quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Quais sinagogas vocês frequentam ou frequentaram em São Paulo?

Interior da Sinagoga do Centro Israelita do Cambuci

Aqui compartilho diversos comentários relacionados às sinagogas que cada um frequenta, ou que seus respectivos familiares frequentavam, em São Paulo.

Na postagem "A Associação Beneficente Israelita Brasileira Bessarabia - Bessarabia Farain - no Bom Retiro”, há o registro: “Sei que meu avô Daniel veio no mesmo navio dos Teperman (eram irmãos de navio), deu aulas de idishe no Renascença, e era membro da associação. Seu nome era Daniel Nimtzovich, mas seus primos assinavam Nimcowicz”.

Por e-mail, Hugo Kiper contou: “Meu nome é Hugo Kiper. Estudei no Talmud Tora nos anos 1960, e quase todos os dias rezávamos na escola, na sinagoga pequena em Rosh Hashana e Kipur. Lembro-me da sinagoga lotada. Meu Bar Mitzva foi lá. Hoje eu moro em Israel” 

Na página minha página do Facebook Gilda Wajnsztejn contou: ”Não vi antes opost, mas minha familia frequentava a sinagoga da Escola Israelita do Cambuci. Vivíamos nos bairros Lavapés/ Cambuci, meus pais, irmãos, tios e primos. Os filhos estudaram na Escola do Cambuci. Os pais frequentavam a sinagoga em Rosh Hashana/ Yom Kipur, e outras festas. Meu irmão fez Bar-Mitzva lá. Pequena, mulheres em cima, homens embaixo, não tenho fotos infelizmente”.

Agradeço muito o apoio e incentivo de Walter Catarino Antunes, que comentou: “Seu trabalho, de valor inestimável, feito não apenas com a curiosidade acadêmica, mas com muito amor pelas kehilot. Continuo (e certamente muita gente sensível) torcendo para que patrocinadores espertos promovam a publicação de sua obra”.

Já na página da Turma do Bomra, Sophia Sofi contou que frequentou,  desde nenê, o finado Rebe Beer na Rua Mamoré no Bom Retiro. E após ter os filhos, a Sinagoga do Rabino Begun, na Rua Correio dos Santos . Também ia, às vezes, na Sinagoga dos Húngaros, na Rua Tocantins. E completou: “Eu, por sinal adorava o kiguel da Rebetsen z"l esposa do Rebe Beer z"l. Velhos tempos, velhos dias”. Artur Wasserfirer frequenta a Knesset Israel, rabino Malovani e Avram Stifelman, à Rua Basílio Machado. E lembrou-se: “Temos ainda do rabino Belinov, Natan, Bait, do Ruv Horovitz, Mizachi, Binian Olam e Netivot”. Sra. Amalia Knoploch escreveu que não frequentavam a Bessarabia Farain: “Os meus pais eram da Polônia, da cidade de Opole, mas tinham amigos próximos, como os sogros de meu irmão, que eram da Berssarabia. Eles frequentavam a Polish Farban, eu conhecia a sinagoga da Rua Joaquim Murtinho, estive lá, porém não sabia que ela tinha o nome como aparece, os meus familiares e muitas outras pessoas também de Opole. Quando. se referiam à sinagoga, mencionavam o nome do Leib Knoploch. Vi o texto que o Boris Ber relatou sobre a fundação da referida sinagoga, Machzikei Hadas, são notas que não ficam na memória, já passei dos 80 anos gostei de relembrar. Obrigada por me fazer relembrar a existência desta sinagoga, cujo um dos fundadores foi um parente, Leib Knoploch  z"l, de minha família”.

Em Guia Judaico, Liora Denise avisou que frequentava o Shil da Vila”. E em Net Shuk, os comentários sobre as sinagogas que frequentaram foram feitos por Jimmy Benabou: “Sinagoga Sefaradi do Talmud Thora”, por Maria Elisa Goes Fernandes: “Sinagoga Masorti Shalom”, Marcos Gil: “Sinagoga Talmud Tora na rua Tocantins, acho que hoje mudou o nome da rua, Rosane GL: “Onde hoje é o Ten Yad.” Em Guisheft: Vânia Ejzenberg contou: “Frequentei a sinagoga do Colégio Peretz na Vila Mariana”. E em Jewish Brasil os comentários foram de Boris Ber: “Frequento a Sinagoga Bait” e de Luiz Fernando Chimanovitch: “Meus avós e tios avós que frequentavam o Bessarabe também eram de Brichon /Britchve”

Ressalto também que no Blog, diversos comentários foram publicados, a partir das postagens relacionadas tanto com a crônica do sr. David Milstein quanto com o Bessaraber Fairband. Seguem os textos:

Prof. Walter Catarino: Tocante. Esperamos que a pequena Marina tenha aprendido chamar esse avô de zeide, mantendo seu velho coração yidish aquecido, radiante”. Artur Wasserfirer : “Conheço muito bem o Davi, foi meu madrich no Dror Habonim e meu vizinho na rua Vitorino Carmilo, minha mãe tem era da Bessarabia de Britchon, donde vieram meus avós maternos e também meus tios”. Leila Chnaiderman Aquilino: “Conheci David Roysen, conheci Zisse era meu avô José, que morava na Paraíba , depois vieram para São Paulo, me emocionei muito agora, só que meu sobrenome é sem S , algum erro na chegada ao Brasil, vieram com meu avô minha tia avó Otília , irmã do meu avô. Me emocionei muito obrigada”. Selma Royzen Fisch: “Estou confusa sem saber quem é o autor do texto. Se o autor é sobrinho do tio Moishe, como ele é neto do David Roysen (já que o David era filho do tio Moishe)? Eu sou neta do Jacob Royzen (que era irmão do tio Moishe, e da tia Rachel) ”. Resposta ao comentário: “Selma, eu peço perdão pela confusão. O David Roysen Z"L" era meu primo irmão, e carregamos o nome de nosso avô paterno: David. Ashkenazim somente dão o nome às crianças de pessoas já falecidas. Dos Schnaiderman que viveram no Brasil, somente sei dos três, Zisse (José), Eti (Otilia ) e Shifra (Zina), minha mãe, que descansa em Israel, num campo santo com vista para o Mediterrâneo.) Meus pais fizeram aliá em 1972. Para fechar a historia: Teu tio Moishe Roisen era casado com minha tia Otilia”. E uma pessoa que não se identificou deixou registrado: “Emocionei-me com esse lindo texto. Nossa tradição deve ser mantida pelos zeides e bobes”.

No Facebook, comentários também foram registrados, relacionados às postagens citadas.

Por exemplo, na página Guisheft podemos ver: Eva S. Zellerkraut: “Quantas lembranças das cidades citadas dos meus avós”. Marcia Cytman: “Que bonito, e saudades dos meus avós z"l ao ouvir falar das cidades deles na Bessarabia”. Mauro Bilman: “Show, parabéns! Zeide é bom demais da conta”. Sulami Wanievski: “Legal gostei muito”. Thais Soltanovitch Druker: “Que lindo!” Reinaldo Klass: “Minha avó era de Britshon. Também frequentávamos o Bessarabe Farbanat”. O tio do meu pai, Obe (Alfredo) Vainer, foi presidente de lá”. Na página Jewish Brasil: Betti Epelbaum: “Maravilhoso”. Em Hasbara&Sionismo: Sara Liba Korn: “Meus netos nos chamam de Babe e Zeide.Tenho muito orgulho disso”. Na Turma do Bomra: “Lea Lam:David! Há poucos dias eu e o Henrique Lam  lembrarmos de você e da Esther, muito querida, e das suas filhas. A Dani, Lara, e a Susi. Realmente bateu as saudades dos bons tempo, que você e o Henrique eram tão achegados. O tempo passou e cadê?!” Frida Czarny:Linda crônica, retrata muito bem nosso momeligue, bobe tote azoi chem! Parabéns pela einekle Marina”. Leila Chnaiderman Aquilino: “Conheci David Roysen, conheci Zisse, era meu avô José, que morava na Paraíba, depois vieram para São Paulo, me emocionei muito agora, só que meu sobrenome é sem S, algum erro na chegada ao Brasil, vieram com meu avô minha tia avó Otília , irmã do meu avô. Me emocionei muito obrigada”. Miriam Sapir Siag Landa Landa: “Adorei a crônica, o fato é que a língua idiche praticamente morreu, poucos falam alguns ainda entendem alguns vocábulos, lamentável. Marina vai sim te chamar de zeide, pois a família vai ajudar e insistir. Parabéns pela Marina e pala crônica, muita sensibilidade!!!!!!” Abrão Hleap: “Conheci Moishe Roisen, bem como seu filho David Roisen. Lembro-me do Moishe, Chazan do Bessaraber Farbant. Também fui eleitor do filho, David Roisen, quando foi candidato a vereador em São Paulo”.  Bela Goldstajn Figer: “Que amor de crônica. Certamente ela terá orgulho de chama-lo zeide. Riry Botelho: “Crônica muito bonita, lembrei dos meus avós zeide e babe, adorei”. Paulina Janete Ber: Quando meus netos nasceram, fizemos questão que eles chamassem meu marido de zeide. Alguns anos atrás, no dia dos pais, ele ganhou uma camiseta com os dizeres: Alguns me chamam pelo nome mas as pessoas mais importantes me chaman de zeide”. Eli Szpektor: “O David tem um irmão que se chama Noe e vive em Israel?” Lea Szyflinger: “A sinagoga da Joaquim Murtinho ainda funciona. Quem é o responsável?” Lea Lam: “Bons tempos!” Robinson Rodrigo Canavezzi: “Linda crônica”. Joice Miszputen: “E a pergunta que não quer calar, após alguns anos da publicação desse texto: Marina lhe chama de Zeide?” Em Jews: Lea Weil: “David Milstein, da Barra Funda. Irmao do Noé? Companheiro de tnua’? Sou Raquel Lea, de Porto Alegre”.

Vocês teriam alguma informação relacionada à comunidade judaica da capital e das cidades do interior paulista? Fotos, memórias, documentos? Histórias de suas famílias, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade em que se estabeleceram, como era a comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? Escrevam para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes...

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Será que ela vai me chamar de Zeide? - Por David Milstein

Publicação do Jornal d'O Shil

A busca por informações sobre o Bom Retiro, a comunidade judaica bessarabe, a sinagoga Bessaraber Farband, e demais sinagogas do bairro, da capital e do interior paulista permanece.  Neste sentido, sr. David Milstein por e-mail escreveu: “Meu tio, sr. Moishe Roysen, foi, durante toda a minha infância, o Chazan dos bessarabe.  Seu filho, David (meu zeide)  foi líder político na zona norte e vereador por São Paulo. A Avenida que corta o Center Norte leva o nome de meu tio. Momeligh, tote mome. Minha mãe era de Iedenitz, cujos descendentes publicaram um livro. Ela era   Schnaiderman. As cidades vizinhas eram  Sucarohn e Britshon , todas margeavam o Rio Dniester.” 

Sr. David encaminhou também a crônica Marina, minha neta. Será que ela vai me chamar de Zeide?”, com o seguinte comentário: “Virou best-seller na internet judaica, e até traduziram para o espanhol e inglês. Minha neta é a beleza do avô, a inteligência do avô, mas o branco dos olhos é sefaradí. Vários avós me cercaram dizendo: "Eu é que deveria ter escrito essa crônica". Daí, virei cronista”. Esta crônica foi publicada no jornal da sinagoga O Shil (Jornal d’O SHIL) em 2011/ 5772. Sr. David acrescentou: “Roberto Strauss fazia comigo o jornal interno do Shil do Itaim, onde colocava minhas crônicas.”

Aqui compartilho a crônica, com a autorização do sr. David Milstein:

Será que ela vai me chamar de Zeide?

"Sei muito pouco. Na verdade, quase nada a respeito de meus avós.

O nome David que carrego comigo é de meu avô materno; e o Noah de meu irmão é do nosso avô paterno. Minha memória tem guardado meu tio Abraham Z”L” descrevendo a saída repentina de meu pai, e mais 10 irmãos, da casa de meu avô, quando a revolução bolchevique bateu às portas deles, e cada um tomando seu caminho. Brasil, Israel e Estados Unidos foram os destinos e ninguém sequer olhou pra traz.

No pequeno shtetl de Yaruga, às margens do rio Dniester, permaneceu o casal de velhos, meus avós, e a espera paciente dos poucos invernos que ainda lhes restava. De Yedenitz, na Bessarabia, saiu minha mãe, que desembarcou em Olinda e foi ao encontro de seu irmão Zisse, residente na capital da Paraíba, João Pessoa. Tudo aconteceu na década de 1930 e, com certeza, o peso maior da bagagem era composto pela dor da separação, pela dúvida com um futuro incerto e uma grande dose de yidishkeit. Não conheci meus avós.

Não tive nunca, ninguém pra chamar de zeide.

Há 4 meses veio ao mundo Marina, minha primeira neta, com seus cristalinos olhos azuis para iluminar nossas vidas.

Será que ela vai me chamar de Zeide? Eta preocupação mais imbecil, a minha. Pois todo mundo corre atrás de outros títulos. Daniela, minha filha mais velha se assina PhD. Alexandre, meu genro é advogado, doutor. No nosso Shil estou rodeado de CEO’s, assessores, professores, doutores, aspones de todos os tipos e extrações, rabinos, bacharéis e mestres .. Mas, Ribonó shel haOlam, eu não quero nenhum desses diplomas, ninguém precisa me chamar de doutor. Cá entre nós eu só queria agora no finalzinho do segundo tempo que alguém me chamasse de Zeide. Motivo? Não Tenho. Eu só queria fazer parte do universo das palavras,

que nesse tresloucado século 21 ainda insisto em falar. Palavras que ouvi em meus primeiros dias de vida e que hoje ninguém sequer balbucia: Naches, Mechaie, Tote, Mome, Bobe, Momeligues e Puikale. Vocês, Paulos, Brunos, Sérgios e Ricardos, acompanhados de Cláudias,

Stephanies e Mônicas que tão rapidamente absorveram o download, delete, page down, facebook, milkshake e notebook, será que não teriam um pequeno espaço para o intraduzível vocabulário de nossos avós?

Terei falhado na minha missão de vida se minha neta não me chamar de Zeide. Terei ajudado a colocar mais uma pá de cal naquilo que já foi uma pujante obra de literatura, cinema e canção. Lembro como se fosse ontem, quando aos domingos visitávamos meu tio Moysés Royzen no Tucuruvi, e naquele preguiçoso ônibus Anhangabaú- Tucuruvi, da linha 042, meus pais evitavam conversar em ídiche. Medo. A Segunda Guerra havia recém terminado e não tínhamos ainda Medinat Israel.

Medo, nunca mais. Passados quase 70 anos e levamos para o campo santo nossas Chaikes, Mindels, Sures, Yankels, Moishes e Shloimes.

Será que os que ficaram não devem carregar nada desse delicioso fardo cultural que ainda pode terminar num banquete de guefilte fish, vareneques, qnichiklech mit abissale shmaltz?

Marina, minha querida primeira neta, nossa mais recente razão de viver, teu velho avô não tem muito a pedir para você. 

Eu tenho sim é que falar com o Patrão, lá em cima, e pedir por você saúde, felicidade e que esta vida te traga somente alegrias. E se, no meio de toda essa parafernália em que vivemos, entre as aulas que você certamente terá de inglês, francês, bat mitzvá, karatê, judô, natação, rikudei am, yoga e aquele namoradinho que não para de telefonar, se der um tempinho:

Será que você poderia me chamar de ZEIDE???”

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Você e sua família frequentam ou frequentavam qual sinagoga em São Paulo?

Apresentei na publicação anterior a questão relacionada a patrimônio histórico e arquitetônico, comentando alguns pontos que estão sendo considerados e pensados no andamento das pesquisas e levantamentos que tenho feito e, também, nas postagens deste blog, durante estes últimos anos.

Sobre esta publicação, sr. Henrique Moscovich, na página Shofar Tupiniquim, do Facebook, escreveu: “Acho muito interessante teu trabalho de pesquisa e acredito que a preservação da memória é um legado perpétuo como o Ledor va Dor. Porém para preservar, somente pessoas com " memória" afetiva podem continuar com o legado de quem as fundou e frequentou. Pois em todas as sinagogas, além das rezas, era um espaço de acolhimento em suas múltiplas formas. Aqui em Porto Alegre, em 1987 foi Criado o Instituto Cultural Judaico Marc Chagall, para preservar a memória em forma de depoimentos dos imigrantes e hoje já estão em uma segunda fase, colhendo depoimentos de filhos de imigrantes, que são a primeira geração nascida no Brasil”. Podemos também transmitir nossos sentimentos e conhecimentos, e devemos contar, a cada um, de onde viemos, como aqui chegamos, o que construímos, como vivíamos, como vivemos, quem somos, para onde vamos, de forma a não esquecermos nossas tradições... LeDor VaDor.

Desta maneira, venho recebendo comentários tanto de antigos frequentadores das sinagogas de São Paulo, como de familiares que as frequentavam e ainda as frequentam. Como é o caso da sra. Esther Salo Chimanovitch, na página Turma do Bomra, no Facebook, em que comentou: “Toda minha família, Schneider, e do meu marido, Sr Leiser Parnes, frequentou (a Sinagoga do Bessaraber Farband), de 1962 até o final, mas tenho muitas lembranças.” Na mesma página, sra. Clara Schneider Dangot escreveu, também sobre esta sinagoga:Frequentei muitos anos. Era muito bom, frequentei de 1962 até 1983 mais ou menos. Era um salão, e tinha uma espécie de palco, era espetacular ao meu ver. Gostava muito de ir lá”. Já sra. Amalia Knoploch e família não frequentavam a “Bessarabia Farain”: “Os meus pais eram da Polonia, da cidade de Opole, mas tinham amigos proximos, como os sogros de meu irmão, que eram da Berssarabia”. Sra. Ideli Santos contou: “Meus avós vieram da Bessarabia, meu zeide se chamava Izac Grimberg e minha avó Esther Grimberg”.

Também no Facebook, em Jews, a Profa. Dra. Nancy Rozenchan observou que o nome correto era Bessaraber Farband. E já corrigi a publicação anterior. Na Enciclopédia Judaica temos somente o nome "Associação Beneficente Israelita Brasileira Bessarabia", e ainda não encontrei documentos relativos a esta associação. Alguém de vocês as possui? E fotos, alguém teria?

Por e-mail, sra. Lea Sotnik escreveu: “Nas festas de  Rosh Hashana e Yom Kipur , a minha avó e meus tios iam ao Salão do Bessarabia, na Rua da Graça por terem vindo desta região da Rússia. Ficávamos o dia todo, até acabarem as rezas. É uma lembrança muito viva quando chega  este tempo das comemorações novamente”.

Em busca de informações sobre o Bom Retiro, a comunidade bessarabe, a sinagoga Bessaraber Farband, e demais sinagogas do bairro, eu entrei em contato, por e-mail, com a Casa do Povo. A Casa do Povo possui um acervo e arquivo composto por mais de quatro mil livros, centenas de fotografias, objetos e documentos que contam parte da história cultural da cidade, do Bom Retiro, da imigração judaica, da resistência à ditadura e da cultura ídishe, como consta do site. Foi possível agendar um horário, e conhecer o material disponível. Ainda não encontrei detalhes, ali, sobre a minha busca, mas registro aqui que a biblioteca de livros em idishe pode ser consultada...agende um horário para conhecer...

Na página Jewish Brasil do Facebook, sr. Duda Auerbach comentou sobre o edifício atual da Sinagoga Knesset Israel, na Rua Newton Prado. Relembrou o belissimo prédio anterior ao existente, sinagoga tradicional fundada em 1916, e o pequeno shil com entrada pela antiga Rua Tocantins. Sr. Duda Auerbach frequentou esta sinagoga, assim como os pais, que tinham assentos, fez o seu Bar-Mitzvah, o pai era dati, e iam todo Shabat, além das festas no decorrer do ano. Frequentou a Knesset Israel até 1992, ano de falecimento da mãe, sra. Hanna, (“dona Chone”). A Knesset Israel era uma sinagoga ortodoxa e, assim, não se fotografava, e não existiam os celulares...

Por outro lado, no Blog, podemos ler um comentário na postagem “História da família Kauffmann em Santos”, um texto de Rosa Strauss:Meu nome é Boris Padron Kauffmann. Sou filho de Bariz (mais conhecido como Boris) Kauffmann e de Bertha Padron Kauffmann. Aparentemente, meus avós paternos José e Laura Kauffmann vieram de uma cidade, na Bessarábia, chamada Securon - hoje se situa no sul da Ucrânia, junto à divisa com a Moldávia. Esta conclusão decorre de um depoimento de Elisa Tabacow Kauffmann, publicado no livro "Passagem para a América", que menciona que conheceu seu marido Moysés Kauffmann em São Paulo, acrescentando "Nossos pais já eram amigos lá na Europa, de onde eles moravam - me parece que em Securon...". Moysés era primo de meu pai Bariz, filho de Rosa Kauffmann. Em resposta a este comentário, sra. Amanda Schwartzmann comentou: “Boris, tudo bom? Essa cidade é a mesma de alguns bisavós meus. O Google a chama de Sokyryany, em Chernivtsi. Você tem uma árvore genealógica montada em algum lugar? Gosto muito desse assunto, se quiser me manda um email”. Sr. Simão Korn acrescentou: “Prezado Boris, fomos colegas no ginásio do Colégio Canadá, incluindo o Raul Wasserman”.

E por e-mail, sr. Simao Korn, em cópia ao sr. Sergio Fang, contou que faz parte da diretoria da Sinagoga de Santos. Estão dando início à elaboração de um Acervo Cultural que preserve e divulgue a história e cultura da coletividade judaica da região. Propõe integrar este acervo ao trabalho que realizo, de resgate das histórias das comunidades judaicas, sinagogas, de memórias, fotos, documentos, a fim de atingir os objetivos de ambas as partes. Coloco-me à disposição para conversarmos, e, assim, podermos prosseguir.

É interessante acrescentar que estas postagens no Blog tem possibilitado a conexão ou reconexão de familiares, de frequentadores antigos das sinagogas paulistas, assim como de pessoas que chegaram aqui a partir de cidades, aldeias ou um shtetl comum.

Você e sua família frequentam ou frequentavam qual sinagoga em São Paulo? Teria alguma informação relacionada à comunidade judaica da capital e das cidades do interior paulista? Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade em que se estabeleceram, como era a da comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? Escreva para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes...

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Sinagogas paulistas, conservação, reforma, restauro, revitalização, retrofit, rearquitetura.

Aqui faço uma pausa para falar um pouquinho sobre a questão relacionada a patrimônio histórico e arquitetônico, que postei há algum tempo... 

Gostaria de comentar alguns pontos que estão sendo considerados e pensados no andamento das pesquisas e levantamentos que tenho feito e, também, nas postagens deste blog, durante estes últimos anos.

Podemos perceber que aprender com o nosso passado, nossas memórias e raízes é fundamental para respeitamos e resgatarmos a nossa história, e indispensável para construirmos nosso presente e projetarmos o futuro.

O resgate destas memórias está relacionado à capacidade de conservarmos o nosso patrimônio, seja ele material ou imaterial, histórico, cultural, urbano. Não somente na preservação ou revitalização dos elementos físicos fabricados pelo homem, mas também na valorização e preservação do conjunto de conhecimentos produzidos e acumulados por este.

Durante estes anos, tem sido abordado não só os elementos físicos das construções, mas também os seus aspectos históricos, sociais, culturais, formais, técnicos, representativos ou afetivos.

Desta forma, tem feito parte deste trabalho o estudo dos espaços internos e externos das edificações, assim como de seus objetos, fotos e documentos, histórias, memórias, além da percepção de nossa identidade, e do momento e realidade em que vivemos. 

Na nossa sociedade e economia, em constante transformação, é fato a mobilidade da população, em suas diversas migrações e deslocamentos, nas mudanças de moradia nos bairros da própria capital de São Paulo, e entre as cidades paulistas.

A situação citada também se dá dentro da comunidade judaica, tendo, como uma das consequências, a diminuição da frequência nas sinagogas de diferentes locais, ou até no desuso, fechamento ou demolição da edificação de muitas destas sinagogas. A manutenção de uso para a qual foi construída, nem sempre é viável, ou está de acordo com a realidade do momento. Mas, quando se torna possível, muitas vezes se faz necessário o restauro, ou a conservação do edifício, revitalização, a recuperação através de um retrofit, de uma reforma.

Retrofit, revitalização, rearquitetura, restauro, recuperação, conservação de edifícios. Pode ser que você pode esteja pensando e se perguntando...como assim???

Para prosseguirmos e podermos entender mais um pouquinho sobre patrimônio arquitetônico, histórico e artístico, seguem abaixo algumas observações relacionadas a estas questões. E caso queira conhecer um pouco mais detalhadamente sobre o assunto, vale uma consulta a livros especializados, e a entidades e órgãos, públicos ou não, voltados ao tema. De forma resumida, seguem alguns detalhes:

O “Restauro” de um edifício recupera e preserva a estrutura e unidade do edifício, através de intervenções técnicas, de acordo com critérios científicos de conservação, devolvendo ao mesmo as características originais. Geralmente em bens tombados...

A “Revitalização” de uma edificação significa realizar intervenções em edifícios ou áreas urbanas a fim de torná-los aptos a terem usos mais intensos, dando nova vida aos mesmos, tornando-os atrativos para novas atividades, e garantindo nova vitalidade da área e região onde se localiza.

Já no “Retrofit”, conceito surgido na Europa e Estados Unidos, a proposta é “colocar o antigo em forma”, através de intervenções em estruturas antigas, estendendo a vida útil destas, readequando às exigências atuais, e as reinserindo na área urbana existente. Através da revitalização, é mais do que uma simples reforma, ela envolve uma série de ações de modernização cujo objetivo é preservar “o que há de bom na construção existente”, considerando o compromisso com as características originais do edifício.  Estes podem receber adaptações tecnológicas, modernizações na rede de água e esgoto, rede elétrica, elevadores, aquecimento/ refrigeração, soluções telefônicas, respeitando as normas vigentes quanto à acessibilidade e segurança.

Outro termo que vem sendo utilizado é a “Rearquitetura”, com soluções de aproveitamento do edifício existente a um novo uso, com a realização de transformações necessárias, reciclagem, demolições e acréscimos significativos, requalificação dos espaços, adequando e otimizando o uso à nova função do edifício...

Exemplos destas situações e/ou alterações em sinagogas estão presentes hoje no Museu Judaico de São Paulo, que sediava a Sinagoga Beth-El; no Memorial do Holocausto e da Imigração Judaica, que sediava a Sinagoga Kehilat Israel; no TenYad , que sediava a Sinagoga Centro Israelita de São Paulo (Knesset Israel); no EretzBio, instalado na antiga Sinagoga Cilly Danemann/“Lar dos Velhos”; na demolição do edifício da Sinagoga Mordechai Guertzenstein, hoje um edifício residencial; na demolição da Sinagoga Israelita de Pinheiros Beth Jacob, hoje em atividade em espaço alugado; no fechamento das sinagogas de São Miguel Paulista e da Penha, e na mudança de uso da Sinagoga do Ipiranga, até a última verificação funcionando como uma fábrica de etiquetas. Exemplos estes somente na capital paulista.

Em relação ao Museu Judaico de São Paulo, citado acima, o projeto foi desenvolvido pela Botti Rubin Arquitetura, vencedor do concurso realizado com o tema “Modernidade e Preservação”. O projeto realizado propôs a integração e restauro dos elementos do projeto original de Samuel Roder às novas e modernas instalações necessárias para o pleno funcionamento do Museu.

Acompanhe mais informações nas próximas postagens neste blog.

Você teria alguma informação relacionada às sinagogas da capital e das cidades do interior paulista, seu uso atual, reformas realizadas, novos projetos, restauros, demolições? Possui fotos, memórias, documentos? Escreva para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes!

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Famílias que frequentaram a "Bessaraber Farband", ou "Bessarabia Farain", no Bom Retiro

Ruas do Bom Retiro

Na última postagem deste blog questionei se você, ou a sua família, frequentou a Associação Beneficente Israelita Brasileira Bessarabia - Bessarabia Farain, no Bom Retiro, nos Chaguim, ou em outras ocasiões.

Recebi, por e-mail, pelo Facebook e por comentários neste blog, diversas informações e detalhes a respeito.

Por exemplo, no Facebook, a Profa. Dra. Nancy Rozenchan fez uma observação quanto ao nome correto da Associação Beneficente Israelita Brasileira Bessarabia, a conferir: Bessaraber Farband, Bessarabia Farain? Os dois estão corretos?

Em Guisheft, Clara Beer compartilhou: “Meus pais, Volf e Pérola Beer, frequentavam muito. Saíam de São Caetano, e iam ou de ônibus ou de trem. Vou perguntar para minha irmã, que tem uma memória ótima e porque eu era muito pequena. Assim que tiver mais detalhes, entro em contato”. Marcia Cytman reforçou “Eu era neta do Moishe Beinichis, conhecido por Moishe Kopel, que era diretor do Bessarabia Farain. Muito frequentei, infelizmente hoje meu querido zeide Moishe z"l, só por fotos. Que gostoso relembrar os belos tempos da sinagoga Bessarabia Farain. Não me recordo, era muito pequena quando comecei frequentar o Bessarabia, aonde meu avô Moisés Beinichis z"l era da diretoria, bons tempos! Lembro-me das festas de Simcha Torah, com as bandeirinhas, era muito gostoso. O sr.Jose Snitcovski era muito amigo no meu avô. Shirlei Lizak Zolfan contou: “Meu avô Alberto Goldchmit, frequentava nas Grandes festas, eu era pequena, tenho essas lembranças, vou ver com meus tios se eles têm fotos”. Eva S. Zellerkraut lembrou-se que o tio avô vinha do Rio com frequencia fazer palestras, era escritor de livros em idish, Hersh Schvartz. Eva diz não se lembrar de muito, mas irá verificar com a irmã. E Arnon Thalenberg escreveu:Frequentávamos a sinagoga da Rua da Graça, nas Grandes Festas não porque éramos da Bessarabia, mas porque a minha avó (polonesa) morava quase ao lado da sinagoga...” Algumas indicações foram feitas: Tatiana Gutt indicou Dan Snitcovsky, Iza Mansur indicou Rosa Tarandach, Frida Garbati indicou Roberto Becker, Soninha Morg indicou Jaime Morgensztern e Janette Hodara indicou Marcos Krasilcic Minkoves. Bernardo Melmam solicitou que fosse possível compartilhar a postagem, e indiquei o link do blog.

Já na página Judeu Empreendedor, Arnaldo Diamandi escreveu: “O meu zeide rezava na rua da Graça, nos mamaligues.... eu acho que mamaligues é polenta. Polenta/mamaligues, é barata. Eu lembro que muitos gozavam os beserabes, dizendo que davam mamaligue pros cavalos...Na rua da Graça, em um prédio do outro lado da rua da sinagoga, hoje museu, em uma sala, reuniam-se os beserabes. Eu me lembro que eu ia visitar meu zeide, que Hashem o tenha em bom lugar...”

Em Jewish Brasil, Abrão Hleap contou: “Minha família frequentou bastante. Meu pai, Froim Hleap foi diretor por muitos anos. Eu ajudei afundar o departamento de jovens do Bessaraber Farbant. Chegamos a reunir bastante gente como associados”. E Luiz Fernando Chimanovitch escreveu: “Meu avô e tios-avós eram frequentadores. Ficavam sempre ao fundo, numa mesa comprida. Eu tinha medo de subir lá porque o elevador era velho e tinha uma porta pantográfica. A ultima festa que eu me lembro, de ter ido lá, foi no começo dos anos 1980. Marcos, Rosa, Branca, Abraão, Moishe. De nascimento, eram Schneider. Não me lembro de ter uma mechitsah. A bimah ficava à esquerda de quem entrava e havia bancos nos três lados da bimah (leste, oeste, sul). Mais adiante, e ao fundo, tinha um palquinho pequeno, onde eu encontrava meu avô, e meus tios-avôs e avós, que sentavam juntos.  Encontrei o convite do Bar- Mitzvah do meu tio em 1954, na Sinagoga Israelita do Brás. O nome dele era Ismael, mas traduziram para Samuel. E minha avó era Malye, não Malka, em idish”.

Em Shofar Tupiniquim, Ester Rotter compartilhou: “Meus avós vieram da Bessarabia, a família Kosminsky. Eu acho que frequentaram esta sinagoga, porque um irmão do meu avô foi morar em São Paulo. Quando saiu de Quatro Irmãos (RS), morou em várias cidades, e por último, em Salvador, onde faleceu. Minha avó também veio da Bessarábia, família Lerchtamann”.

Na página Turma do Bomra, Mauro Krasilchik comentou: “Quem não frequentou o Bessaraber Farbant? Lembro muito bem quando o Sr. José Snitcovsky era o presidente. Lembro-me também das festas de Simcha Torah, quando ganhávamos aquela bandeirinha e uma maçã fincada na ponta. Ótimas lembranças!!!!! Frequentei com meus pais, avós e irmã. Acredito que foi na década de 1970. Quando adentrávamos ao prédio, que já era bem antigo, na Rua da Graça, o problema maior era subir de elevador. Quase sempre encrencava. Tínhamos que subir à pé e no caminho, vários idosos subindo devagar. Recordo-me que era um salão enorme com várias mesas enormes e cadeiras. Na entrada tinha uma espécie de escritório. Íamos sempre nas festas e feriados judaicos. Infelizmente não tenho nenhuma foto, mas posso procurar com pessoas conhecidas. Por coincidência minha sogra também frequentou. Caso consiga fotos com pessoas conhecidas...com certeza, se tiver alguém com fotos eu te encaminho”. Shirlei Lizak Zolfan lembrou-se que havia um palco onde as mulheres ficavam sentadas. E também se lembrou de Simcha Torah, das bandeiras com maçã, e do elevador com a porta de ferro. Sara Belz contou: “Eu frequentei os bailes, eternas lembranças do Bom Retiro. Tenho fotos. Vou procurar.” Sra. Sara compartilhou, no Facebook, diversas fotos, como a foto do pai, o violinista Ignácio Belz, que fazia parte da Orquestra do Maestro Leon Kaniefski. E outras fotos do Bom Retiro, da Formatura na Escola Técnica de Comércio Tiradentes, do Clube Macabi, da diretoria do "Bessarabia", do baile aos 16 anos, em 1956, do casamento em 1961, no Bom Retiro, na Rua Prates 209, e na Sinagoga Bethel, e a foto de família do pai, em 1934, em Budapest, morta no Holocausto, na Hungria. “Lembro-me de uma apresentação com meu pai e meu irmão ao violino, em evento beneficente. E quero contar que fui da diretoria do Clube Bessarábia”. Jose Marcos Thalenberg comentou: “Minha avó materna rezava lá. Lembro-me do elevador de porta pantográfica”. Lilian Davidowicz contou que o pai frequentava. E Helena Chachamovits escreveu: “Bom dia, estou lendo a sua mensagem, eu me lembro ter frequentado essa sinagoga com meus futuros sogros. Eles eram da Bessarabia. Lembranças muito boas. Pessia e Abraham Chachamovits, meus sogros, foram maravilhosos fui recebida com muito carinho. Todas as festas eu ia com eles. Aprendi judaísmo com eles, meus pais vieram fugidos, muito jovens, e se conheceram aqui no Brasil. Então, não festejavam nenhuma festa, e nem Shabat. Aprendi tudo com eles, tenho um filho rabino, que mora em N.Jersey, em Monsey, comunidade hassídica. גילה בורובוי escreveu:Jose Snitcovsky era meu tio, e, com orgulho, lembro-me dele, mas vim para Israel, e estou aqui desde ano 1967”. Sergio Abramoff contou : “O meu avô David Krasilchik está na foto! Não conhecia esta foto. Amei! E indicou o avô na mesma: meu avô era o mais baixo na foto. Meu tio Samuel Salomão também está na foto, à esquerda de meu avô.  Vou procurar outras fotos antigas, na casa de minha mãe. Lembro-me muito bem do rabino dando pancadas na mesa, pedindo silêncio. E a criançada toda, do lado de fora, brincando. Eu, inclusive...” E no comentário do blog, também agradeceu por eu ter compartilhado a foto.

Pelo messsenger, do Facebook, João Jacob Eitan contou, sobre a comunidade judaica do Vale do Paraíba: “Antes do Nathan Stulman, foi o Rabino David Azulay que muito nos ajudou...” 

Encaminhei e-mail à Casa do Povo, solicitando informações sobre a comunidade judaica bessarabe do Bom Retiro. A Casa do Povo possui um acervo com arquivo composto por mais de 4 mil livros, centenas de fotografias, objetos e documentos que contam parte da história cultural da cidade, do Bom Retiro, da imigração judaica, da resistência à ditadura e da cultura ídishe. Aguardem mais detalhes...

E você, teria alguma informação relacionada à comunidade judaica da capital e das cidades do interior paulista? Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade em que se estabeleceram, como era a da comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? Escreva para myrirs@hotmail.com Vamos resgatar nossas raízes...