terça-feira, 23 de março de 2021

Alguns detalhes da comunidade judaica de São Caetano do Sul

Sinagoga de São Caetano do Sul
Desenho a partir de foto antiga
Myriam R. Szwarcbart

Sra. Anna Gedankien, em seu livro “Coragem, trabalho e fé - a história da comunidade judaica na região do ABC paulista” relata que a comunidade de São Caetano e Santo André formaram-se praticamente no mesmo período, porém seguiram caminhos diferentes.  E apresenta o casal Paulo e Sofia Ostrovsky como os únicos da comunidade judaica que residiam, em 1925, em São Caetano. Na cidade, sr. Paulo trabalhou como mascate”, fundando, em 1928, a loja de móveis “Casa Paulistana”. Já no final da década de 1920, novas famílias chegaram à cidade, como a família Cohen (inaugurou uma colchoaria), família Karlik (Casa Vantajosa), Ajzyk Goldberg (Casa da Sorte) e os irmãos Kogan(alfaiataria), Isaac Jurowsky (médico que abriu a Farmácia Européia), os Zimermann, Waldemar Beer(loja de móveis e posto de gasolina), Salomão Lachterman(loja de móveis)...famílias originárias do leste europeu. No início, não havendo sinagoga para celebrarem o Shabat e as grandes Festas, seguiam para São Paulo, ou reuniam-se na casa do sr. Strauch, como sra. Anna continua contando em seu livro.

Muitos colonos seguiram do Rio Grande do Sul para São Caetano. Assim, a cidade recebeu alguns jovens solteiros, que, provenientes de Erechim (RS), posteriormente constituíram família em São Caetano. O livro apresenta os irmãos Kogan (Henrique, Simão, Julio,Jacob)), Marcos e josé Fliguel, David e Isaac Gafanovik, Alberto Mario Idelson, Isaias Goldenberg, Marcos e Sulamita Spitzcovsky, Bliancheriene.

Estes detalhes também são apresentados no artigo “Os judeus nas terras do Tijucuçu”, da jornalista Priscila Gorzoni (RAÍZES - DEZEMBRO-2006 PG 40 a 44, link https://docplayer.com.br/79222019-Raizes-issn-ano-xviii-numero-34-dezembro-de-2006.html ), onde lemos que a   comunidade   judaica   estabeleceu suas residências e comércio principalmente  no  bairro  da  Fundação  e  no centro  de  São  Caetano.  Mais detalhes também estão disponíveis no artigo de 5 de janeiro de 2016, “A comunidade judaica de São Caetano do Sul”, escrito por Priscila Gorzoni em seu blog “Diários de São Caetano do Sul”, http://priscilahistoria77.blogspot.com/2016/01/a-comunidade-judaica-de-sao-caetano-do.html

No Facebook, a partir da última postagem no blog, Ita Regina Miedzigorski agradeceu a inclusão de sua história, e avisou: “Em breve te mando fotos de família! Iara minha querida amiga e colega de primário!”

Também no Facebook, sra. Analia Miguel Anusiewicz indicou sr. Saul Anusiewicz, Guilherme Faiguenboim indicou Ari Timerman e Luiza Benbassat Krausz indicou Sandra Gafanovic Dzialoschinsky, Flavio Beni Duobles indicou Iara Wajner Duobles e Pessach Kauffman indicou Leonardo Dau Sein.

Alguns comentários foram publicados, como o de Sra. Paulina Janete Ber, que escreveu: “Esta é a fachada da sinagoga de São Caetano”. Hilton Goldenberg contou: “A Sinagoga de São Caetano continua, foi tombada pelo Patrimônio Histórico de São Caetano, tem Shabat semanalmente e todas as Grandes Festas!!”. Clarice Araguaci Feldman contou: “Adoro as pessoas que frequentam a sinagoga de São Caetano do Sul, moro aqui, desde 2004 e minha irmã está em São Caetano do Sul há mais de 40 anos...” Humberto Berger anotou: ”também sou Berger”, e Rosa Kogan contou que o pai frequentava a sinagoga de São Caetano do Sul...

Malvina Waisberg comentou: “Minha família, por parte de pai, é de Santo André...Frequentei muito a sinagoga, assim como a cidade. Até hoje tenho parentes lá. Histórias não faltam.” Aguardem o relato da história da família Waisberg...

Em relação ao livro de sra. Anna Gedankien, podemos ler, também no Facebook: Sheila Melnick: “Amo esse livro...”, Sheila Melnick escreveu: “Lindo! Fui no lançamento. Trabalho há quase 9 anos em Santo André...” e Clara Beer: “Muito lindo esse livro! Anna Gedanken, uma mulher lúcida e determinada a relatar todo o Ishuv do ABC! Kol HaKavod!”

Em breve, a história do sr. Samuel Klein, que se estabeleceu em São Caetano do Sul...

Vamos compartilhar histórias das comunidades judaicas do ABCD paulista? Você, ou sua família, fazem ou fizeram parte destas, e de suas sinagogas? Possuem histórias, memórias, fotos a compartilhar? E em relação às demais cidades do Estado de São Paulo? E quanto à capital, alguma informação, documentos, fotos? Vocês fizeram parte, por exemplo, da sinagoga do Bnei Akiva? E de outras sinagogas do Bom Retiro...ou de outros bairros da capital? Vamos compartilhar nossas memórias e também histórias da comunidade judaica e de suas sinagogas em São Paulo? Deixem um comentário aqui, ou escrevam para myrirs@hotmail.com ou myrinhars@gmail.com

terça-feira, 16 de março de 2021

São Bernardo, São Caetano do Sul, comunidade judaica e sinagoga

Sinagoga de São Caetano do Sul
Desenho a partir de foto
Myriam R. Szwarcbart

Vamos compartilhar histórias das comunidades judaicas do ABCD paulista? Você, ou sua família, fazem, ou fizeram, parte destas comunidades e de suas sinagogas?

Ita Regina Miedzigorski respondeu, no Facebook, a estas perguntas: “Meus avós vieram com os Berger de Catanduva para São Bernardo! Meu avô, Chaim Plat, tem seu nome em uma rua de SBC! Foi uma figura muito conhecida e respeitada na cidade, e frequentávamos a sinagoga de Santo André!” Pudemos conversar em março de 2021, quando Ita Regina contou que seu avô materno, nascido na Polônia, chegou a Catanduva antes de sua esposa. Em Catanduva, sr. Marcos Berger, seu parente, já estava estabelecido. Sr. Chaim Plat e família mudaram-se posteriormente para São Bernardo. Sra. Anna Gedankien, em seu livro “Coragem, trabalho e fé - a história da comunidade judaica na região do ABC paulista”, também nos conta sobre a família Plat. Relata que sr. Marcos Berger, já em São Bernardo, trouxe para a cidade dois cunhados: “Luiz Kriwat, casado com Nina Plat e Paschoal Kriwat, casado com Rosa Kriwat.  E as respectivas famílias...Outro que deixou o interior foi Chaim Plat...Chaim seguiu o mesmo caminho, e planejou sua mudança em etapas, pois era dono de uma grande loja e tinha filhos pequenos gêmeos.” Sr. Chaim comprou uma loja de couro e plástico, e “entregou o comando para a filha Malka”, e o filho Abram Jonas cuidou da venda de cintos, bolsas, sacolas, malas...Em São Bernardo sr. Chaim abriu loja de calçados, como contou Ita Regina, que cresceu e viveu na cidade até os quinze anos, estudou em Santo André e São Bernardo e, junto com a família, frequentava a sinagoga de Santo André. Lembra-se, como comentou, das festas judaicas nesta sinagoga... Como publicado anteriormente, São Bernardo não chegou a estabelecer uma sinagoga, como ocorreu em São Caetano do Sul e Santo André.

A Sociedade Religiosa Israelita de São Caetano do Sul, SRISCS, situa-se à Rua Pará, no centro da cidade, como informa a Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul. No site desta Fundação consta que “sua importância histórica se deve não só a participação humanista e integrada da comunidade judaica na cidade, como também pelas características arquitetônicas, de certa forma marcantes, que integram a paisagem urbana do município...” Leiam mais em http://www.fpm.org.br/Roteiro/List 

Na Enciclopédia Judaica, no vol. 3, página 1122, da Editora Tradição, publicada em 1967 no Rio de Janeiro (original: The Standard Jewish Encyclopedia, 1959, 1962, 1966 - Encyclopedia Publishing Company Ltd., Tel Aviv), há um texto com a seguinte informação: “Sociedade religiosa Israelita de São Caetano do Sul. Com sede na Rua Para, tem por finalidade dar assistência religiosa aos membros da coletividade do grande núcleo industrial sito no complexo urbano da capital paulista. Uma de suas principais atividades é a manutenção da escola Israelita Brasileira de São Caetano do Sul, destinada a prover aos jovens, enquanto seguem cursos de currículo ordinário, a essência dos conhecimentos e tradições do judaísmo”.

Estas informações podem ser verificadas também no livro de sra. Anna Gedankien, que nos conta que a SRISCS começou a ser organizada em 1946, com a pedra fundamental lançada dois anos depois, sendo a primeira reunião realizada na casa do sr. Samuel Strauch. Estavam presentes as famílias Gerchtel, Kogan, Lachterman, Zimerman, beer, Bloch, Nulman, Schwartz, Goldberg, Karlik e Ostrovsky. Sr. Paulo Ostrovsky foi o presidente da Sociedade até dezembro de 1947. Lemos também que “a primeira providência da entidade recém-formada foi a aquisição de uma Tora”. Em agosto de 1946 decidiu-se comprar um terreno de 400m2, na Rua Para, onde a sinagoga está situada até os dias de hoje. Sua sede foi inaugurada em 18 de junho de 1950.

Vocês, ou seus familiares, possuem informações, histórias, memórias, fotos documentos sobre as comunidades judaicas do ABCD paulista e suas sinagogas? Fazem, ou fizeram, parte destas? Vamos compartilhar?

E em relação às demais cidades do Estado de São Paulo? E quanto à capital, alguma informação, documentos, fotos? Vocês fizeram parte, por exemplo, da sinagoga do Bnei Akiva? E de outras sinagogas do Bom Retiro...ou de outros bairros da capital? Vamos compartilhar nossas memórias e, também, histórias da comunidade judaica e de suas sinagogas em São Paulo? Deixem um comentário aqui, ou escrevam para myrirs@hotmail.com ou myrinhars@gmail.com

quarta-feira, 10 de março de 2021

A comunidade judaica de São Bernardo e migrações no Estado de São Paulo

Capa do livro "Coragem, trabalho e fé"
A história da Comunidade Judaica
na Região do ABC paulista
Anna Gedankien

Como tem sido possível verificar ao longo do tempo, neste trabalho de pesquisa e de busca de informações sobre as comunidades judaicas de São Paulo e suas sinagogas, por diversos momentos, e também por variados motivos, ocorreram deslocamentos e mudanças de cidade, por parte destas comunidades, dentro do Estado de São Paulo. Estas migrações levaram, muitas vezes ao encolhimento da comunidade judaica no interior paulista e ao fechamento de suas sinagogas.

A busca e divulgação de detalhes sobre comunidades judaicas de cidades ainda não citadas no Blog permanece. Por exemplo, Bruno Blanco lembrou que a professora Eva Blay citou, numa live, que o pai frequentava uma Sinagoga em Jau SP nos 1920-1930. Como Bruno escreveu, “Jau fica um pouco antes de Bauru (Essa fica uns 100 km distancia de Marilia)”. Noa Leal questionou se há alguma notícia sobre Leme.

No livro “Coragem, trabalho e fé - a história da comunidade judaica na região do ABC paulista”, de sra. Anna Gedankien, a autora cita a família Berger, que optou por viver em São Bernardo, em 1944, após morar em Catanduva. E nos conta que o sr. Marcos Berger foi a primeira pessoa da comunidade judaica a chegar na cidade.

A cidade de São Bernardo, talvez por carecer de uma estação ferroviária, foi a cidade do ABC que menos recebeu os imigrantes judeus, não formando, também, uma sinagoga. Sra. Anna enfatiza que “seu número nunca ultrapassou duas dezenas, de modo que os residentes de São Bernardo, logo se uniram à comunidade de Santo André”. A autora também nos informa que sra. Acácia, esposa do sr. Marcos, escreveu dois livros autobiográficos. “Em Álbum de Família, a vida nas cidades de S. J. do Rio Preto e Catanduva é descrita em detalhes, assim como o período em que viveu em São Bernardo, entre 1945 e 1960”.

Parentes da família Berger também moraram na cidade, as famílias Kriwat, Plat, Shuster. Sr. Simão Leidbruder mudou-se para São Bernardo, proveniente de Santos e sr. David Hunovitch viveu na cidade na década de 1970, originário de Birigui. A família Goldfarb transferiu-se para São Bernardo em 1954, após morar em Novo Horizonte, cidade para a qual sr. Moishe Goldfarb seguiu ao chegar ao Brasil, em 1928.

Dr. Ramiro Stelmach, e sua esposa dra. Miriam estabeleceram-se na cidade, na década de 1950, ao se mudarem da Bahia, e dr. Aron Galante, nascido em Santos, atuou como médico em São Bernardo, exercendo também a presidência da Câmara Municipal, após ser o vereador mais votado em 1976. Sua esposa sra. Eni, foi eleita deputada estadual em 1987. Dr. Saul Goldenberg também trabalhou como médico em Diadema, na época em que era um distrito de São Bernardo.

Como informa o site da Prefeitura de São Bernardo do Campo (nome oficial), a cidade ficou, inicialmente, conhecida como a “capital dos móveis” pelo grande número de indústrias moveleiras que ajudaram a desenvolver a cidade no início do século XX, ramo em que muitos da comunidade judaica atuaram. Somente mais tarde passou a ser considerada o berço da indústria automobilística nacional.Quanto à data de fundação da cidade, vemos no site que “Conforme tradição oficializada no século XX, a idade de São Bernardo é contada a partir de 08 de abril 1553, data da fundação da Vila de Santo André da Borda do Campo por João Ramalho, que foi nomeado Alcaide (cargo semelhante ao de Prefeito)... Em 12 de Março de 1889, a lei n.38 foi sancionada pelo Presidente da Província, Pedro Vicente de Azevedo, oficializando-se assim a criação do Município de São Bernardo...”

Vamos compartilhar histórias das comunidades judaicas do ABCD paulista? Você, ou sua família, fazem ou fizeram parte destas, e de suas sinagogas? Possuem histórias, memórias, fotos a compartilhar? E em relação às demais cidades do Estado de São Paulo? E quanto à capital, alguma informação, documentos, fotos? Vocês fizeram parte, por exemplo, da sinagoga do Bnei Akiva? E de outras sinagogas do Bom Retiro...ou de outros bairros da capital? Vamos compartilhar nossas memórias etambém histórias da comunidade judaica e de suas sinagogas em São Paulo? Deixem um comentário aqui, ou escrevam para myrirs@hotmail.com ou myrinhars@gmail.com

terça-feira, 2 de março de 2021

Comunidades judaicas de São José do Rio Preto, Marília, Rio Claro, Araraquara, e demais cidades do interior paulista...e da capital...


Estação Ferroviária da Araraquarense
e Biblioteca - S.J.do Rio Preto
foto Jesielt - domínio público
https://commons.wikimedia.org

Além de divulgar as informações sobre as Sinagogas em São Paulo, no blog que escrevo e no Facebook, compartilho as postagens e fotos também no Instagram, na página @sinagogasemsaopaulo. E foi a partir do post “Comunidade judaica no interior paulista”, ali compartilhado, que Andre Tarraf entrou em contato através do direct. Ao ler o texto em que cito o artigo de sr. Alberto Isaac, “Poucos eram, e simpáticos, os judeus desta terra”, em Rio Preto, a colônia israelita da cidade doou e mantém até hoje em boas condições, uma praça pública à prefeitura, num gesto de puro agradecimento ao povo que a acolheu...”, Andre questionou se teremos informações de São José do Rio Preto. Escreveu que a família é desta cidade e gostariam de poder ajudar a encontrar “maiores pedaços da história da comunidade e da cidade". Contou que as informações são escassas e fragmentadas. E enfatizou: "Vou buscar informações, o máximo que consigo, até lembrar das histórias com meu pai, meus avós, bisavós e vou te passando. Estou te mandando detalhes...” Ficamos de marcar de conversar, divulgar fotos e histórias...

Em relação à cidade de São José do Rio Preto, podemos encontrar detalhes também na internet. Vemos que “São José do Rio Preto é um município brasileiro, do interior do estado de São Paulo, e localiza-se a noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 442 km. É constituído por três distritos: Sede, Engenheiro Schmitt e Talhado”. Em relação à sua história, “a partir de 1840, mineiros fixaram-se na região e deram início à exploração agrícola e à criação de animais domésticos. A lei n° 294, de 19 de julho de 1894, desmembrou São José do Rio Preto de Jaboticabal, e a transformou em município...Sua história econômica esteve, por muito tempo, ligada à cafeicultura, também presente em grande parte do estado de São Paulo, principalmente no início do século XX... Com a chegada da Estrada de Ferro Araraquarense (EFA), em 1912, a cidade assumiu uma importante posição de polo comercial de concentração de mercadorias produzidas no então conhecido "Sertão de Avanhandava" e de irradiação de materiais vindos da capital...É um dos principais polos industriais, culturais, educacionais e de serviços do interior de São Paulo”. Conforme dados do Censo 2010, “a população rio-pretense é formada por judaístas (0,03%)”. Vejam mais informações na página  https://www.riopreto.sp.gov.br/ e também na página https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jos%C3%A9_do_Rio_Preto#Religi%C3%A3o

A busca por mais histórias e memórias das comunidades judaicas e suas sinagogas, tanto na capital de São Paulo, como do interior paulista permanece. Leitores do blog e de páginas das redes sociais onde compartilho as postagens vêm compartilhando lembranças, mas também buscando informações. Neste sentido, Amanda Schwartzmann escreveu: “Recentemente vi seu post no blog com o título "Você faz parte das famílias da comunidade judaica que moraram no interior paulista?". Achei o post ao procurar o nome de Jeanete Priszkulnik, que era minha avó materna. Herdei o nome em hebraico dela, e tenho muito em comum com ela, apesar de nunca a ter conhecido, pois ela faleceu dois anos antes do meu nascimento. Curso a faculdade de física, que também era a formação dela, e tenho com ela uma conexão espiritual muito forte. Estou desenvolvendo uma árvore genealógica da minha família, e gostaria que fosse o mais detalhada possível. Seu post tem algumas informações bastante relevantes para meu registro. Muito obrigada por isso...” Relembrando, havia divulgado que o sr. Simão Priszkulnik é irmão da sra. Jeanete. Ela e sr. Simão nasceram em Marília. Silvio Ary Priszkulnik, filho do sr. Simão, completou: “Minha tia era incrível mesmo. Quem tem tudo isto é a prima do meu pai, a Dra. Golda Priszkulnik...”

Simone Taboga, quando divulguei histórias sobre Jundiaí, havia escrito: “O sobrenome da família é Sterzech, pior que as fotos estão com minha mãe, vou pegar para postar...” 

E quando compartilhei a história do sr. Lúcio Rosenthal, que nasceu em Limeira em 1963, bisneto do casal Benjamin e Berta Golovaty de Rio Claro. (avós da mãe Dora, que era filha da Fany e irmã do Sr. Abraão, pai da sra. Blima), Carlos Kibrit contou: “Tenho história e poucas fotos. Também sou bisneto do casal Benjamin e Berta e neto de Gabriel e Dora Golovaty Kibrit, esta, filha deles...”

Jacques Cukierkorn, por sua vez, comentou sobre o Blog: “Adorei seu projeto sobre comunidades judias no Interior. Moro nos EUA. Vim pra cá para estudar num seminário rabínico. Parte do meu treinamento foi servir pequenas comunidades em áreas remotas...”

Jaime Amselem também escreveu: “Tenho uma sugestão, porque não mostra a sinagoga do Bnei Akiva, do Bom Retiro, da Rua Guarani, 53? Está sinagoga fez história no bairro...” Esta sinagoga, além de outras tantas fazem parte da história da comunidade judaica...

Vocês, ou suas famílias, fizeram parte da sinagoga do Bnei Akiva? E de outras sinagogas do Bom Retiro...ou de outros bairros da capital e de cidades do interior paulista? Vamos compartilhar nossas memórias e histórias da comunidade judaica e de suas sinagogas em São Paulo? Deixem um comentário aqui, ou escrevam para myrirs@hotmail.com ou myrinhars@gmail.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Comunidade judaica no interior paulista

Estação de Pinhal no inicio do seculo XX
Cia. Mogiana de Estradas de Ferro
1889-1060
(autor desconhecido)
www.estacoesferroviarias.com.br/p/pinhal.htm
A busca por detalhes sobre as comunidades judaicas do interior paulista levou-me ao artigo “Poucos eram, e simpáticos, os judeus desta terra”, escrito por sr. Alberto Isaac, jornalista, e publicado no “Correio de Itapetininga” em  inicia-se questionando quais e quantos foram os judeus que se estabeleceram em Itapetininga? E revela que um pequeno número se estabeleceu na cidade entre 1930 e 1950, tendo como moradia a rua Campos Sales. Sr. Alberto relata: “Foram os bravos e simpáticos Moshe Grajkar - especialista em recepcionar as altas autoridades civis, militares e eclesiásticas em sua loja - Benjamin Perloff - competente alfaiate, Isaac Ferman, com grande loja de miudezas por atacado, José Lerner, em frente ao Cine São Pedro, com a loja de confecções e miudezas, Shatane, família transacionando com móveis de alto padrão, Marcos Steiman e família Segal, trabalhando com móveis novos e usados. Comenta no artigo que “se aculturaram com os habitantes de Itapetininga, contribuindo e colaborando com entidades filantrópicas, e contribuindo com outras causas beneficentes como os filhos do saudoso Bereck Grajkar, residindo ainda na rua Campos Sales...”  Como informa, até a década de 80, o sr. Bereck Grajkar – já falecido - filho de Moshe Grajkar, residiu na capital, vendendo artigos para inverno, na rua Anhaia. Leiam o artigo completo no link: https://correiodeitapetininga.com.br/coluna/poucos-eram-e-simpaticos-os-judeus-desta-terra/

No início de 2020, quando escrevia sobre a comunidade judaica da Alsacia-Lorena, em São Paulo, Breno Lerner, na página “Mundo Judaico”, no Facebook, indicou a sra. Malu Toledo: "A Malu é descendente de judeus alsacianos". Sra. Malu e eu pudemos conversar, tanto através do Messenger, como pessoalmente. Comentou que ficou bem feliz em escutar notícias de judeus alsacianos:  “Nasci em Pinhal, mas moro em são Paulo. Tenho um bisavô Jacob Worms, que veio da Lorraine, na metade do século XIX, em 1852. Sempre tive muita curiosidade sobre ele, e já fiz muitas pesquisas, pois temos informações orais de família. O que sei é que meu bisavô veio trazido por um tio, que comercializava pedras preciosas. Ele era de Tragny, região de Metz. Veio com um primo da família Baccarat, família que tiveram muitos contatos. A lenda diz que andava pelo interior como mascate com um escravo. Certa vez ficou doente, foi cuidado por uns indígenas, e se apaixonou pela filha do cacique. Queria se casar com ela e o cacique perguntou se ele tinha moradia. Ele voltou para Espírito Santo do Pinhal, e fez a primeira moradia urbana da cidade, onde foi uma figura de bastante proeminência.  Meu avô Jacob Worms Júnior se casou com minha avó Ursulina Tavares Worms, de antiga família brasileira. Meu avô foi prefeito de Pinhal e Grão Mestre da Maçonaria. Era primo dos judeus da casa Worms, e um tio meu, Olavo Worms, era vem amigo de Michel, um dos donos da Casa Worms. Como fiz várias pesquisas, tenho leis que foram feitas por meu avô em Espírito Santo do Pinhal. Atualmente encontrei um primo neto, filho de Leonor, uma irmã de meu avô. Ele se chama Paulo Alves de Lima, e fui eu quem passou várias pesquisas para ele. Acho esta história muito interessante, pois são raízes do povo brasileiro. A maior coincidência é que meu amigo Breno Lerner tem um avô que foi rabino em Pinhal. Sobre este detalhe, Breno Lerner escreveu que o avô materno, Maurício Rosenblit, nasceu em 1901, filho de Golda e Isaac Roizenblit. Era da cidade de Britchve, Bessarabia e veio ao Brasil solteiro, em 1922, tendo morado em Pinhal. O avô paterno era Nathan Lerner e morava em Catanduva, “onde tentou fazer uma sinagoga no pátio da casa, mas quase nunca funcionou por falta de mínima. Durou pouquíssimo tempo...”

Francisco Gioney Marques Rodrigues, há um tempo também, contou que a sra. Mina Karpovas é nascida em Limeira, sobrinha do Sr Bernardo Rosenthal, irmão da sra. Hia Rosenthal Spielberg, e casada com o sr. Aron Spielberg, da Romênia: “Construíram uma história muito bonita aqui no Brasil”. Sra. Mina Karpovas escreveu: “Meu tio se chamava Bernardo Rosenthal. Ele e minha mãe vieram da Bessarábia, e se estabeleceram em Limeira, onde eu nasci. Havia lá uma sinagoga que chamávamos de “Shill”, e que nas grandes festas reunia as famílias judias de Limeira e das cidades vizinhas como Americana, Rio Claro e Piracicaba. Morei em Limeira até 1962, quando eu e meus pais nos mudamos para São Paulo. Atualmente o Shill não existe mais...”  Francisco Gioney Marques Rodrigues completou: “Vale ressaltar que foram homenageados com nomes de ruas em Limeira também!! Tudo a ver com a matéria que marquei a senhora esse seu relato. No terceiro momento que vieram pra São Paulo o Sr Aron estabeleceu o comércio no Cambuci e frequentavam as festas na Sinagoga do Cambuci, era isso?”

Debora Sitnik contou que a mãe de Cassio Posvolsky (que é irmã do pai, já falecido) moraram em Pompeia e Tupã. A família do Boris Sitnik viveu em Garça. E “a da minha mãe, em Marília e Bauru...” Já Eli Roisman nasceu em Limeira, em 1959... o pai era gaúcho e a mãe de São Paulo

No Facebook, em Thora, Judaismo e Sionismo, há um tempo, Mikhael Y. Ben David relatou sua história: “Minha avó materna é da Letônia e meu Avô da Lituânia.  Minha avó chegou no Brasil com dez anos de idade, ela e minhas tias e tios viveram em regime de quase escravidão em uma fazenda na região de Ribeirão Preto. Fugiram para a vila Zelina em São Paulo. O meu avô era ateu, e minha avó só descobriu sua ascendência na Vila Zelina, por outros imigrantes que vieram no mesmo navio que ela. O meu bisavô materno, forçado a servir o exército vermelho com a ocupação soviética dos países bálticos, e com medo da guerra e da perseguição antissemita europeia, os enviou para Brasil como "Novos-Cristão", pois eram 7 filhas.  Só uma tia-avó minha que se casou com um judeu, e depois se reconverteu digamos assim ... o resto da família acabou aderindo a cultura religiosa brasileira. Minha avó era de Riga...”

Pinto Villela Luiz Seria solicitou mais detalhes: “muito enriquecedor saber de outras famílias, no Vale do Paraíba, do Ribeira...” Vânia Ejzenberg citou sua família: “Família Guinsburg, em Taubate. Minha mãe está no Face, Rosa Guinsburg, e sabe bastante sobre a comunidade judaica no Vale do Paraíba...

Vamos divulgar e buscar preservar nosso rico patrimônio histórico e cultural, seja ele material ou imaterial? Compartilhem lembranças, enviem fatos, fotos, documentos, lembranças. Vamos participar deste estudo que realizo, assim como do levantamento arquitetônico e artístico das sinagogas, seus objetos e mobiliário, a fim de preservar, revitalizar e reutilizar estas edificações?! Escrevam para myrirs@hotmail.com ou deixem seus comentários aqui no Blog... 



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Lembranças do Talmud Thorá - Dr. Irineu Wajntraub

Recebi, em dezembro de 2020, o e-mail do Dr. Irineu Wajntraub, relacionado ao Talmud Thora:

“Vi seu Blog "As Sinagogas em São Paulo" e gostaria de colaborar, se possível, com um pouquinho de história. Acredito que irá ajudar mais a mim do que a você. Isso porque poderei compartilhar lembranças e sentimentos que, até agora, estiveram somente comigo. Com certeza, pode compartilhar o texto no Blog. Muito obrigado e forte abraço...

Lembranças do Talmud Thorá - Dr. Irineu Wajntraub

“Nasci em 1956 e morei no Bom Retiro até 1995. Frequentei a Escola Talmud Thorá de 1960 a 1970, onde passava todas as manhãs, até as 13 horas. Não é possível avaliar a emoção que sinto ao recordar aqueles tempos; não que fossem muito fáceis: eu era uma criança tímida e, ao invés de brincar com as outras crianças, eu preferia andar pelas escadarias e corredores do Talmud Thorá que, ao fim de algum tempo, eu já conhecia de cor, e até sonhava com elas. 

Hoje, passados 50 anos, ainda recordo do cheiro de massinha, das canções, do silêncio durante as aulas; lembro das aulas da Dona Marina, e de suas irmãs, as professoras Águida e Teresinha; e de vários professores que deixaram marca, como a Morá Leia Schwartz e o diretor da escola, Prof. Isaac Schraiber. E do porteiro, "seu" João. 

Também aprendi a conhecer cada degrau, cada sala e cada canto da escola... A escadaria mais impressionante é a que dava acesso às salas de aula do segundo andar. De trajeto curvo, feita inteiramente de granito (ou será mármore?), terminava num corredor onde uma janela redonda envidraçada (não a que fica acima da fachada da sinagoga), permitia vislumbrar um dos pátios da escola. 

Mas isso não é tudo; recordo-me de portas, degraus, janelas, pisos de madeira; do alçapão dentro de uma das salas de aula, que permitia descer até o palco da escola; de outra escadaria que levava a um terreno abaixo, mas que, no início dos anos 60, foi demolida, para a construção do "prédio novo"; de um mural que foi pintado pelo Prof. Jorge. 

Nunca mais voltei ao Talmud Thorá, não sei como anda. Sempre tive vontade de voltar a percorrer aqueles corredores, subir as escadas, entrar nas salas... יהודה וינטרוב WAJNTRAUB IRINEU”

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Estrela de David em Sorocaba - por Israel Blajberg

A divulgação de dados, informações, memórias e histórias sobre as comunidades judaicas e suas sinagogas, tanto da cidade de São Paulo como do interior paulista permanece. Neste sentido compartilho também textos relacionados ao assunto, desde que autorizados pelos autores.

No final de 2020, sr. Israel Blajberg encaminhou um e-mail contando: 

“Sou carioca da gema, 75 anos, e nas minhas viagens sempre procuro conhecer as sinagogas e demais locais judaicos. De São Paulo, tenho uma recordação de Sorocaba, que envio ao final. Depois que estive em Sorocaba, li em algum lugar que os judeus oriundos de lá estavam promovendo alguma atividade. 

Gostaria de saber se conhece alguma família judaica de Poços de Caldas dos anos 1970. Estive lá com meus pais, e ele tinha amigos que moravam lá. Ou talvez fossem Landsman, ou parentes. Na época não dei muita importância, de modo que esqueci tudo, mas gostaria de recordar essa passagem...essa família de poços tinha uma fábrica de doces. São vagas recordações perdidas em algum canto da memória...

Muito grato, e parabéns pelo seu trabalho maravilhoso, gostei muito...” 

Sr. Israel autorizou compartilhar o texto sobre Sorocaba...Assim, segue o texto:

Estrela de David em Sorocaba

Israel Blajberg 

“Em nossas viagens, seja para Nova Iorque ou Pelotas, Buenos Aires ou Macapá, e tantas outras, sempre procuramos reservar um espaço para visitar locais judaicos. Em Sorocaba não foi diferente.  Ainda que não tivesse sido localizado nenhum contato, pudemos descobrir que Sorocaba também tem um passado judaico importante. Quem percorre o calçadão do centro de Sorocaba depara-se com um pequeno prédio, portas e janelas fechadas, paredes pichadas.  

Seria igual a tantos outros, não fosse um detalhe que logo identifica tratar-se de algo judaico.  No alto, uma estrela de 6 pontas ainda se destaca com sua pintura azul, resistindo ao tempo com a palavra Zion escrita em caracteres hebraicos. O azul da estrela destoa do estado geral de penúria, teimando em não esmaecer, não se deixar apagar, mantendo ainda suave tonalidade, como que a querer marcar aquele local com a santidade do seu simbolismo.

Era um final de tarde de sexta-feira, quando aproveitamos alguns momentos livres para localizar a antiga sede da SIBS - Sociedade Israelita Brasileira de Sorocaba. 

Por ser uma pequena rua lateral, este trecho do calçadão não é muito movimentado. Diante do prédio, detenho-me e procuro imaginar como poderiam ter sido alguns momentos assim há cinquenta, sessenta anos atras. Sorocaba teria talvez uma centena de famílias judaicas.

Algumas lojas do calçadão talvez estivessem baixando as portas um pouco mais cedo, face aos preparativos para o Cabalat Shabat. As portas da casa estariam abertas, as paredes pintadas, e quem passasse pela rua talvez se surpreendesse com um movimento diferente, de pessoas em suas melhores roupas, mulheres de chale, homens de kipá, talvez pudessem até entreouvir cânticos vindos do interior daquela casa.

Mas logo desperto das minhas divagações, caindo na realidade.  Como tantas outras no Brasil, Sorocaba já não possui mais uma comunidade judaica minimamente organizada. Assim parece ser a tendencia em pequenas cidades. O judaísmo no nosso modelo prevalente, nas últimas décadas tendeu a se concentrar em alguns polos, com certas exceções. Não é a teia pulverizada de shtetales (cidadezinhas) que existiu em países da Europa Oriental, e hoje ainda se verifica, com outras características, nos EUA.

Entretanto, existe uma memória judaica relevante, e que ainda se manifesta fortemente em Sorocaba. 

Estamos falando de Luiz Matheus Maylasky, judeu hungaro, fundador e construtor da EFS - Estrada de Ferro Sorocabana, que veio a receber de Portugal o título nobiliárquico de Visconde de Sapucahy, conforme nos ensinou em suas obras o saudoso casal de historiadores dos judeus do Brasil, Egon Wolff (1910-1981) e Frieda Wolff (1912-2008).

Não muito distante da sede da SIBS no calçadão, diante do Museu da EFS, uma estátua de Maylasky o representa ao lado de um trabalhador que empunha uma picareta. 

Olhar firme, pergaminho na mão, o braço levantado aponta para a frente como que indicando o caminho a seguir para construir a ferrovia, que presidiu de 1870 a 1875, passando depois o controle para o grupo inglês de Percyval Farhquar, o lendário construtor da Madeira-Mamoré, e que anos depois foi encampado pela FEPASA, hoje subsistindo o transporte de carga pela ALL.

Há mais de 30 anos o trem de passageiros já não adentra mais a bela estação de Sorocaba, menor, mas no mesmo estilo da Julio Prestes em São Paulo, próximo ao Bom Retiro.

O Museu abriga entre tantas peças da ferrovia, diversos objetos pessoais de Maylasky, destacando-se o florete que a ele pertenceu, na qualidade de oficial do Exército Imperial austro-húngaro. Os judeus formavam em grandes números naquelas tropas, como se pode avaliar visitando o cemitério judaico de Vienna, onde uma seção foi especialmente dedicada aos que tombaram na 1ª. Guerra Mundial, servindo de cemitério militar com monumentos e mausoléus. Mais de 40 coronéis, generais e almirantes judeus lá estão sepultados.

Os da geração de imigrantes, que palmilharam as ruas de Sorocaba, já não estão mais aqui. Mas alguns de seus nomes ainda podem ser consultados na página da Internet da SBIS, onde verificamos uma observação esclarecedora: Atividades temporariamente encerradas. Por falta de recursos a Sibs fechou o escritório em Sorocaba.

Os judeus partiram, deixando a marca da sua contribuição, onde certamente se destaca Maylasky, ainda que provavelmente não muitos sorocabanos possam identificar sua origem.  Mas podem se orgulhar muito dele.”

Vocês gostariam de ter as suas histórias, ou de suas famílias, publicadas neste Blog? Memórias relacionadas às sinagogas que frequentaram ou que ainda frequentam, ou relacionadas às comunidades judaicas a que pertencem, resgatando suas raízes? Escrevam um texto e encaminhem para myrirs@hotmail.com

Vamos divulgar e buscar preservar nosso rico patrimônio histórico e cultural, seja ele material ou imaterial? Compartilhem lembranças, enviem fatos, fotos, documentos, lembranças. Vamos participar deste estudo que realizo, e também do levantamento arquitetônico e artístico das sinagogas, seus objetos e mobiliário, a fim de preservar, revitalizar e reutilizar estas edificações?!

Obs: As fotos foram enviadas por sr. Israel Blajberg. Para compartilhar, contatem-no e solicitem autorização...