segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

A relevante participação, neste blog, de pessoas que frequentaram ou que ainda frequentam as sinagogas em São Paulo

Torot - Sinagoga do Peretz

A participação das pessoas que frequentaram, ou que ainda frequentam as sinagogas em São Paulo, e respectivos familiares, tem sido relevante na busca de informações, desde o início deste trabalho de resgate das memórias e histórias das comunidades judaicas de São Paulo. Acrescentam informações aos detalhes reunidos em acervos, arquivos históricos, centros de memória, museus e bibliografia consultada, no que diz respeito à identificação de cada bairro onde cada sinagoga foi instalada, sobre a expansão e evolução urbana, história da comunidade judaica local, sua realidade socioeconômica e cultural, fundação e criação dos edifícios, cronologia, fatos de época, documentação produzida por cada entidade, correspondências, publicações, atas de reunião, fotografias, mobiliários, objetos de arte e de culto como Torót, Bimah, Aron Hakodesh/Hechal, menórot, mazalót, e também sobre leões ladeando as “Tábuas da Lei”. 

Agradeço a todos os comentários enviados e compartilhados, como o texto que Jaques Mendel Rechter nos apresentou em “Leões, Anjos e Homens”.

Sobre a presença constante dos leões ao lado dos Dez mandamentos nas “Tábuas da Lei”, acima do Aron Hakodesh, nas sinagogas, Francisco Moreno escreveu, tanto por whatsapp como pelo Messenger do Facebook: “O Leão é visto como portador de uma dualidade. Força e candura. Destrói os inimigos, mas é compassivo com os mais fracos. No Tanakh esta dualidade aparece na história de Sansão e o  Leão  ( e a charada que propõe sobre o assunto). Há também o Leão como elemento positivo (nas bênçãos de Yaakov a seus filhos), mas também é o Leão enfurecido que simboliza o mês de Av, da destruição dos Templos. Por isso, os leões, representados com humores antagônicos, dualista. A propósito do Leão bravo e do bonzinho, vejam: https://www.safari-center.com/diverse-earthly-manifestations-of-lion-symbolism/

Já neste Blog, como comentário da publicação de 13 de janeiro de 2023, “A comunidade judaica da Vila Mariana, suas sinagogas e o início deste blog”, pode-se ler:  “das sinagogas da Vila Mariana, não se esqueçam da do “Lar dos Velhos”, do Rabino Leipzer e, principalmente do Beith Chabad do Rabino Edy Kafhif. Sobre o “Lar dos Velhos”, e o Rabino Leipziger, vejam as publicações já feitas neste blog...Quanto ao Chabad do Rabino Edy Kafhif, aguardem para breve os detalhes.

Um e-mail relacionado à Sinagoga do Cambuci foi encaminhado por Leda Stelmach, em 19 de dezembro de 2022. Leda comentou: “Estou procurando registros da minha família materna. Nossa família frequentava a sinagoga do cambuci na Teixeira Mendes.  A sinagoga deve ter registros até meus bisavós. Meus quatro bisavós maternos vieram da Bessarabia para São Paulo. Famílias Zaguer e Moscovitch. Inclusive meu nome na Torah, Leia Stelmach, foi dado pelo meu avô na sinagoga do cambuci. Ele era Miguel Moscovitch e minha avó  Ana Zaguer Moscovitch. Todos os registros estão nos arquivos da sinagoga do Cambuci. Não sei quem era o rabino à época. Eu tenho hoje 66 anos. A sinagoga não  tem telefone e só abre após sábados, eu moro em Porto Alegre e não tenho como ir lá neste dia.” Leda pretende ir para Israel, e gostaria de encontrar esses dados, antes de sua viagem. Alguém teria mais detalhes?

Horacio Friedman enviou e-mail em 15 de novembro de 2022 sobre a Escola Israelita Brasileira Luiz Fleitlich: “Meu nome é Horácio Friedman. Cursei o primário, de 1953 a 1956. Graças à generosidade da escola e do diretor Mar Uszer, me foi concedido um curso gratuito, pois minha mãe era sozinha e não tinha condições financeiras para arcar com as mensalidades. Serei eternamente grato ao Mar Uszer, que chamávamos carinhosamente Mar Usher. Sua imagem bondosa, seu carinho paternal moram em minha memória e em meu coração! Parabéns por resgatar as instituições e os personagens dessa fase tão difícil para muitas famílias judias que eram acolhidas no Brasil!”

Acompanhem nas próximas postagens, mais detalhes.

E aqui pergunto novamente se vocês teriam alguma informação sobre as comunidades judaicas da capital e das cidades do interior paulista. Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade em que se estabeleceram, como era a comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? 

Escrevam para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes... 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Sinagogas da Vila Mariana e o texto “Leões, Anjos e Homens” escrito por Jaques Mendel Rechter

A partir da última postagem sobre a comunidade judaica da Vila Mariana, suas sinagogas e o início deste blog, em 13 de janeiro de 2023, recebi alguns comentários.

Um deles, foi feito por Jaques Mendel Rechter, em que solicitou resgatar o texto enviado, há tempos, sobre os 2 leões sobre o Aron, bem como acrescentar a família do avô materno, Baumohl, Osias (Germano) Heschel Kram Baumohl Z’’L, um dos fundadores e diretor de obras do antigo Peretz e Sinagoga. Jaques Mendel Rechter possui uma foto da Diretoria, tentará localizar e irá encaminhar.

O outro comentário foi feito por Eduardo Milner, que escreveu: “Minha família fez parte desta comunidade por muitos anos, além de todos os irmaos terem estudado no Peretz. Minha mãe era Dratcu de solteira , e depois acrescentou Milner ao seu nome.”

E, aqui, compartilho novamente a publicação realizada neste blog em 23 de agosto de 2016, com o texto enviado por Jaques Mendel Rechter: 

Leões, Anjos e Homens - por Jaques Mendel Rechter

No Shabat da Sinagoga do Cambuci, Jaques Mendel Rechter e eu conversávamos sobre a Sinagoga Mordechai Guertzenstein, quando, para minha surpresa, ele comentou sobre um detalhe relativo aos dois leões que ladeavam as Tabuas da Lei, na antiga sinagoga. Vejam o tocante conto abaixo, encaminhado por Jaques:

"Desde muito pequeno, quando acompanhava meu avô à sinagoga nas grandes festas eu ficava rodeado de adultos e por cima de seus ombros e dos espaldares dos bancos eu só conseguia enxergar as Tabuas da Lei ladeadas pelos leões que ficavam sobre o Aron a Kodesh.

Eram dois leões dourados com o corpo empinado, apoiados nas patas traseiras e com as dianteiras sobre a representação com o topo redondo das Tabuas da Lei.  O Leão da esquerda tinha expressão de bravo e o da direita tinha cara de bonzinho.

Esta é uma das lembranças mais antigas que guardo da Sinagoga que existia nos fundos do Colégio I.L. Peretz, onde estudei, na Rua Madre Cabrini no bairro da Vila Mariana.

Também havia um homem da geração do meu avô que por ser baixinho eu conseguia enxergar o rosto abaixo da linha dos ombros dos outros. Seus olhos claros azuis e bondosos eram sempre acompanhados de um sorriso terno e largo quando me olhava. Seu rosto avermelhado contrastava com os cabelos brancos.

Maior e mais velho um pouquinho eu já conseguia avistar por cima dos bancos e ombros outro homem da mesma geração, também baixinho. Tinha olhos claros acinzentados emoldurados por óculos de grossa armação preta que reforçavam a sua expressão sempre muito séria. Era o diretor de culto, chazan, bal tefilá ou gabai, ou cada vez exercia uma das funções, não sei.

Dele o que lembro além da seriedade é que sempre tentava colocar ordem e pedir silencio no meio das muitas conversas em idiche ou português com sotaque de quem dizia “Shoime Isruel” com sendo “Shemá Israel”. Obviamente era ele quem sempre dava as três batidas com a palma da mão na mesa como medida extrema de pedido de silêncio.

Eu associava cada um dos homens a cada um dos leões, o bravo e o bonzinho. Intuía desde então que as duas características opostas de personalidade ajudavam a compor algum tipo de unidade mística, afinal as expressões humanizadas não deveriam estar ali na cara dos leões por acaso.

Esta unidade eu também percebi na minha última ida com meu avó àquela sinagoga, com todos nós, tanto eu, ele e os da sua geração que ainda estavam entre nós quase 15 anos mais velhos.

Foi em Simchá Torá, a sinagoga estava vazia e o dourado dos leões menos brilhante.

Total contraste com as celebrações do já antigamente de então, quando a sinagoga ficava lotada e muito iluminada, eram distribuídas para as crianças bandeirinhas de Israel feitas de papel montadas numa vareta verde e quadrada de madeira onde vinha espetada uma maça com uma velinha, uma montagem que durava poucos minutos. Tais bandeirinhas, velas e maçãs também são inesquecíveis, como os dois leões e os dois homens.

Éramos poucos naquela noite, mas a alegria pela renovação do ciclo anual de leitura da Torá foi compartilhada serenamente por todos, com a ajuda de uns goles sorvidos em copinhos de vidro bem pequenos aos votos de “Le Chaim”. 

Já no final do serviço religioso que estava sendo tocado pelo homem sério de óculos, surge do fundo da sinagoga o homem de olhar terno e rosto muito mais avermelhado que o normal e com jeito travesso joga uma toalha de mão embolada nas costas do homem sério, rindo bastante da sua molecagem.

O homem sério interrompeu a reza, se virou encarou por cima da armação dos seus óculos o seu provocador parceiro, não podendo evitar um sorriso. Devia ser alguma piada entre eles e que só eles entendiam. Voltou a rezar compenetrado. 

Lembro de alguém por perto falando em ídiche que ainda pude entender, algo como “hoje também é dia dos anjos se alegrarem”.

Nunca mais estive naquela sinagoga e as lembranças das bandeirinhas, homens e leões jamais me deixaram, mesmo que a sinagoga não mais exista fisicamente, apenas na memória dos que a frequentaram.

Só comecei a refletir sobre anjos muitos anos depois. Os anjos que sempre me intrigaram são os dois que acompanham os que saem das sinagogas para suas casas na noite de Shabat.

Quanto aos leões, até hoje nunca consegui a explicação definitiva do porque um era bravo e outro bonzinho, nem dos rabinos e estudiosos a quem formulei minha dúvida, inclusive alguns nunca tinha observado o detalhe das feições dos leões.

Procurei descobrir algum padrão desta representação nas capas das diversas Torot que eu via e nas cortinas dos diversos Aronim ao longo dos anos, mas não consegui estabelecer nenhum, inclusive em muitos casos os leões são absolutamente simétricos, com expressão neutra. Também na Porta dos Leões de Jerusalém, pelo seu próprio estado físico não é possível divisar qualquer expressão nas suas caras. No brasão e bandeira da atual Jerusalém, nem são dois leões, é um só que aparece.

O assunto foi ficando adormecido ao longo dos anos, cheguei a acreditar que as feições brava e boazinha dos leões deveria ser alguma cópia de alguma liberalidade de algum artista e construtor de alguma antiga sinagoga do leste europeu, trazida também como repetição para o novo mundo.

Mais de 50 anos depois de começar a observar os leões dourados ladeando as tábuas da lei na antiga sinagoga da Vila Mariana, qual não foi minha surpresa ao encontra-los novamente em Israel, desta vez no piso mosaico de uma sinagoga de quase 20 séculos descoberta numa escavação às margens do Lago Tiberíades. Lá também o leão da esquerda é bravo e o da direita bonzinho.

Perguntei ao amigo e guia que nos acompanhava sobre o fato e ele ficou mais surpreso ainda sobre a feição dos leões, coisa que ele nunca tinha reparado ou ouvido a respeito.

De imediato pelo celular ele levou a questão a seu professor e fonte no Ministério de Turismo de Israel, a um Rabino, a um Historiador e ninguém sabia informar do porque, nem mesmo haviam percebido até então o objeto da questão.

Disposto a tirar a coisa a limpo e descaracterizar uma simples coincidência, naquele mesmo dia foi incluída na nossa programação a visita a uma outra escavação de sinagoga de mais de uma quinzena de séculos situada onde agora há um Kibutz, também na Galiléia.

Novamente os dois leões, um bonzinho e outro bravo no piso de mosaico...

Dois dias e vários telefonemas depois, até hoje, continuamos sem saber, nosso guia e eu, o porque das expressões dos leões...

De volta ao Brasil alguns meses depois, perdido em pensamentos quando estava voltando da sinagoga próxima da minha casa vindo do Cabalat Shabat, eu refletia sobre a prédica do Rabino acerca da Parashá da semana, onde Bilam ao invés de amaldiçoar o povo de Israel o abençoou e profetizando comparou-o a um Leão, animal que não pode ser domesticado e que mesmo estando aparentemente por baixo, sempre se ergue.

Obviamente estava tentando achar a conexão entre a comparação do povo judeu com um leão e a representação dos dois leões com feições humanizadas opostas ladeando as tabuas da Lei.

Vindos em minha direção na mesma calçada percebi quatro homens, todos obviamente judeus ortodoxos pelos seus trajes.  A frente do grupo um pai com seu filho adolescente, todos certamente vindo de alguma outra sinagoga e indo para casa.

Achei o grupo estranho, nunca havia visto outros religiosos ou mesmo ortodoxos no bairro salvo alguns que frequentavam a mesma sinagoga de onde eu estava vindo e estes quatro homens não tinham vindo de lá.

A me aproximar cumprimentei desejando Shabat Shalom, que foi retribuído com surpresa e carinho pelo pai e filho e com naturalidade pelos homens que vinham atrás, mesmo com minhas roupas de não ortodoxo.

Cruzando com os dois homens de trás, o mais próximo me encarou por cima de seus óculos com um sorriso de canto de boca, dando um meneio quase que imperceptível com a cabeça, enquanto que o outro me dirigiu um amplo e afetuoso sorriso.

Passos depois estanquei ao perceber que os dois homens que acompanhavam o pai e filho tinham os mesmos rostos e expressões dos dois homens da antiga sinagoga, rostos e expressões que emergiram absolutamente nítidos das profundezas da minha mente, após décadas de esquecimento.

Virei e só vi pai e filho, não havia mais ninguém.

Creio que não foi imaginação ou alucinação, eram quatro vindos na minha direção, trocamos cumprimentos e agora eu só via dois.

Só pode ter sido um vislumbre dos dois anjos de Shabat acompanhando pai e filho...

Como se ouvindo uma instrução, talvez dos meus próprios anjos, prossegui caminhando sem me voltar para trás até minha casa para o Shabat em família.

Até hoje não sei a razão pela qual me foi concedido o vislumbre de anjos com rostos e expressões emprestadas de dois homens de muito antigamente da minha vida, um bravo e um bonzinho, que sempre associei aos dois leões dourados, do mesmo jeito que ainda não sei a explicação das suas expressões humanizadas opostas.

Tenho muitas dúvidas e quase nenhuma certeza, mas desconfio de muitas coisas. E uma das minhas poucas certezas é que tudo tem um nexo em algum tipo de unidade cuja explicação talvez um dia eu descubra qual é."

Acompanhem nas próximas postagens, mais detalhes.

E aqui pergunto também se vocês teriam alguma informação sobre as comunidades judaicas da capital e das cidades do interior paulista. Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade em que se estabeleceram, como era a comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? 

Escrevam para myrirs@hotmail.com . Vamos resgatar nossas raízes... 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

A comunidade judaica da Vila Mariana, suas sinagogas e o início deste blog

Em 2009, em uma das primeiras postagens deste blog, escrevi uma síntese sobre a Sinagoga Mordechai Guertzenstein, na Vila Mariana, tendo como referência o site do Colégio Peretz daquela época.  

Muito tempo depois, em 2016, retomei a pesquisa das comunidades judaicas de São Paulo, e suas respectivas sinagogas, e, assim, voltei a escrever neste blog. E, desta forma, voltei a buscar informações sobre a Vila Mariana, sua história, a vida judaica naquele bairro, sua comunidade e suas sinagogas, a fim de resgatar suas memórias.

Este estudo contou com a participação de diversas famílias que ali moravam, na época da fundação e da existência das sinagogas da região, famílias como a Galantier, Boieras, Smaletz, Iacher, Chaimowicz, Mendeliz, Chapaval, Vaidergoren, Scharff, Lafer, Schapiro/Schapira, Dzialowski, Bloch, Blinder, Feldman, Dratcu/Dratwa, Guertzeinstein, Orenstein, Lerner, Tarasoutchi, Aizemberg, Fraiman, Sancovsky, Peceniski, Charak, Back, assim como os Rosenblit e os Szwarcbart, famílias das quais faço parte.

No final de 2022 comecei a reunir todo o material de que disponho sobre este bairro e comunidade, e organizá-lo. Quem sabe será possível publicar um livro, caso haja interesse de parte desta comunidade que participou da fundação e frequentou as sinagogas da Vila Mariana, tanto a Sinagoga Mordechai Guertzenstein, como a Sinagoga Cilly Dannemann, a Sinagoga do Lar dos Velhos.

Este trabalho que está sendo organizado é, assim, um recorte da pesquisa que desenvolvo relacionado às sinagogas no Estado de São Paulo. Inclui o bairro em si, detalhes das sinagogas do bairro, a arte e arquitetura destas, história, origens, fatos de época, a comunidade judaica da região.

A escolha do bairro da Vila Mariana, em São Paulo, faz parte, também do resgate de minhas memórias pessoais e vivências: é o bairro onde nasci e em que vivi por um bom tempo. Minha família fazia parte da comunidade deste bairro, frequentávamos a Sinagoga Cilly Dannemann, conhecida como a sinagoga do “Lar dos Velhos” e também a Sinagoga Mordechai Guertzenstein, que era a sinagoga vinculada ao Colégio I.L. Peretz, onde estudei. Meu avô Chiel Leib era o schochet e professor de Bar-Mitzvah nos anos 1950/60.  Cursei a FAUUSP e formei-me arquiteta em 1983. Desde aquela época mantenho meu interesse no tema relacionado a Patrimônio Histórico e Cultural, principalmente no que diz respeito à arquitetura e às artes.

Acompanhem nas próximas postagens, mais detalhes.

E aqui pergunto também se vocês teriam alguma informação sobre as comunidades judaicas da capital e das cidades do interior paulista. Fotos, memórias, documentos? Histórias de sua família, quando chegaram e o porquê da escolha da cidade em que se estabeleceram, como era a comunidade judaica e sua integração com a comunidade local, as sinagogas, escolas, como e onde comemoravam as festas? 

 

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

A Sinagoga de Moema - por Marcelo Brick

Sefer Torah
Sinagoga de Moema

Segue aqui meu relato mais detalhado sobre a Sinagoga de Moema. Sou morador de Moema desde 1986. Uns anos depois meus queridos pais Abram Brick (Z'L) e Selka Meszberg Brick (Z'L) também se mudaram pra o bairro. Foi em meados dos anos 1990, talvez 1997 ou 1998, não sei precisar, eu já casado e duas filhas ouvimos falar que o bairro ganharia uma Sinagoga”. Desta forma Marcelo Brick iniciou seu relato a respeito da Sinagoga de Moema, em uma mensagem enviada a mim pelo Facebook. E continuou: “Apesar de ter sido criado no Bom Retiro, e conhecedor das sinagogas daquele bairro, eu não era um frequentador, apenas em ocasiões especiais e festivas, além das festas religiosas tradicionais. Meus pais foram convidados para a inauguração da sinagoga em Moema, e me lembro de terem relatado que o evento estava bem cheio, com bastante gente prestigiando. Já, um pouco depois, não sei precisar quando, decidi levar minhas duas filhas, com aproximadamente um e cinco anos, para uma festa judaica, provavelmente Purim, para celebrar e conhecer a ainda recente Sinagoga da Rua Pavão, que foi onde ela funcionou em seus primeiros anos. Encontramos alguns vizinhos de bairro e pessoas queridas (até de outros bairros) por lá. O Rabino Nathan e sua querida família (ainda em crescimento), nos 'abraçaram' com carinho e afeto, emanando uma energia muito boa. Deixamos nosso contato com ele e pouco tempo depois ele veio com a Chani, sua esposa, nos fazer uma visita, conhecer nossa casa. Apesar de certo receio, já que não seguíamos os preceitos kasher, minha esposa Ester Aizenstein Brick (Z'L) muito prática, providenciou alguns petiscos kasher, pratos, copos e talheres descartáveis. B'H tudo correu bem e ele deixou uma benção pra nós, que guardo até hoje. A partir de então, comecei a frequentar a sinagoga no Cabalat Shabat sempre que possível, mas, em pouco tempo, passei a ir todas as sextas. Isso me aproximou da comunidade do bairro (e arredores) e me reaproximou do Shabat. Acabei ficando bem próximo, participando de mais festas e algumas atividades do Rabino Nathan e sua família, vi seus filhos nascendo e crescendo. As celebrações de Sucot, com a Sucá montada no quintal da frente, eram uma maravilha. Mesmo quando caía aquela chuva torrencial, típica da época e que fazia alguns estragos, e a Sucá permanecia de pé e operante. Algum tempo depois, a Sinagoga mudou-se para uma casa na Rua Inhambu onde não ficou por muito tempo, talvez um ano ou dois, e continuei a frequentar da mesma forma. Foi só depois da Rua Inhambu que a Sinagoga ganhou sua sede própria (doada por beneméritos da comunidade). Um belo prédio de tijolo aparente numa esquina da Av. Ibirapuera com a Rua Prestes João, lado a lado com um dos muros que delimitam o Clube Monte Líbano. Um verdadeiro Oriente Médio, só que a convivência era pacífica e tranquila. O prédio tinha o subsolo com algumas garagens, o andar térreo onde estava a sala de orações, um jardim com alguns brinquedos e outro terraço na parte de trás onde era instalada a Sucá. No primeiro andar ficava um grande salão onde era realizado o kidush, preparado e providenciado pela Chani. Também eram realizadas ali outras celebrações, como jantares de Pessach, Rosh Hashanah, Purim e outras festas. Além dos kidushim mais festivos, patrocinados por algum frequentador, para celebrar algum evento familiar. Eu mesmo tive a felicidade e o privilégio de oferecer o kidush em diversas ocasiões, seja para agradecer a recuperação ou só para celebrar alguma ocasião festiva como os Bat-Mitzvót das minhas filhas. O Rabino Nathan, sempre muito atencioso, fazia questão de me avisar sempre que tinha vereniques, porque descobriu que eu gostava. E ainda avisava que fez, ou comprou, por minha causa. Ainda antes da pandemia, o Rabino assumiu outra sinagoga na Av. Angélica e colocou seu filho Mendy, que chegara já com família constituída de seus estudos de uma Yeshivá em Israel, para tocar a Sinagoga. Mas a frequência de pessoas havia baixado muito e, pouco depois, chegou a pandemia que decretou seu fechamento definitivo. E eu me lembro bem do primeiro Bar-Mitzvah que aconteceu lá na Sinagoga de Moema, na Rua Pavão, só não lembrava que era o do seu filho. Sempre vale um Mazal Tov”.

Assim como Marcelo Brick, vocês gostariam de escrever um texto para ser publicado neste blog, compartilhando histórias e lembranças sobre a Sinagoga de Moema? Teriam fotos, documentos? E sobre as diversas comunidades judaicas de São Paulo e suas respectivas sinagogas?

Vamos resgatar as nossas histórias e preservar o nosso rico patrimônio cultural material e imaterial! Escrevam para mim: myrirs@hotmail.com 


segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

A Sinagoga de Moema em São Paulo

Sefer Torah
Sinagoga de Moema

“A Sinagoga de Moema, ou sinagoga da Congregação Religiosa Judaica Kiruv Achim teve sua localização escolhida pelo Rabino Nathan Ruben Silberstein mediante o apoio da Federação Israelita e uma novíssima tecnologia para a época”. Quem nos conta tal fato é Ricardo Nimitz de Souza Oliveira pelo Facebook: “Eu era o Diretor Administrativo, profissional da Federação Israelita do Estado de São Paulo, e havíamos acabado de atualizar o cadastro geral da comunidade de São Paulo, utilizando geolocalização, e podíamos mapear, pela primeira vez, onde estavam (ou não) serviços e membros da coletividade, localização de escolas e seus alunos. Era uma época pré-GoogleMaps. Havíamos adquirido de uma empresa especializada o mapa do Estado de São Paulo e cruzamos as coordenadas das moradias com as instituições. O Rabino Nathan e sua esposa Chani foram os primeiros a utilizar este serviço, e a imprimir correspondência convidando as pessoas da região a frequentarem a nova Sinagoga. Na época um uso inédito, da novíssima tecnologia que implantei com o apoio do tesoureiro da Federação, Abramo Douek. Lembro-me do Rabino e de sua esposa indo etiquetar e preparar os envelopes em nossa sala da área de informática. Depois, sua congregação mudou de endereço, mas estava consolidada como instituição. Lembro-me também que, por dois anos, utilizaram o mailing da região várias vezes. Há uns três anos nos encontramos em um restaurante, e relembramos esta história de uso do mailing da Federação. Saí da Federação há alguns anos”. Ricardo finalizou o texto acima com a pergunta: “O Rabino Nathan não está mais a frente da congregação?”

Michele Rachel Ventura Danciger, também comentou, respondendo sobre a dúvida acima: “O Rabino Nathan continua à frente da sinagoga, só que, hoje em dia, na Av. Angélica”. Michele irá encaminhar mais detalhes sobre a sinagoga, em sua localização atual, assim como Ingrid Birta. 

Torót no Aron Hakodesh
Sinagoga de Moema
A localização escolhida, a qual Ricardo Nimitz de Souza Oliveira cita, refere-se a uma casa na Av. Pavão, que chegou a receber reformas e ter seu espaço ampliado em uma área descoberta, vizinha a esta edificação. Inicialmente em um anexo da casa, com acesso pelo corredor lateral, o espaço era dividido por uma mechitza de madeira escura, treliçada, a qual separava a ala masculina da ala feminina, porém ambas situavam-se em um piso único. O Aron Hakodesh e a Bimah ficavam à frente das cadeiras de plástico do setor masculino. As crianças, durante os Shabatot e festividades aproveitavam para brincar no corredor de acesso, sendo que, depois de um tempo, um “brinquedão” colorido foi instalado no jardim, no espaço da frente da casa.

A Revista VejaSP publicou um artigo em setembro de 2009, atualizado dezembro de 2016, que o Rabino Nathan Ruben Silberstein e sua esposa Chani, ortodoxos de linha hassídica, nascidos nos Estados Unidos, chegaram a São Paulo em 1993 e moravam no bairro de Higienópolis. Os filhos frequentavam escolas religiosas em período integral, mas, em casa, só se comunicavam em idish e hebraico. O texto informava, à época, que o Rabino Nathan abriu uma sinagoga em Moema para atrair a comunidade judaica da região e também aqueles que não tiveram educação religiosa. Leia mais em: “Conheça alguns hábitos dos judeus ortodoxos paulistanos. Eles representam 15% da comunidade na capital” Por João Batista Jr. e Sara Duarte Atualizado em 6 dez 2016, 09h09 - Publicado em 18 set 2009   https://vejasp.abril.com.br/cidades/conheca-alguns-habitos-dos-judeus-ortodoxos-paulistanos/

Vocês possuem fotos, histórias, lembranças, documentos sobre a Sinagoga de Moema, ou sobre as diversas comunidades judaicas de São Paulo e suas respectivas sinagogas? Gostariam de escrever um texto, para ser publicado neste blog?

Como escreveu Jaime Roizenblatt,não vamos deixar que essas memórias se apaguem, isso é precioso”!

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terça-feira, 13 de dezembro de 2022

A busca por mais detalhes sobre a Sinagoga da Congregação Religiosa Judaica Kiruv Achim, a Sinagoga de Moema

A busca por informações, dados, fotos, documentos, histórias e memórias relacionadas à Sinagoga da Congregação Religiosa Judaica Kiruv Achim, hoje situada à Av. Angélica permanece. Você frequenta ou frequentou esta sinagoga? Gostaria de compartilhar dados, e detalhes sobre esta sinagoga. Inicialmente situada à Av. Pavão em Moema, mudou-se, depois de alguns anos, para a Rua Inhambu e posteriormente para um edifício de tijolinhos, na Av. Ibirapuera. Aqui vocês podem ver uma foto, de uma das primeiras postagens deste blog, em junho de 2009. A sinagoga, nestes três endereços, adaptou-se às construções existentes.

Relacionada a esta sinagoga, Marcelo Brick  contou, no Facebook, que a  frequentou nos seus vários endereços de Moema (Pavão, Inhambu, Ibirapuera) até seu fechamento/mudança para a Angélica. Completou: “Muita saudades de todos”.

Quanto à comunidade judaica paulista, diversos comentários foram publicados também no Facebook. Veja alguns ainda não compartilhados neste blog:

Sueli Drukier contou que é de Santo André, das famílias Drukier e Kirchenchtejn: “Todos nós, da minha época de criança, conhecemos o shochet, que vinha em casa para que, depois nossa avó pudesse preparar o frango para o Shabat. Lembro bem que ele era baixinho, de barba”. Sim, verdade, meu zayde (avô), era o shochet, baixinho de barba...

Irene Lewinger escreveu sobre a Sinagoga Beit Yaakov da Consolação:Meu casamento foi segundo a ser celebrado, pelo rabino Diesendruk, no dia 6 de Janeiro de 1966. A sinagoga, lindamente decorada, ainda cheirava fortemente a tinha fresca”.

Sara Belz contou: “Meu pai era húngaro, e perdeu toda a sua família no Holocausto nazista na Hungria. Era violinista, na Orquestra do Maestro Leon Kaniefski aqui no Brasil”.

Rosana Frischer perguntou: “Ola, você pesquisa somente sinagogas ou também o desenvolvimento de pequenas comunidades dentro do Brasil? Tenho uma amiga israelense que esta procurando informacao sobre a comunidade no Guaruja, na década de 1950-1960”. Alguém teria mais detalhes?

Beth Nardelli contou que frequenta a C.I.P de São Paulo; Marcos Gil, o Talmu Torah e a Sinagoga da rua Prates também, o avô de Marcos era lituano. Marcia Cytman escreveu: “Sempre frequentei, lado do avô no Bessarabia, e do meu pai, na Rua Prates, origem lituânia”.

Jaques Mendel Rechter compartilhou: “A placa de 1941 que está na Sinagoga do Cambuci precisa ser estudada por idechistas. Em letras do hebraico, reproduz a exata pronuncia do "idiche" abrasileirado. Além de mostrar a versatilidade de tao singular da língua. Por exemplo, foi criada a palavra "vitze" para Vice (Presidente). Os nomes das pessoas também apresentam grafias impressionates em relação à sua pronuncia idish de nomes em português”. Vejam a placa no link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10159326476858687&set=p.10159326476858687&type=3&__cft__[0]=AZWIVZSjvSn-AQZYqxYWTV1I57YEH9ylGJgjX5TQvlxZ2eXjOa6ut6a-AKrp4wCOzV6ULwj65hVXFRkGtB1NggvrykKcgVCf4FTdOhMiThEatd__M8__RIC91xqt0mJTv-WVW5k8LPtH457rOa4YeqE&__tn__=R]-R

E alguns comentários publicados neste Blog, em diferentes postagens:

"A inauguração da Sinagoga de Jundiaí em artigo do jornal da cidade": Eu nasci em Jundiaí, mas moro em Manchester, mas lembro desses sobrenomes! Sou judeu espanhol, Andres Hoelzle”.

Meu nome é Zângara Sasse, adorei o seu blog, tenho informações que meus  antepassados vieram para a colônia Campos Salles por volta de 1900. Estou procurando informações sobre a minha família vinda da alemanha, Meu  Bisavô Julio Sasse Junior - russo de Russpol e minha Bisavó Emilia Lehmann,  alemã de Hamburgo. Poderia me ajudar? Não consigo encontrar informações. Obrigada desde já.
Atenciosamente, Zângara Lourival Sasse” (e-mail foi enviado por meio do gadget Formulário de contato).

Lauro Gandelman escreveu em "A comunidade judaica de Piracicaba": “Minha primeira sinagoga que conheci na vida, pois morávamos em Americana, meus pais e avós frequentavam a Sinagoga de Piracicaba”.

Na postagem "São Carlos, Franca, e suas comunidades judaicas...": “Boa tarde. Sou o autor do livro sobre a comunidade judaica de Franca. Escrever sobre essa comunidade foi muito prazeroso, neste não judeu. Depois de tanto tempo, julgo que, se fosse possível, eu faria correções e acréscimos. Naquela época, não tinha fácil acesso à Internet como hoje. Assim trabalhei exclusivamente com fontes documentais do acervo municipal de Franca. Nada mais que isso. Caso precisem de informações entrem em contato comigo pelo meu e-mail. Grato”.

Sra. Lina Szapiro Sipukow, comentou:Só agora estou lendo esta reportagem, somos de Itu e podemos dar alguns relatos”.

Gerson Cordeiro Saldanha afirmou que os avós, de Catanduva, possuiam “costume judeus”, perdeu o avô com doze anos e a avó com dezenove anos. E completou: “Ela sempre usava lenço na cabeça e falava que era costume da família Cordeiro. Agora que estou entendendo, tenho certeza que eles são judeus, meu avô português de Portugal, família do meu pai, todos falecidos, eu tenho que olhar no documento do meu pai, são falecidos”

Rubens Kutner: “Minha mãe era de Pirajuí, próximo de Bauru. Nasceu em 1931 e, assim como outras famílias, veio para São Paulo com dez anos”.

Soninha Morg:Jacareí também tem comunidade”.

Vocês teriam mais detalhes sobre a Sinagoga de Moema, ou Congregação Religiosa Judaica Kiruv Achim, em seus diversos espaços? Fotos, histórias, lembranças, documentos que queiram compartilhar? Ou sobre a comunidade judaica do Vale do Paraíba, ou sobre as diversas comunidades judaicas de São Paulo e suas respectivas sinagogas? Gostariam de escrever um texto, para ser publicado neste blog?

Vamos resgatar as nossas histórias e preservar o nosso rico patrimônio cultural material e imaterial! Escrevam para mim: myrirs@hotmail.com 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Família Szwarcbart em Santo André

Esta semana fiz um desenho ilustrando meu pai, meus tios e meus avós, no porto, quando da viagem para o Brasil, provenientes da Itália, em 1947. Minha família paterna, Szwarcbart, chegou ao Brasil com passaporte da Cruz Vermelha. Chegaram como apátridas, após a Segunda Guerra Mundial, apesar do meu pai, Maurice, e meu tio, Philippe, terem nascido em Antuérpia, na Bélgica, e minha tia, Rachel, minha bubili (avó) Lea, e meu zaide (avô) Chiel Leib terem nascido na Polônia. Ficaram em quarentena na Ilha das Flores, no Rio de Janeiro, seguindo depois para a cidade de Santo André, em São Paulo, aonde meu avô conduzia as rezas na sinagoga, era shochet e dava aulas de Bar-Mitzvah, idish e hebraico. Meu pai e meus tios organizavam as atividades para jovens, como me comentou uma vez um frequentador da sinagoga daquela época. 

Sra. Sonia Miltzman contou que conheceu meus avós paternos, meu pai e meus tios. E escreveu: “Eles moraram durante muitos anos em Santo André. Seu avô lecionou idish e ensinou Bar-Mitzvah para os meus irmãos Carlos, Jayme e Ruby. Seu avô era uma pessoa querida e muito inteligente. Ele também exercia a atividade de shoichet. A comunidade judaica da minha época tinha muito respeito por seu avô, e toda a sua família. Ele oficiou meu noivado. Eles moraram ali por muitos anos, e seu avô ajudou os frequentadores a manter a tradição judaica. Qualquer dia eu peço para a minha família que mandem uma cópia do documento do meu noivado a você. Quanto a esse aspecto, até minha netinha tem mais protagonismo que eu. A comunidade judaica de Santo André e meus amigos da época nunca o esqueceram”.

Estas informações por parte de sra. Sonia Miltzman foram publicadas logo após a última postagem deste blog, “A comunidade judaica de São Caetano do Sul e sua sinagoga - sr. Isac Gafanovic”. E relacionadas a esta publicação, diversos comentários foram feitos no Facebook, como vemos abaixo:

Sra. Fani Koiffman, com quem já conversei, recebeu esse lindo relato sobre a comunidade judaica de São Caetano do Sul. Ely Waisberg escreveu: “Conheço a sinagoga, membros da comunidade, da qual minha mãe inclusive foi integrante, mas não a história. Muito interessante, Isac. Não tenho historias, mas posso te passar o contato de uma pessoa que poderia compartilhar histórias do shil e escola de Santo André”. Sra. Rosa Kogan comentou: “Lindo, tivemos ótimos momentos, meu filho fez Bar-Mitzvah neste shill há trinta e cinco anos atrás direto do túnel do tempo”. Clara Wajngarten: “Meus avós Israel e Berta Goberstein eram vizinhos de muro da dona Mina Gafanovic, parente de vocês?” Clara Beer enfatizou:Estória linda demais! Esse é o nosso Schill! Clara Wajngarten, eu me lembro deles! Eram muito amigos dos meus pais”. Clara Wajngarten completou: “Claro, em São Caetano. Pode ser na rua Alagoas?” Alzira Adissi também escreveu: “Artur Zimerman, Paula Zimerman Targownik olha a história contada acima. Só pode ser história do seu pai. Lembro que a família era de São Caetano. Mostra para o seu pai. Lembrança boa desse amigo dele”. Artur Zimerman respondeu: “Alzira Adissi obrigado. Já tinha recebido. Bem interessante mesmo”.

Angela Hofnik comentou: “Também tenho boas recordações de São Caetano, onde passei toda a minha infância. O que lembro mais é das festas de Simcha Torah. Adorava”. Diana Skilnik publicou: “História linda! Quantas lembranças maravilhosas. Adorei conhecer sua história”.

Sheila Mermelstein lembrou: “São Caetano, sempre São Caetano. Ótimas recordações de amigos e de famílias queridas. Comunidade sempre muito unida”. Miriam Mermelstein completou:Sheila Mermelstein, a gente não esquece o lugar da infância”. Israel Lahterman fez parte do clubinho: “Isaac se esqueceu de mim...” Lili Artz comentou também: “Clarice Tetner Rosenthal, quantas memórias maravilhosas daquela época!!”

Pelo messenger, Amanda Sitchin Schwartzmann deixou uma mensagem: “Só pra falar que um primo meu de terceiro grau dos EUA, que eu não sabia que existia, me achou por causa do seu site. Ele pesquisou a cidade dos bisavôs dele e o sobrenome e encontrou seu site... aí entrou em contato comigo. Achei super legal!”

Vocês teriam mais detalhes sobre as sinagogas e comunidades judaicas de São Paulo? Conectaram-se com familiares que não conheciam, através destas publicações feitas no Blog e nas redes sociais? Possuem fotos, histórias, lembranças, documentos que queiram compartilhar? Gostariam de escrever um texto, para ser publicado neste blog?

Vamos resgatar as nossas histórias e preservar o nosso rico patrimônio cultural material e imaterial! Escrevam para mim: myrirs@hotmail.com