sexta-feira, 15 de maio de 2020

Vocês fizeram parte da comunidade judaica de Bauru, de Sorocaba, de alguma outra cidade do interior paulista ou da capital de São Paulo?

Jankiel Brez :"Meus avós
David e Firmina Tcherniakovsky"

Vocês fizeram parte das comunidade judaica e da sinagoga de Bauru? E de Sorocaba, Marília, Franca, Catanduva, de alguma outra cidade do interior paulista, ou da capital de São Paulo? Frequentaram a sinagoga de alguma destas cidades? Quais suas lembranças, suas memórias, suas raízes? Possuem fotos, documentos, histórias? Gostariam de compartilhá-las?

As informações e dados que tenho reunido, há anos, relacionados à pesquisa e estudo sobre as “Sinagogas em São Paulo” estão sendo divulgados não só no blog que escrevo, mas também no site que edito, assim como nas redes sociais Instagram @sinagogasemsaopaulo, e Facebook. Dêem uma olhada em https://artejudaicasaopaulo.blogspot.com/ e https://sinagogasemsaopaulo.wordpress.com/  

Aqui, compartilho alguns comentários postados no Facebook relacionados à comunidade judaica de Bauru. Foram divulgados em páginas como Guisheft Anúncios e Vendas, Pletzale, Jews, Rubin Editores, Arti-Sion, Zeladores do Patrimônio Histórico, entre outras mais, assim como nas mensagens enviadas para o messenger e para meu e-mail...

Jankiel Brez:
 "Minha mae Pecia Brez"
Newton Peissahk Manczyk escreveu, em relação à foto de uma festa na sinagoga de Bauru, e que aqui divulgo novamente: “Nina Gelcer acho que seu Max e sra. Keyla estão na foto. Qualquer coisa, manda fotos para a Myriam Szwarcbart. Meus pais moraram em Bauru um pouco antes de eu nascer em Araraquara em 1959, e lá fizeram amizade principalmente com o Sr. Max, que tinha uma loja de móveis e a Sra Keyla, avós de Fred, Jaime e Nina Gelcer, que são como irmãos nossos.  Ficamos pouco tempo e fomos para Birigui e depois para Cruz Alta - RS onde tinha algumas famílias e posteriormente Londrina, com apenas 3 famílias judaicas. Em1974 viemos para São Paulo. Em Cruz Alta tinha sinagoga. Meus pais, em Cruz Alta, 1964 ano fatídico, no golpe, os militares invadiram a fábrica da Anderson Clayton, onde meu pai era superintendente e onde morávamos...com tanques e blindados. Fui preso no galinheiro pelos meus irmãos como Jango. Acho que, com anos, me tornei esquerdista. Na foto que divulgo, aparecem meus avós, que nasceram em Gombim, na Polonia, em nossa casa em Londrina 1970...”

Nina Gelcer respondeu: “Newton Peissahk Manczyk, achei somente meu avó Max nesta foto”. Pelo Messenger, Nina Gelcer comentou: “Muito legal rever as histórias de Bauru. Meu avô Max está na última fila, em pé, perto de uma pessoa de terno claro. 
Deby Zitman
 "Meu pai Isaac Tcherniacovski,
e meu tio Naum Tcherniakowski zl"

Ele é o senhor de óculos, perto do sr. Manuel e dona Clara. Minha avó Clara não está nesta foto. Lembro de algumas pessoas desta foto. Saí de Bauru quando tinha 6 ou 7 anos. Na foto lembro dos casais que estão sentados da esquerda para direita: Sr. Davi e sra. Fermina, sra. Julieta e sr. Jaime, o próximo casal não lembro, sra. Rosa e sr. Samuel”.
Jaime Gelcer contou: “Conheci muitos desta foto. Conheci vários membros da família Litvak, em Bauru. Se bem me lembro alguns: Marcos, Aaron, Moris....”

Eva Litvak Vaie também escreveu: “Jaime Gelcer, eu também. Vou procurar fotos, e te aviso. Nasci em Bauru.... passou um filme na minha cabeça. E “marcou” algumas pessoas: Jane Feldman, Pécia Brez , lembro de você...vamos nos falar, e quem sabe nos encontrar após essa quarentena. Moramos até 1964”.

Daniel Milner indicou Cesar Becalel Waisberg, que comentou: “Não existe mais, poucas famílias da comunidade por lá. Mudamos para Bauru em 2005, não fazemos parte das famílias de lá, e sabemos muito pouco da história da comunidade em Bauru. Porém Sara Liba Korn  enfatizou: “mas as suas origens fazem parte da comunidade de Marília, cidade que é muito próxima...”

Sheila Tabajuihanski: "Meus avós,
 pais do meu pai,
Luiz Tabajuihansky,
 Ida e Mauricio Tabajuihansky"
Cintia Fridman indicou Pecia Brez, Enia Brez, Jankiel Brez... E Arnon Thalenberg indicou Sergio. Clarice Ramuth comentou: “Maravilha”.

E sra. Pécia Brez contou: “Esta foto que estão meus tios, eu sou a mais alta das meninas que estão na frente. Veja que gracinha que eu era. Cintia Fridman, acho q sim, tenho fotos, preciso ver lá em casa. A Malke está do meu lado de roupa clara. Esta foto foi tirada na sinagoga, foram as Bodas de Prata da tia Rosa e tio Samuel. Eva Litvak Vaie, eu também lembro de todos vocês. Bons tempos em Bauru”.

Jankiel Brez avisou Abrão H. Zatz: “Olha que legal!!! Minha mãe Pécia Brez. Meus avós David e Firmina Tcherniakovsky...”

Sheila Tabajuihanski lembrou: “Esses dois senhores são meus avós, pais do meu pai Luiz Tabajuihansky. Ida e Mauricio Tabajuihansky.  Pécia Brez já te reconheci, bem na frente do meu zeide. Vejam essa foto... Claudio Gawendo, Mauro Bezborodco, Tali Tamir, Gabriel TabajuihanskiRafael Tabajuihanski, Bruno Tabajuihanski. Vejam uma foto histórica dos bisavos Ida e Mauricio Tabajuihanski, pais do vovô Luiz. Jairo Tcherniakovsky, meu avô esse senhor careca, como meu.pai, era irmão da tia Fermina, sua avó...”


Claudio Gawendo também indicou Mauricio Gawendo, e Aline Maluf Palombo Gawendo. “Nossos avós Maurício e Ida Tavajhansky, não conheci o zeide faleceu antes de eu nascer...”

Jairo Tcherniakovsky lembrou-se também: “Meus avós David e Firmina estão nessa foto. Que máximo!!! Marcos Tcherniakovsky, Sergio Tcherniakovsky, Riva Slama”. E, por e-mail, Jairo Tcherniakovsky escreveu: “Meu pai, Naum, nasceu em Erechim e depois viveu em Bauru, onde fez faculdade, se casou e morou. Somos parentes da família Bichulski. Adorei ver sua matéria. Tenho impressão de sermos parentes da Sra. Ides Rywa Czerniakowski. Muita semelhança com nossa família”.      
      
E Deby Zitman: “ Jairo Tcherniakovsky, uau incrivel! Olha eles ai!😉❤ Sheila Tabajuihanski eles eram parecidos!”

Claudia Schalka contou: “Reconheci muitos tios e primos meus do lado materno, familia Zatz, que, de acordo com que minha mãe me contou, várias festas judaicas foram festejadas na casa do meu avô Adolfo Zatz. Histórias não tenho muitas, mas fotos acho que sim. Falarei com meus primos, que aparecem na foto, pois com certeza eles tem histórias e muiito mais lembranças, pois viveram lá. Já eu, só tenho lembranças do que a minha mãe me contou. Por gentileza como faço para, caso eles estejam interessados, possam entrar em contato com você! Obrigada”.

Persio Per elogiou este trabalho: “Parabéns pelo seu trabalho. Muito bom!!”

Na minha página do Facebook temos Miriam Havillio: “Você sabe me dizer se existe alguma sinagoga na cidade de Bauru??? Adoro Bauru (cidade linda) e como vou muito para lá, por isso perguntei...Obrigada pelo retorno”. Enia Brez respondeu: “Miriam Havillio, meu nome é Enia Brez, moro em Bauru, e atualmente não há sinagoga em Bauru...”

Betti Epelbaum enfatizou: “Aos poucos você está descobrindo vestígios judaicos ...parabéns....” Paulina Kogan escreveu: “Muito bom teu trabalho. Parabéns”. Maria Lucia Sophia Pasquini também comentou: “Que vibrante relato!!!” Assim como Eva Litvak Vaie deixou este comentário novamente: “Parabéns pelo trabalho. Nasci em Bauru... gostaria de conversar com você”. Vamos conversar...

Ivo Kauffman contou que a placa da Sinagoga de Bauru permanece na Sinagoga Talmud Thora, e depois da quarentena poderá fotografá-la...

Ides Rywa Czerniakowski, com quem conversei, comentou: “Quero muito saber tudo sobre a Sinagoga de Bauru! Tenho lembranças dos meus pais, da minha infância. Eu morei em Bauru até 1959. Eva Litvak Vaie acho então que convivemos na nossa infância. Estudei no Cursos Brasil da d Gilda. Belíssimo texto Miriam. Fiquei muito feliz! Assim vamos deixar viva a lembrança desta comunidade. Mauro Bezborodco que bom que te trouxe boas lembranças!”

Mauro Bezborodco também contou: “Sheila Tabajuihanski, conhecia várias pessoas desta foto. Fui várias vezes nesta sinagoga de Bauru quando pequeno. Estive várias vezes, quando garoto nesta sinagoga na cidade de Bauru. Esta foto me traz grandes recordações. Nesta foto aparecem os meus avós maternos: Ida e Maurício Tavajhanski, a Tia Julieta e seu marido Jayme Bichusky, a tia Firmina seu marido David Tchaniakovski, com seus filhos Naum,Isaac, Samuel, Ida e Pecia. Pessoas que eu conheci mas não me recordo do sobrenome. Da. Keila , Sr. Max ...Não posso esquecer da tia Rosa (irmã do meu avô Maurício) e seu marido Samuel Sirota (ele era o Chazan da sinagoga), com seus filhos Naum e Ester Malke”.

Com estes comentários acima faço a sugestão: Podemos, depois da quarentena, e caso queiram, marcar um encontro, uma roda de conversa quem sabe, para contarem e relembrarem a comunidade de Bauru, a sinagoga, e trazerem fotos...O que acham????

Um comentário:

  1. Eu nasci em Araçatuba, em 1952. Sou da família Beigler (ou Bejgler). Havia um núcleo de judeus lá. Parece que, nas grandes festas, vários núcleos se reuniam na cidade de Birigui. Saímos muito cedo de lá e creio que, na década de 60, já não não restava nenhum judeu por lá.

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