terça-feira, 1 de agosto de 2017

O edifício da Sinagoga do Ipiranga nos dias de hoje



Este post visa descrever, de forma breve, o edifício da Sinagoga Israelita do Ipiranga nos dias de hoje...No final de julho de 2017 entrei em contato com o atual proprietário do edifício à rua Brigadeiro Jordão, 841, local aonde situava-se a Sinagoga União Israelita do Ipiranga.  As informações abaixo foram fornecidas pelo mesmo, pois visitas ao interior do edifício não são autorizadas: “Ao ser desativado, há mais de 30 anos, o edifício sofreu mudança de uso. A Unibes instalou um Bazar, na parte de baixo, e no andar superior passou a funcionar um salão de festas. Quando o Bazar foi desativado, o prédio foi disponibilizado para locação, sendo oferecido, para a empresa atual, os dois pisos (térreo e superior). Esta empresa acabou por aluga-lo, realizando reformas aos poucos, e em partes, adquirindo o mesmo em 1995. O edifício internamente, foi alterado, transformando-se em um espaço único, um galpão industrial... Apesar das alterações, optaram por manter a fachada, escadaria e janelas com a Estrela de David” ... 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Sinagoga União Israelita do Ipiranga e Henrique José Itzcovici

Rua Silva Bueno - abril de 2016- Street View-Google
Henrique José Itzcovici, informou que o pai, sr. Samuel, foi o autor do projeto da Sinagoga União Israelita do Ipiranga, tendo pago inclusive os emolumentos à Prefeitura, porém a obra foi conduzida por um arquiteto que não era da comunidade judaica. Lembrou que o ultimo chazan da sinagoga foi um senhor, alfaiate, de sobrenome Horovitz e que o tio, sr. Salomão, foi o ultimo que “cuidou” da sinagoga, antes desta ser entregue à Federação Israelita. Henrique contou que ao fundo da sinagoga estavam instaladas as placas de memórias...

Henrique também comentou que sr. Tabacow foi a primeira pessoa da comunidade judaica a morar no Ipiranga, tendo chegado em 1917, da Bessarábia, trazendo a família posteriormente. A comunidade, aos poucos, foi crecendo...

Sr. Wolf Itzcovici, avo de Henrqiue, também nascido na Bessarábia (em Rotin) chegou a ocupar a posição de segundo-tesoureiro da sinagoga. Quando chegou ao Brasil, morou em uma pensão à Rua Teixeira Leite, como muitos o faziam ao chegarem à Estação no Ipiranga. A pensão situava-se próxima à Sinagoga do Cambuci, tendo, assim, frequentado inicialmente tal sinagoga. Sr. Wolf, após 1 ano trabalhando como klientelchick, trouxe a esposa e filho e, ao mudar-se para o Ipiranga, chegou a ter uma loja. Henrique comenta que “nas 2 primeiras quadras da Rua Silva Bueno, próximas às fabricas de linhas Corrente, à probel e papéis Simão, a grande maioria das lojas era de pessoas da comunidade judaica...lojas de sapatos, roupas...”.


Aguardem nos próximos posts mais novidades sobre a Sinagoga do Ipiranga!!!!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Famílias Raicher, Winer e a Sinagoga do Ipiranga

Rua Brigadeiro Jordão, 841-Street View-Google-julho2016
Dov Winer e Lilian RaicherFrischmann entraram em contato por e-mail contribuindo com informações para documentação sobre a Sinagoga Israelita do Ipiranga.  Dov contou:

“A Lilian Raicher, minha prima, me mandou o endereco do teu blog sobre Arquitetura e Arte Judaica em São Paulo. Foi emocionante ver a foto do meu avo, o Peisse Krachmalni e as historias sobre o Ipiranga. Meu pai, Jankel Winer, tambem cantou na Sinagoga do Ipiranga. Ambos eram profissionais e ocasionalmente contribuiram para a construção das sinagogas do Cambuci e do Ipiranga, “fazendo forfeit” do pagamento pelos Yamim Noraim.  É um esforço sobre humano cantar tantas horas em jejum e sem beber água como é o caso em Yom Kippur . O meu pai se formou como Chazan no Templo da rua Martinico Prado (onde esta agora o Museu Judaico). Ele era cantor de radio (com o nome de Arlindo Brasil) mas o pai dele, meu avo, o shochet do Braz, Aizik Winer, fez ele fazer um Cabalat Shabat na Sinagoga do Braz e dai se desdobrou a carreira profissional. Nos anos 60 ele foi diretor de assuntos judaicos (voluntario) da Hebraica e introduziu o Segundo Seder que existe ate hoje la. Alias, talvez voce queira dar uma espiada no arquivo da Sinagoga do Ipiranga que esta no Centro de Memoria do Museu Judaico. Veja: “CI 0008 SINAGOGA ISRAELITA DO IPIRANGA".

Dov ainda indicou... “Se voce está interessada nas sinagogas em São Paulo contate a família Largman da Lapa. Eles construiíam a sinagoga. A prima da minha mãe,a Esther (Krachmalni) Langerman esta com mais de 90 anos mas bem ativa e lucida. Abraço, Dov (no Ipiranga, Bera)”

Lilian, por e-mail, forneceu-me o contato da mãe, Doroty Raicher, a quem irei contatar e contou-me que Dov mora em Israel.

Rua Brigadeiro Jordão, 841-Street View-Google-julho2016
Por sua vez, Dov informou-me que espera achar fotos relevantes da Sinagoga, autorizando no mesmo a divulgar as informações que forneceu... e assim, agradeço a autorização!!

Na referida caixa “CI 0008 SINAGOGA ISRAELITA DO IPIRANGA", disponível no CDM do Museu Judaico (antigo AHJB), indicada por Dov Winer, a qual já havia consultado há tempos atrás, temos informações sobre o Gremio União Israelita Ipiranga, que estava situado, também à Rua Brigadeiro Jordão, 841. 

Em julho de 1955 a diretoria deste era composta por: Presidente-Bernardo Scholnik, Vice-presidente-Henrique Metzger, Secretário-Jacob Murahovschi, Segundo-secretário-Jacob Krip, Tesouraria-geral Gircha Skitnevsky, Primeiro-tesoreiro-Jaime Schnaider, segundo-tesoureiro-Jaime Murahovschi, Depto feminino-Erminia Kravecas, Depto cultural-Mauricio Besen, Depto social-Marcos Ficher.


Há uma segunda listagem, provavelmente relativa à Sinagoga, aonde temos: Presidente-Raphael Creimer, Vice-presidente-Berel Reicher, Primeiro-secretário-Paulo Gabel, Segundo-secretário-Moises Kuperchmit, Primeiro-tesoreiro-Miguel Torikatchvili, segundo-tesoureiro-Wolf Itzicovitch, Terceiro-tesoureiro-Salomão Holckman, Gabai-Michel Murik, Conselho Fiscal-Bernardo Schneider, Abrão Liberman, Israel Demasko, Sender Weiser, Gerson Tarasavstzky.

Alguma incorreção? Participem, colaborando com mais informações!!!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Familiares e frequentadores da Sinagoga União Israelita do Ipiranga

 Sr. Pessia Krachmalni, Chazan da Sinagoga do Ipiranga
Podemos ler várias observações na página que publico no Facebook “Sinagogas em São Paulo, Arte e Arquitetura Judaica”, relativas às postagens sobre a Sinagoga União Israelita do Ipiranga:


Lembrou também que há uma foto do sr. Janquiel Winer, cunhado de Doroty Raicher (casado com a irmã Cima-Sonia) na Sinagoga do Cambuci, na parte da Maçonaria. Por morar na zona norte de São Paulo, disponibilizou-se para ir ao Macabi-Tremembé, averiguar o material disponível, relativo à Sinagoga do Ipiranga. E enfatiza: “Será que guardaram as plaquinhas dos bancos?”

Doroty Raicher contou que morava no Ipiranga, e frequentava a sinagoga juntamente com os pais. Moravam na Rua Silva Bueno. Os pais tinham cadeiras marcadas, como ocorria nas demais sinagogas de São Paulo: sr. Peissia Krachmalni e sra. Ita Goichaman, conhecidos por Paschoal e Ida. Informou-me que o pai cantou muitas vezes como Chazan nesta sinagoga, nas Grandes Festas. E comentou também que, anos depois, tudo que pertencia à sinagoga foi levado para o Macabi no bairro da Cantareira. Doroty Raicher encaminhou ao Alexandre Winer, e este enviou-me por mensagem, a foto desta publicação: Sr. Peissia Krachmalni, vestido a caráter, para cantar. Alexandre Winer escreveu: “Segue foto do meu bisavô, Peissia Krachmalni, pai de minha avó Cima Krachmalni e de Doroty Raicher minha tia-avó...” Alexandre autorizou-me compartilhar a foto e escreveu: “Parabéns e obrigado pelo lindo trabalho!” Palavras de incentivo ajudam a seguir em frente sempre, nào é verdade?

Lilian Raicher Frischmann comenta sobre a foto do sr.  Peissia Krachmalni: “Meu avô materno Peissia Krachmalni foi Chazan( cantor) e um dos fundadores da Sinagoga do Ipiranga."

Debora Raicher ainda escreveu: “Leia isto tia Dina!!!!!”

No grupo Historias Judaicas, do Facebook, Monica Zilbovicius indicou Moises Iavelberg e David Iavelberg. Já no grupo Hebraica, também do Facebook, Luiz Paulo Jardinovsky avisou Natalie Kuperchmit Bluvol para mostar as publicações ao pai...

E você, teria fotos, ou documento, ou alguma história para contar sobre as Sinagogas em São Paulo? E quanto à arte e arquitetura destas? Gostaria de compartilhar???

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Sinagoga União Israelita do Ipiranga- Achdut Israel Meipiranga

Fachada da Sinagoga do Ipiranga-
foto cedida por sr. Henrique José Itzcovici
Voces podem estar se perguntando…mas aonde ficava a Sinagoga do Ipiranga? 

Em uma conversa rápida com Henrique José Itzcovici, soube que ficava na Rua Brigadeiro Jordão, 841 entre a Rua Silva Bueno e Rua do Manifesto, e possuía pequenos vitrais com Magen David, como outras sinagogas de São Paulo. No térreo ficava o salão de festas, já a sinagoga ficava na parte superior e, embaixo da escada, em Yom Kipur, acendia-se as velas dos falecidos... 

Sr. Jacob Murahovschi também escreve em seu livro “Ouviram do Ipiranga- Fragmentos de uma Vida” sobre a sinagoga e nos conta que o imóvel foi comprado nos anos 50 e posteriormente construíram a sede definitiva. “Na parte de cima do sobrado funcionava a Sinagoga e na de baixo o Gremio União Israelita Ipiranga(GUII), cujo nome foi uma homenagem à Sinagoga”. 

Sr. Henrique José Itzcovici comenta que o edifício e o terreno foram doados pela comunidade para a Federação, que desfez a sinagoga. A Torah e as placas de lembrança estão no clube Macabi. Em relação a este fato, Harold Thau e Helio Pilnik mencionam que “parte do acervo da Sinagoga do Ipiranga foi transferido para a Sinagoga do Macabi no Tremembé, mas esta se encontra fechada para reformas. Uma das pedras fundamentais da Sinagoga do Ipiranga lá se encontra. Mas para o histórico da Sinagoga do Ipiranga seria interessante conversar com aqueles que a frequentaram. E, em relação a este ponto sugere conversar com o ex Deputado Arnaldo Madeira.

Sr. Jacob continua, em seu livro: “Os Chazans eram amadores, tinham o seu comércio, porém se dedicavam com muito empenho nas festas religiosas. Os dois lideres foram os senhores Schreiber e Metzger (ambos também foram presidentes da sinagoga). Bernardo Scholnik-presidente do grêmio. Eleitos várias vezes, pois eram apreciados por todos...Quando fundadores e dirigentes da Sinagoga já estavam velhos e não havia quem os substituíssem, formamos um clube juvenil para que os integrantes, posteriormente, pudessem dar continuidade às atividades religiosas e sociais”...os da segunda geração não se dedicavam às atividades religiosas. No inicio a frequência de jovens era grande, organizavam bailes, mas foi se esvaziando...


Sylvia Mônica Entner Guerchfeld indicou-me entrar em contato com Alegra Kosminsky, que juntamente com o marido, foram por muito tempo mantenedores da Sinagoga do Ipiranga. Talvez sra. Alegra tenha algumas fotos desta sinagoga. Entrei em contato...aguardem novidades...

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Comunidade Judaica do Ipiranga

Rua Silva Bueno, 1512 - imagem Google

Para falarmos sobre a comunidade judaica do Ipiranga entendo ser fundamental citar o livro “Ouviram do Ipiranga- Fragmentos de uma Vida” de Jacob Murahovschi.

Este livro, como escreve sr. Jacob, é uma homenagem aos judeus do Ipiranga, e em especial, aos pais Anna Steinberg e Moyses Murahovschi, originários da Bessarábia. Sr. Jacob escreve sobre a sua vida e sobre a vida de sua família, sobre o bairro do Ipiranga, um pouco da história deste, suas personalidades, os revolucionários (Iara Iavelberg, Gelson Reicher e Chael Charles Schreier), seus vizinhos da comunidade judaica do bairro, sobre os que não eram da comunidade, sobre a Sinagoga e Clube Juvenil, e sobre o Clube Atlético Ypiranga. 

Podemos ler na página 75 do livro: “Meus amigos judeus do Ipiranga. Esta homenagem é a todos os meus queridos Judeus do Ipiranga. Moraram entre os anos 1940/1950 umas 550 pessoas, em torno de 120 famílias. Quando penso que todos praticamente chegaram ao Brasil, instalando-se no Ipiranga, sem conhecer a língua, a maioria sem conhecer ninguém e praticamente sem dinheiro e conseguiram o que conseguiram com luta e determinação, tornando-se cidadãos brasileiros importantes, não só para o bairro, como também para o Estado de São Paulo.  Assim os vejo, com admiração e respeito, ao acompanhar suas trajetórias de vida…” E cita as famílias com as quais conviveu, entre elas as famílias Besen, Scholnik, Veiser, Tabacov, Reichev, Itzcovici, Markscheid, Schreier, Reicher, Haberkorn, Leiderman, Entner, Winer, Iavelberg, Khrahmalnik, Murik, Murachovsky, Czeczanowiski, Horovitz, Chusid, Metzger, Kreimer, Kohn, Tarasautschi, Gleizer, Torikachvili, Landa, Skujis, Demasko, Weiner, Kolber, Krip, Finger, Vaidergorn, Sapojnic, Avrucik, Steinberg, Hune, Carmona, Gendel, Konstantyner, Schnaider.

Gostariam de conhecer e ler o livro do sr. Jacob Murahovschi? Ele está disponível para venda na Editora e Livraria Sefer. Visite a livraria e adquira o seu!

Caso queiram saber um pouco mais sobre esta comunidade, vejam o vídeo do Mosaico na TV, aonde Vitor Padovan entrevista sr. Jacob. Foi publicado em 31 de jan de 2013 no YouTube. Assistam:


E voce, fez parte da comunidade judaica do Ipiranga? Tem fotos, documentos, histórias a contar, sabe algo sobre a sinagoga do bairro? Aguardem as próximas postagens!!!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Identificando o bairro do Ipiranga

Museu do Ipiranga foi a primeira grande obra da região;
 era o unico predio visível da rua. Acervo/Estadão

Este texto foi extraído dos sites indicados abaixo. Consta destes que a palavra “Ipiranga” possui diversos significados, não havendo um estudo definitivo a respeito de sua tradução exata. Junção de duas palavras em tupi, pode significar "água roxa", “água barrenta”, ou ainda “água vermelha”.

Os primeiros registros da região datam de 1510, época em que João Ramalho habitava, juntamente com os índios Guaianazes, a área de Piratininga, entre a margem direita do Ribeirão Guapituva e a aldeia do cacique Tibiriçá. Segundo dados históricos, João Ramalho se casou com Bartira, filha do cacique, com quem teve muitos filhos.

Museu do Ipiranga em 1902, fotos de Guilherme Gaensly
site Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Ipiranga
Com doações de terras que se seguiram, a região do Ipiranga recebeu “ocupação branca”, levando à transferência dos índios para novos locais.

Até o final do século 16, esta região já contava com aproximadamente 1500 pessoas, por toda a área do RioTamanduateí. A localização privilegiada favoreceu a concentração e expansão de sítios e fazendas, desenvolvendo-se o comércio.

O principal fato histórico do bairro foi a Proclamação da Independência do Brasil, em 7 de Setembro de 1822, por Dom Pedro I, às margens do riacho Ipiranga.

Com o passar do tempo, o bairro deixou de ser apenas “uma passagem entre o mar e a cidade". O bairro fez parte das modificações urbanas geradas pela indústria. Em 1904, o Ipiranga foi “palco do primeiro bonde elétrico” e em 1947 ocorreu a inauguração da Rodovia Anchieta .

A Companhia Fabril de Tecelagem e Estamparia, dos irmãos Jafet, contribuiu para o surgimento do bairro Ipiranga, auxiliando no seu desenvolvimento e estando presente nas principais obras da região do Ipiranga. Foram eles os responsáveis pela implantação de fábricas, obras de tratamentos as águas do rio Tamanduateí, construção de hospitais, escolas e estradas. 

Outra figura importante para o surgimento e desenvolvimento do bairro foi a do Conde José Vicente de Azevedo, advogado, professor e parlamentar. Nos últimos anos do Império, sr. José adquiriu terras na colina do Ipiranga.

Bairro residencial e comercial, podemos citar avenidas e ruas conhecidas como a Av. Nazaré e as ruas Manifesto, Tabor, Comandante Taylor, Silva Bueno, Lino Coutinho, entre outras. O bairro é atendido por três estações da Linha 2 – Verde- do Metro, por escolas, restaurantes, bares e lanchonetes.

Cartão postal antigo-Museu do Ipiranga
Como marcos históricos do bairro temos o Museu e o Monumento do Ipiranga, inaugurados em 1895 e 1922, e o Parque da Independência. Hoje, é considerado um “museu a céu aberto”, pois em 8 de maio de 2007 as doze construções centenárias do bairro foram tombadas pelo Conpresp (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da cidade de São Paulo). 

O distrito inclui, além do Ipiranga, outros sete bairros: Alto do Ipiranga, Dom Pedro I, Vila Carioca, Vila Eulália, Vila Independência, Vila Monumento e Vila São José.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Participem divulgando os posts do blog de minha pesquisa...

Ao compartilhar minha última publicação no Facebook, sugeri aos leitores que “participem divulgando os posts do blog de minha pesquisa, que venho desenvolvendo de forma independente. Já são mais de 56 mil visualizações das páginas deste blog. Estou escrevendo com a colaboração de todos que querem participar, e que querem ajudar a divulgar a nossa história aqui em São Paulo, as sinagogas que a comunidade ajudou a construir nos mais diversos bairros da cidade, sua arquitetura, arte e memória !!! E...caso haja interesse em patrocina-la, entrem em contato comigo!!!”


Recebi vários comentários, muitos deles no Net Shuk.

Entre eles, o de Edith Nekrycz Wertzner: “Que interessante! Vou compartilhar...Adorei”




Adriana Assad Gross e Lili Artz escreveram...Sucesso!!! Sensacional!!! Parabéns!!!

Sr.Eduardo Csasznik enfatizou... “Muito legal! Não conhecia a história. Me lembro quando batiam na nossa casa na Rua Sebastião Velho, nos convocando para completar Miniam nesta Sinagoga. Isso no fim dos anos 60. Na Rua Sebastião Velho tinham umas 6 famílias da coletividade então, na necessidade de miniam era por ali que convocavam. Ainda tem pessoas de idade avançada que ainda poderão lhe ajudar: a mãe da Sima Halpern, acho que D. Malvina Shehtman (mãe do arquiteto Léo Shehtman). Acho que D. Rosa mãe do Nilson e Irineu Cupersmid. Assim, pergunto: Alguém das famílias citadas possuem histórias a compartilhar, fotos e documentos para divulgar?

Josette Hazan achou “Muito interessante, como a nossa comunidade sempre tem histórias bonitas para lembrar, tem que ser divulgada, vou compartilhar!!!”

Agradeço a todos que estão participando desta pesquisa, concedendo entrevistas, e divulgando o material que vamos encontrando...


terça-feira, 13 de junho de 2017

Milton Rososchansky e a Sinagoga Israelita de Pinheiros Beth Jacob

Joyce Marcovits entrou em contato comigo por email, informando-me que sua família foi uma das fundadoras da sinagoga de Pinheiros e que o pai, Milton Rososchansky, gostaria muito de conversar a respeito. Conversamos, e entrei em contato com sr. Milton. E agendamos um horário: dia 9 de junho de 2017, às 10h30. Nesta data encontrei-me com sr. Milton e esposa sra. Judy, que comentaram que o filho, no México, havia lhes falado sobre minha pesquisa. Em uma conversa muito agradável, ouvi a seguinte história:

Com sobrenome de provável origem russa (Rosos-nome de uma cidade; Chansky-filho de), sr. Jose, pai de sr. Milton, nasceu na Bessarábia, e possuía um irmão e duas irmãs. Juntamente com o irmão, sr. Salomão, uma das irmãs e o noivo desta, sr. Bentzion Solon, imigraram ao Brasil no inicio da década de 1930, sem recursos. O que possuíam permaneceu com os avós e a tia, no país de origem. Como detalhe, a tia acabou por estudar na Romenia, formou-se, sobreviveu à segunda Guerra Mundial e emigrou, juntamente com a filha, para Israel, no período de governo de Gorbachóv. Infelizmnete os avós não sobreviveram ao Holocausto...

No Brasil, muitas famílias de imigrantes chegavam com recursos trazidos do país de origem, outras não. As famílias ajudavam-se, associavam-se uns com os outros, e assim, cada um passava a ter o seu sustento. Sr. José, pai de sr. Milton, e sr. Leon Steinberg estabeleceram uma granja de galinhas no Embu, em amplo terreno, até 1947. Nesta época, por falta de ração, fecharam a granja e vieram a São Paulo. Sr. Jose, assim como muitos outros imigrantes, começou a vender mercadoria nas ruas, e conseguiu estabelecer-se, o que tornou possível “chamar” a namorada, no país de origem, para vir ao Brasil. Sr. Mendel Sancovsky, marido de sra. Fanny e pai do sr. Mauro, por exemplo, possuía uma loja de roupas masculinas na R.Teodoro Sampaio. Entregava camisas para os imigrantes da comunidade que chegavam ao Brasil, para que as vendessem, e assim, conseguissem seu sustento.

Morador de Pinheiros, sr. Bentzion, cunhado de sr. José e “mais religioso”, juntamente com as famílias da comunidade judaica do bairro, uniram-se para formar e construir a Sinagoga Beth Jacob. Para tanto, compraram uma casa velha, em terreno de 5m x 25m, demoliram-na e construíram um edifício com 2 pisos-um para os homens, outro para as mulheres- e um salão de eventos ao fundo. Sr. Milton lembra que sr. Felipe Ackerman foi quem doou o Aron Hakodesh da sinagoga. No espaço ao fundo, em 1 ou 2 salas, iniciou-se a escola Chaim Nachman Bialik, como já publicado em posts anteriores, sob direção e ensino do prof. Karolinski, amigo de sr. Leon Steinberg. Sr. Milton começou a estudar neste cheder, cujo ensino, dos 6 aos 13 anos, finalizava-se quando os meninos celebravam o Bar-Mitzvah. Com o aumento do numero de alunos, a escola transferiu-se para a R. Cardeal Arcoverde e, posteriormente para a R. Simão Alvares, permanecendo neste endereço até a criação do Colégio Alef no Clube a Hebraica.

Com o falecimento do pai, em 1951, sr. Milton “assumiu” a cadeira do pai na sinagoga, frequentando-a nas Grandes Festas. A sinagoga, na década de 1960/1970 passou a ser frequentada pelos filhos dos fundadores. A comunidade judaica de Pinheiros, que sempre foi unida, começou a diminuir, com a mudança para outras regiões da cidade, principalmente Jardins e Higienópolis. Com receio de que a Sinagoga de Pinheiros "acabasse, convocäram-se os descendentes dos fundadores, que reuniram-se com sr. Helio Solon, filho do sr. Bentzion, e presidente na ocasião, para estabelecerem um rumo e resolverem problemas daquele momento crucial.

 Sr. Milton, no momento em que era presidente da sinagoga, conta ter sido procurado por sr. Fred Mester. Haviam sido procurados pela Loja Maçonica David Iampolsky, que estava desocupando um espaço do Bom Retiro. Em reunião com os membros da Sinagoga de Pinheiros e da Loja Maçonica, esta expos que estavam dispostos a alugar e reformar o edifício. Alguns aceitaram a proposta, outros não; alguns sugeriram que a sinagoga fosse transferida para o Bialik, outros afirmaram ser fundamental permanecer como sinagoga aonde estavam. Decidiram, por fim, permanecer aonde estavam e acatar a locação da Loja. Sr. Helio redigiu o Contrato de Locação a ser firmado. Uma das cláusulas deste Contrato estabelecia não um valor de locação, mas que um dos salões da sinagoga fosse alugado pela Loja mediante o compromisso de manutenção da edificação como um todo, e da manutenção dos minianim de todos os sábados.  Assim, desde 1987, o Contrato e o acordo tem permanecido, com a contratação do Rabino Levi Yitschak Fishel Rabinowicz, mantendo um rito tradicional, permanecendo no local os frequentadores antigos, atraindo novos e incluindo a comunidade judaica que, hoje em dia, volta a se estabelecer neste bairro...

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Bialik e Sinagoga Israelita de Pinheiros Beth Jacob

O Colégio Bialik (Ginasio Israelita Brasileiro Chaim Nachman Bialik) teve seu inicio nas salas de aula, aos fundos da Sinagoga Israelita de Pinheiros, em 1943, como lembrou sr.Mauro Sancovski, presidente da sinagoga. Assim, da mesma forma como ocorreu com as comunidades judaicas da Vila Mariana, Cambuci, Brás, Lapa (veremos sobre esta em outro momento), esta escola, em seu inicio, esteve ligada à sinagogas do bairro.

O professor Luiz Karolinski, convidado por sr. Henqrique Sankovsky (presidente da sinagoga), começou a lecionar na escola logo no inicio desta. Seus 13 alunos estudavam o ydish e o hebraico. Professor Karolinski era o responsável pela escola, diretor e professor.


A respeito desta época inicial da escola pude conversar rapidamente com sra.Geni, mãe de Priscila (Kotujansky) Gorenstein. Sra.Geni comentou sobre a foto que vemos. O grupo de alunos reunido no salão ao fundo da Sinagoga, ao lado das salas de aula. Sra. Gemi aos 12 anos aparece na foto, assim como sua irmã. Apesar de frequentarem a escola, não frequentavam a sinagoga...