo assim, propus, naquele momento, nas mídias sociais e no blog, a participação dos interessados em compartilhar histórias, memórias, documentos e fotos nesta nova fase do estudo.

Desta forma, o material obtido foi sendo compartilhado, em 2020, no blog https://artejudaicasaopaulo.blogspot.com/ . Abaixo, vejam as cidades pesquisadas e o número de postagens:

1) Sorocaba: 7 em abril e 2 em maio

2) Bauru e Marília: 5 em maio e 3 em junho

3) Araraquara: 3 em junho e 1 em julho

4) Núcleos coloniais paulistas: 2 em julho

5) Botucatu: 4 em agosto

6) Rio Claro e Limeira: 1 em agosto

7) Jundiaí: 1 em setembro

8) São Carlos, Franca, Jaboticabal: 4 em setembro

9) Ribeirão Preto,  Bragança Paulista, Atibaia, Batatais:1 em setembro

10) Campinas: 3 em outubro e 1 em novembro

11) Piracicaba: 4 em novembro e 5 em dezembro, 1 delas incluindo Novo Horizonte e Ribeirão Preto.

Durante este período, outros textos foram compartilhados como o de uma “live”, ou bate-papo, e o texto "O estudo das Sinagogas em São Paulo em época de isolamento social".

Como justificativa, a iniciativa deste projeto partiu da percepção do fato de que a comunidade judaica em São Paulo, sua existência, embasamento e permanência, deu-se a partir da criação das sinagogas de cada cidade aonde esta comunidade se estabeleceu, muitas vezes, vinculadas ao país de origem.

A situação atual, onde muitas sinagogas já deixaram de existir, foram demolidas ou desativadas e o fato de que muitos membros das comunidades judaicas mudaram de cidade, a necessidade de resgate da história destas e de suas famílias favoreceu a continuidade da realização desta pesquisa, possibilitando uma "religação" com o passado e suas histórias.

Em relação ao desenvolvimento deste estudo, as ações foram realizadas com familiares e antigos frequentadores das sinagogas do interior paulista, assim como com as comunidades judaicas que a compunham, muitos deles já na terceira idade. Participaram também destas ações moradores destas cidades, que não faziam parte destas comunidades, mas que as conheciam, ou que desejaram colaborar. Pode-se citar, neste contexto, o caso de Piracicaba, onde a antiga sinagoga da cidade foi vendida e que, apesar da abertura do Processo de Tombamento, foi demolida. A questão a este respeito ainda não está finalizada. Neste caso, e em um momento de abertura, foi possível visitar o local onde a sinagoga estava situada, hoje um terreno, assim como obter a Matrícula do Imóvel no Cartório de Registros da cidade. Foram realizadas entrevistas através de ligações por celular, ou por vídeos de whatsapp, através de agendamento de horários e envio de e-mails, com questionamentos e respostas, assim como 3 "lives", com diversos participantes: no Centro de Memória do Museu Judaico de São Paulo, na Unibes e no Clube A Hebraica de São Paulo, estas duas últimas com participantes da terceira idade e interessados no assunto. A comunidade judaica enviou, também, por e-mail, whatsapp ou Facebook, fotos, documentos e textos que puderam ser compartilhados, motivando, inclusive, a participação daqueles que ainda não haviam se manifestado.

Antes do início da pandemia, visitas eram realizadas, tanto às sinagogas como aos arquivos e centros de memória, e muitas das entrevistas ocorriam de forma presencial, assim como as rodas de conversa. O foco, antes do isolamento social, era a cidade de São Paulo. Durante o ano de 2020, foi possível expandir e ampliar o estudo que vinha sendo realizado.

Como resultado, pode-se dizer que, durante o ano de 2020 foi possível expandir o estudo que vinha sendo realizado, antes focado principalmente na cidade de São Paulo, possibilitando um olhar mais amplo da formação da comunidade judaica no Estado de São Paulo como um todo, e sua integração com os moradores locais, que contribuíram, ativamente com desenvolvimento econômico, social e cultural de cada cidade.

Foi possível durante o ano de pandemia, a divulgação das diversas "Histórias Orais" e das memórias das comunidades judaicas e respectivas sinagogas, que existiram no interior paulista (suas histórias, arte e arquitetura), através do compartilhamento dos conhecimentos obtidos, no blog https://artejudaicasaopaulo.blogspot.com.br/, editado semanalmente, no Instagram, assim como no Facebook, https://www.facebook.com/sinagogasemsaopauloarteearquiteturajudaica/ ,  nas páginas da comunidade judaica e em páginas relacionadas com patrimônio histórico. 

É interessante ressaltar, também, a reconexão de familiares e pessoas que durante muito tempo conviveram nestas cidades, e que ao longo do tempo haviam perdido o contato.

Este trabalho e pesquisa continuam neste ano de 2022. Caso queiram, participem e compartilhem, aqui ou pelo e-mail myrirs@hotmail.com, informações, fotos, histórias e documentos. Vamos resgatar nossas memórias e raízes!

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

A pesquisa sobre as comunidade judaicas em São Paulo, suas sinagogas e os vídeos no YouTube

Criei, há algum tempo, dois vídeos no YouTube para compartilhar o que talvez muitos de vocês já saibam: Uma pesquisa sobre as Sinagogas e comunidades judaicas tanto da capital, como do interior paulista está sendo realizada como uma forma de resgatar as memórias e também preservar as raízes da comunidade judaica de São Paulo. 

Meu nome é Myriam Szwarcbart, e iniciei esta pesquisa há mais de dez anos, quando ainda não havia facilidade de acesso a informações, e contatos pela internet e redes sociais, como nós temos hoje. Retomei este estudo em 2016, a partir do bairro da Vila Mariana, em São Paulo, o bairro onde nasci e em que vivi por um bom tempo. Minha família fazia parte da comunidade deste bairro, frequentávamos a Sinagoga Cilly Dannemann, conhecida como a sinagoga do Lar dos Velhos e também a Sinagoga Mordechai Guertzenstein que era a sinagoga vinculada ao Colégio I.L. Peretz, onde estudei. Meu avô Chiel Leib era o schochet e professor de Bar-Mitzva nos anos 1950/60. Cursei a FAUUSP, e formei-me arquiteta. 

Pensando no nosso passado, no nosso presente e também no nosso futuro, esta é uma ótima oportunidade de conhecermos o nosso patrimônio histórico, artístico, cultural e também arquitetônico.

Sendo assim, venho divulgando histórias, lembranças, fotos e documentos em meu blog e também no Facebook e Instagram, e tenho contado com a participação das pessoas que frequentaram, ou que ainda frequentam, as sinagogas em São Paulo. Sempre que possível, agendávamos uma visita a estas sinagogas.

Continuo em busca de material sobre as sinagogas e comunidades judaicas paulistas, das quais já divulguei vários detalhes. Vocês possuem alguma informação, algum material, fotos, documentos, histórias, memórias relacionadas à comunidade judaica e suas sinagogas, da capital e do interior paulista??? Poderiam contar histórias de suas famílias, o motivo da escolha da cidade em que moraram, a integração no local, como comemoravam as festas? Vamos compartilhar?? Divulguem aqui nos comentários ou escrevam para mim: myrirs@hotmail.com . E anotem o e-mail de vocês, para receberem novidades! Participem! 

Quando puderem, vejam os dois vídeos do YouTube, sendo um deles explicando esta pesquisa, e, o outro, relacionado à Sinagoga Mordechai Guertzentein:  https://www.youtube.com/watch?v=i9tTWRP80Go e https://www.youtube.com/watch?v=js6_mxwRW0w e visitem meu blog: https://artejudaicasaopaulo.blogspot.com/





segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Detalhes sobre a comunidade judaica paulista e a Sinagoga da Rua Augusta

Torah 
Sinagoga Israelita Paulista

Nesta postagem compartilho informações relacionadas à comunidade judaica paulista, assim como sobre a Sinagoga Israelita Paulista, recebidas tanto por e-mail, como pelas redes sociais, e em uma conversa por telefone.

Por exemplo, no Facebook, na página Guia Judaico, ao perguntar se alguém teria detalhes relacionados à comunidade judaica das cidades do interior paulista, Ricardo Nimitz De Souza Oliveira escreveu: “Sim, várias!” Ricardo ficou de encaminhar um texto com detalhes das histórias e memórias sobre a comunidade judaica de São Paulo.

Já em Torah Judaismo e Sionismo, Regina Vaz comentou: “Sei que sua pesquisa é dos tempos atuais para a região paulista, mas gostaria de comentar contigo: recentemente vimos que desde o início, o Brasil não teve um estudo sobre a vinda e vida individual, e coletiva, dos judeus e que uma tentativa pioneira foi feita por Salomão Serebrenick. Ele propôs que a migração antiga, de 1500 a 1575, foi crescente (exílio, largados, fugitivos, náufragos); sendo 1500 a 1515 a fase das primeiras explorações; 1515 a 1530 a fase de colonização; 1530 a 1570 quando sofreram sistemática perseguição; 1570 a 1630 tumultuada discriminação; 1630 a 1654 o desenvolvimento no período holandês; 1654 a 1700 perseguições e acentuado êxodo; 1700 a 1770 contínuas perseguições; 1770 a 1824 progressiva queda da imigração judaica; 1824 a 1835 a assimilação profunda e quando cessa a imigração judaica. E, a partir de 1835 a 1900, a vienda de judeus de Marrocos e de 1840 a 1930, de outros países. Sobre a migração antiga, no atual Estado de São Paulo, há outros estudos, informando que, pelo litoral e alcançando o sertão, chegaram possivelmente, antes de 1500, João Ramalho, Rodrigues e Bacharel; e sobre a maioria dos desbravadores bandeirantes paulistas, muitos judaizavam, eram criptojudeus, marranos, sendo os tempos de perseguições e do estatuto da limpeza de sangue. Hoje, em terra paulista, algumas pessoas descobriram-se descendentes seja pelo folclore familiar ou por estudos mais recentes. Contudo sobre a fase moderna, aqui em minha cidade, existiu o Sanatório Ezra, 1930 a 1965, e há estudos no Arquivo Publico deste Município, de São José dos Campos".

Ex-Presidentes 
Sinagoga Israelita Paulista

Ines Fenyves Sadalla, a quem conheço, encaminhou-me algumas informações, relacionadas a judeus húngaros em São Paulo. Ines, neta do sr. Andras Fenyves, conversou por whatsapp com sr. Jorge Weiser. Sr. Jorge Weiser é judeu húngaro de 89 anos, engenheiro físico, formado em Budapest e sobrevivente da Shoa. Seguem alguns detalhes que foram informados por sr. Jorge Weiser, para a Ines:

Dr. Francisco (Ferenc) Reiszfeld foi universitário na Itália (Padova) junto com Andras Fenyves, era originário da cidade Györ. Estudou medicina em Roma em 1926, via cotas raciais. Sr. Jorge Weiser diz ter encontrado uma fotografia de Andras Fenyves, como diretor (ou presidente) na Sinagoga Israelita Paulista, e uma fotografia dos sogros, num evento (talvez um casamento?) nesta Sinagoga. Diz que irá fornecer os caminhos para acessar estas imagens. O nome do sogro é Eugenio Csillag e, da sogra, Lili Blau Csillag.
Ex-Presidentes 
Sinagoga Israelita Paulista

Ines informou-me que o consultório de András Fenyves (ou Andréa) ficava na Rua Marquês de Itú, próximo da Santa Casa onde ele trabalhava como médico. E a Rua General Osório situa-se muito próxima deste local. Diz acreditar que esse grupo, de judeus húngaros, ficava entre a Augusta e o Centro (todos próximos). Eram os médicos e profissionais judeus húngaros apátridas que estudaram na Itália, Áustria, França, Suíça, e que emigraram para o Brasil entre 1934-1947.

Sr. Tomaz Kovari comentou que também se lembra do Dr. Reiszfeld, acredita que era medico familiar e que visitou Sr. Tomaz, em sua casa, há mais de 50 anos atrás. Sobre Andras Fenyves, não se lembra, e talvez não tenha sido presidente. Sugeriu entrar em contato com Sr. Jorge

Por e-mail Rachel Berger Simis contou que acessou, pelo Google, os vários tópicos referentes à Sinagoga Israelita Paulista, com a assinatura deste blog. E escreveu: “Aguardando um ônibus na parada em frente ao n°250 da R. Augusta, vieram, à minha lembrança, várias passagens vividas naquele espaço. Tenho pensado se ainda é válido acrescentar algo ao seu magnífico trabalho de registrar a história desse grupo de judeus que, imigrantes de várias ondas, procuraram reunir seus confrades, conterrâneos e descendentes, para conviver dentro de sua cultura original. Caso haja interesse de sua parte em ouvir um pouco mais sobre os "primórdios" dessa comunidade, poderemos nos contatar”.

Conversei com sra. Rachel em 01 de agosto de 2022, a qual relatou lembranças de tempos atrás. E ficou de selecionar fotos e escrever um texto sobre estas memórias, para que seja publicado neste blog. Aguardem detalhes sobre esse bate-papo. Aguardo também o texto com fotos que será encaminhado pela sra. Rachel.

E você, teria alguma informação relacionada à comunidade judaica das cidades do interior paulista? Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade, como era a da comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? Escreva para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes...

terça-feira, 19 de julho de 2022

Histórias da comunidade judaica do interior paulista

Jose Rosenblit, meu avô, (à esquerda)
Jaboticabal

Sra. Frida Czarny havia escrito, no Facebook, que os avós moraram em Taubaté, no Estado de São Paulo, e que o pai está, hoje, com 97 anos, lúcido, e a mãe está com 93. Conversei com sra. Frida no dia 13 de julho de 2022 sobre sua família, origens e locais de moradia. Sra. Frida compartilhou sua história: o avô paterno, sr. David Rosenbaum, e esposa, chegaram ao Brasil, procedentes da Polônia, nos anos 1917/1920, o avô materno, sr. Shmil Palansky, chegou ao Brasil em 1917, proveniente da Bessarábia, onde já havia se casado com sra. Paulina, que aqui chegou posteriormente... Sra. Frida contou que a vida da família paterna, no Brasil, começou no Rio de Janeiro, em Campos, e a da família materna em Taubaté. Os pais, sr. Benjamin e sra. Anita Rosenbaum se conheceram em um baile de Carnaval, e se casaram em 1946, em Taubaté. Para tanto, um Sefer Torah foi trazido dos Estados Unidos. Naquela época, a comunidade judaica da cidade não era pequena, porém a comunidade não construiu uma sinagoga, sendo as reuniões e festividades celebradas nas casas das famílias que ali moravam. Sra. Frida, que possui 2 irmãos, mais novos, sra. Dora Volack, e sr. Sergio Rosenbaum, nasceu em Taubaté, e com os pais, chegou a morar em Pindamonhangaba, retornando, porém, a Taubaté. O pai celebrou seu Bar-Mitzvah em Nilópolis. Trabalhou como ferreiro de cavalos, o avô paterno fabricava charretes, o pai desenhava as ferragens para estas charretes. Os avós paternos, ao se mudarem para São Paulo, frequentaram o Shil da Penha, para onde o Sefer Torah de Taubaté foi levado, e onde uma tia da sra. Frida se casou. Sra. Frida chegou a frequentar também esta sinagoga. Com a desativação desta sinagoga, passaram a frequentar a Sinagoga da Rua da Graça, Kehilat Israel, a partir de 1954. Nesta sinagoga possuíam cadeiras, lugares fixos, e que constavam em um diploma aos que as adquiriam. A família materna, mãe, avós, tias-bisavós (a bisavó faleceu na Bessarábia) tinham uma pensão na Rua da Graça. Esta tias, como comentou sra. Frida, faziam shiduchim (apresentação para possíveis casamentos). Sra. Frida se casou com sr. Raul Czarny na Sigagoga Beth-El, em São Paulo, celebrado pelo Rabino Begun, há 50 anos. A família do marido, à época, frequentava a Sinagoga Talmud Torah, mas, com o falecimento do sogro, passaram a frequentar a Sinagoga Kehilat Israel. Sr. Raul Czarny foi professor da USP, livre-docente em Economia... Caso haja algum detalhe incorreto descrito acima, agradeço a correção.

Entrei em contato com sra. Lina Szapiro Sipukow, quando comentou: “Só agora estou lendo esta reportagem, somos de Itu e podemos dar alguns relatos”. E iremos conversar...

Mais comentários foram escritos no Facebook: Em Guisheft, Carla Grandisky contou que o tio, Paulo Grandisky, quando criança, morava em Araçatuba. 

Já em Torah Judaismo e Sionismo, Sandra Regina Araújo comentou que gostaria de saber da avó, Humbelina Ulman, que morou Cordeiros, e acredita que veio sozinha da Alemanha. Eliane Almeida escreveu: “A minha, nasceu em Assis.”

Em Shofar Tupiniquim, Rogério Ratner comentou: “Clientelshik, o rapaz do foto, como meus dois avós, Leão Ratner e Aron Isak Kirschbaum Kramm. Meu avô materno veio de Byalistok, Polônia, e meu avô paterno, de Sokal, que era Polônia, hoje é Ucrânia. Moraram em Porto Alegre, RS”.

No Blog que escrevo, sra. Doroty deixou um comentário na postagem "Resgatando memórias e histórias da comunidade judaica do interior paulista.". Sra. Doroty Tunkel escreveu: Meu marido Geraldo Tunkel nasceu em Bebedouro. Seus pais Adolpho Tunkel e Esther Tunkel ( originalmente o sobrenome era escrito Tunchel) viveram em Bebedouro por muitos anos tendo loja de móveis e armarinhos e vieram para SP em 1956. Moraram então no Bom Retiro.

E você, teria alguma informação relacionada à comunidade judaica das cidades do interior paulista? Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade, como era a da comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? Escreva para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes...

terça-feira, 12 de julho de 2022

Resgatando memórias e histórias da comunidade judaica do interior paulista.

Jose Rosenblit, meu avô

Após a publicação sobre a cidade de Lins(SP), recebi, no Facebook, diversas mensagens e comentários sobre a comunidade judaica do interior paulista.

Na minha página, Ana Elwing comentou: “Os meus tios Léo Neustein e Regina Elwing Neustein moraram em Jaboticabal onde tinham uma loja. Os três filhos moram em São Paulo. E respondi: “Tenho uma foto de meu avô, Jose Rosenblit, feita em Jaboticabal. Mas não sabemos nada a respeito”. Ana Elwing irá perguntar para uma prima se ela conheceu o meu avô ou alguém da família Rosenblit.

Sheila Tabajuihanski questionou Geni Chanot: “Você é de Garca?” E também perguntou à Ester Malke Sirotá Pedroso: “Você é de Bauru, não é?” Julio Buchmann escreveu que foii convidado para dar aula na Faculdade de Agrononia de Jacoticabal, na década de 1970, ficando ali por uma semana.

Já na página do Guisheft, Miriam Jane Carmona Grynberg contou que os avós eram de Olímpia, e que saiu de lá bebê...Israel Beigler nasceu em Araçatuba SP, e irá contar detalhes sobre isso. Já Gilda Wajnsztejn comentou: “Meus avós maternos, com minha mãe e tios pequenos, vieram da Lituania para São Carlos. Moraram ali até se casarem (mãe e tios) e virem para São Paulo. Meu avô era shoichet da comunidade e tinha loja lá. Veio para São Paulo quando minha avó adoeceu, e ficou por aqui. Tenho algumas fotos, irei escrever sim”

Maristella Chanoft Rabinovichi indicou Geni Chanoft. E Frida Garbati indicou Roberto Becker. Já Simone Oksman indicou Leon Oksman. Cesar Becalel Waisberg contou que a família materna se estabeleceu em Marilia, e, a paterna em Cafelândia, próximo à Lins. Eduardo Zatyrko relatou que toda a família do lado paterno se estabeleceu em Garça e em Marília. Gabriel Chusyd completou: “O primeiro prédio de Marilia é uma homenagem à familia Knobel”. Norma Wolffowitz também escreveu: “Minha família do lado materno morou em Lins”.Vamos aguardar mais dtalhes sobre Lins, e outras cidades paulistas. Sandro Libeskind contou: “Meus avós criaram meu pai em Bauru, e meu zeyde foi o primeiro chazan da sinagoga de Bauru. Samuel Sirota e Rosa Sirotá. Meu pai Naou Sirota. Minha mãe nasceu em Guaratinguetá, interior do Estado de São Paulo. Marina Libeskind Sirota. Meu avô foi um dos fundadores da sinagoga de Bauru. Tenho uma prima do meu pai que ainda mora em Bauru chamada Lina Amália Bichusky”. Lina Szapiro Sipukow comentou: “Só agora estou lendo esta reportagem, somos de Itu, e podemos dar alguns relatos...” 

Vivian Grimblat compartilhou que os avós e o pai se instalaram em Olímpia, primeiro, e, depois, em Botucatu. E contou: “Meu pai tem muitas histórias de Botucatu. Minha tia mais velha nasceu em Olímpia tem 94 anos, está viva, e depois foi para Botucatu. Família Grimblat.  Você pode conversar com meu pai, Germano Grimblat, ele sabe tudo. Posso passar o WhatsApp, dele o que acha?” 

Também no Facebook, em Pletzale, Uri Lam contou: “Meus avós chegaram a morar em Jaboticabal nos anos 1930. Depois meu pai poderia lhe contar melhor. Vamos conversar...E Frida Czarny escreveu que os avós foram para Taubaté. O pai esta com 97 anos e amãe com 93. Frida irá contar sua história... Já Samuel Feldberg indicou, nas postagens, Samy Tunchel. 

Em Torah Judaismo e Sionismo também no Facebook, Hishona Godel ficou surpresa com as postagens: “Puxa vida! Muitas postagens aqui, está levando a todos a uma busca aos documentos dos nossos antepassados ,uma descoberta atráz da outra , descobri que meus avós maternos era de Jaboatão dos Guararapes e lá viviam com Lampeão e Maria Bonita, uma história que que poucos da família citam!” Alguém teria mais informações relacionadas a esta história?

Lea Krasilchik Leschziner compartilhou: “Minha mae nasceu em Bauru! Branca Bichuski. Passei varias férias lá! Íamos de trem Pulmann. Adorava...” 

Na página Eventos Judaicos, Mauro Halpern contou: “Meu avô, com irmão e primos, moraram em Cachoeira Paulista. Parte da familia, depois, se mudou a Resende no RJ, e parte a São Paulo. Estou falando de meados dos anos 1930”. Vamos aguardar mais detalhes... 

Pelo Messenger, Mauro Henrique Mandel comentou “Trabalhei por 11 anos com as pequenas comunidades do interior e litoral do Estado de São Paulo. Se, e quando quiser, te conto um pouco destas minhas descobertas”. Vamos conversar em breve. E Rubens Kutner escreveu: “Meu nome é Rubens e queria saber mais sobre o seu interesse sobre famílias que moraram no interior...minha mãe, Hilda Goldefarb (Kutner de casada), era de Pirajuí, próximo de Bauru. Nasceu em 1931 e, assim como outras famílias, veio para São Paulo com dez anos...” 

E você, teria alguma informação relacionada à comunidade judaica das cidades do interior paulista? Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade, como era a da comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? Escreva para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes...