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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

“Lançamento da Pedra Fundamental”-Sinagoga Beith Itzchak Elchonon



A sede da Sinagoga Religiosa Israelita Beith Itzchak Elchonon situada à Rua Prates, 706, foi inaugurada em 1957, como informado no post anterior.

Com projeto de “Sznelwar e Raw”, como vemos, ao lado, na foto da maquete, o “Lançamento da Pedra Fundamental” ocorreu em 29 de janeiro de 1956, 16 de Shvat de 5716. Nas fotos, que constam de um álbum da sinagoga, podemos ver a solenidade com a presença da comunidade. Antes da inauguração, as rezas e reuniões aconteciam na casa do Rabino Valt, que ficava quase ao lado da atual padaria SanRemo, também na Rua Prates. Esta informação foi fornecida pelo sr. Isaac, frequentador da sinagoga, ao Gilson Suckeveris.

Paulo Valadares encaminhou dados por e-mail relativo ao sr. Henrique Suckeveris, citado na publicação anterior, ou Naftalis-Hercas Suckeveriene, de acordo com a Ficha Consular de Qualificação, da seção consular de Helsinki, de 5 de julho de 1939. 

Nascido em Germanskis, nacionalidade lituana, desembarcou em Santos em 15 de agosto de 1939, da embarcação Highland Patriot. Fixou residência à Rua Silva Pinto de acordo com tal documento. Paulo Valadares informa que o navio que o Sr. Henrique chegou no Brasil foi afundado perto de Glasgow em 1940.

Através de diversos comentários feitos no Facebook, com a participação de familiares frequentadores desta sinagoga e e-mails encaminhados a mim é possível conhecer um pouco mais sobre a história do Litvischer Shil.  


Sr. Saul Sotnik contou que fez Bar-Mitzvah neste shil e o avô, sr. David Fligel Z´L, foi um dos fundadores. Paula Shafirovits Goldfarb comentou que a família frequentava e sra. Lea Burdman informou que tem fotos do próprio casamento nesta sinagoga. Já Marcia Cytman escreveu: “Saudades, meu pai Z´L frequentava esta sinagoga dia-a-dia.”

Daniel Sirota marcou, em seu comentário, Denis Duhovni e contou: “Nossos avós/bisavós foram fundadores e o Valdo Duhovni frequenta até hoje. Por sua vez, Sueli Miriam Duhovni comentou: “Meu marido frequenta sempre.


Beti Chertman escreveu: “Meu pai, Isaac Diamandi, frequentava. Saudades...Meus tios Bolik Diamandi e Jaime Lewin. Meu irmão Ari Diamandi ainda reza lá...” Pricila Kahan Heliszkowski lembrou: “Litfiche shil”.

Marta Hepner Tkacz também contou: “O avo do meu marido foi um dos fundadores. Vou ver se meu marido tem algum documento”. E André Leibl lembrou: “Meu filho fez Bar-Mitvzvah lá. Boas lembranças!

No próximo post divulgarei um pouco mais os comentários e textos recebidos! E você, fez ou faz parte desta sinagoga? Gostaria de divulgar alguma história ou compartilhar memórias? Participe você também!!!

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Visita à Beith Hacknesset “Rabi Itzchak Elchonon” - Litvischer Schul



Hoje, 16 de novembro de 2018, David Carlessi e eu estivemos na Sinagoga da Rua Prates, Beith Hacknesset “Rabi Itzchak Elchonon”, Litvischer Schul, que permanece ativa, realizando Cabalót Shabat, Shacharit/Mussaf/Mincha Shabat, comentários das Parashiót e também minianim diários...

Fomos recebidos por Gilson Suckeveris, que nos contou um pouco sobre sua família paterna, de origem lituana e a materna, polonesa, e também sobre esta sinagoga. O pai, sr. Henrique (Naftali Hersz), o mais velho dos irmãos, chegou sozinho ao Brasil, aos 18 anos, em 1939, na cidade de São Sebastião, seguindo posteriormente para São Paulo. A família chegou um período depois. No Bom Retiro, morou à R. Anhanguera, trabalhando inicialmente como mascate e, depois, como comerciante, com uma loja à Rua Jose Paulino. 

Estudou desenho no Liceu de Artes e Oficios, tocava flauta e era artista habilidoso em madeira e pintura. Alguns quadros seus, inclusive, estão expostos no salão de festas da sinagoga. Sr. Henrique muitas vezes conduzia a reza, pois a sinagoga não possuía, e não possui, um rabino fixo.

Visitamos a sinagoga. O piso inferior, um lance abaixo da entrada da rua e destinado ao salão de festas, possui ao fundo o antigo Aron Hakodesh, entalhado em madeira, (provavelmente pelo sr. Henrique), e a Bimah à frente. Como nas outras sinagogas, os 2 leões, na parte superior do Aron Hakodesh, ladeiam as Luchót Habrit. As Torót, em seu interior, estão muito bem conservadas. E diversos objetos como “cós yain”, recipientes de bessamim, candelabros, permanecem guardados em um armário, juntamente com os livros de reza. Hoje em dia, neste espaço, realizam-se os almoços de Shabat e o Kidush.

Um lance de escadas acima da entrada da sinagoga, chega-se à ala masculina. 

Um corredor central, coberto por um tapete azul e ladeado, em ambos os lados, por bancos de madeira semelhantes às diversas sinagogas ashkenazim de São Paulo, da mesma época de construção, conduz à Bimah e ao Aron Hakodesh coberto por paróchet branca. Os leões desenhados na parede superior também ladeiam, aqui, as Luchót Habrit e o Keter acima destas. Os bancos mantêm, ainda hoje, as plaquinhas com nomes fixas em seus encostos. Placas com “Ner Zikarón” estão afixadas próximas à entrada deste piso, em homenagem aos antigos frequentadores.

No segundo piso da sinagoga situa-se a galeria feminina. Os mesmos bancos em madeira, as plaquinhas fixas nestes, e uma mureta que possibilita que as mulherese acompanhem as cerimônias compõem este espaço.

Esta sinagoga, projeto de “Sznelwar e Raw”, é parte da história da comunidade judaica, e vem mantendo a tradição, de geração em geração.

Você faz parte desta história? Frequenta ou frequentou esta sinagoga?
Como era a sinagoga, antes de 1957? Em qual local reuniam-se? Gostaria de compartilhar suas memórias, histórias, fotos, documentos?

Conte, compartilhe, esta é uma pesquisa e estudo colaborativo...deixe seu comentário aqui ou envie e-mail para myrirs@hotmail.com

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Sinagoga Knesset Israel em documentos do Acervo do Arquivo Histórico Municipal de São Paulo


 Os documentos originais aqui apresentados pertencem ao
Acervo do Arquivo Histórico Municipal  
Secretaria Municipal de Cultura 
Prefeitura do Município de São Paulo
Compartilhamento por terceiros não autorizado

O Arquivo Histórico Municipal, da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Municipio de São Paulo, possui documentos relacionados à Sinagoga Knesset Israel. 

Estes documentos nos mostram a solicitação datada de 26 de dezembro de 1916, do sr. Adelardo Soares Caiuby, ao Exmo. Sr. Dr. Prefeito de São Paulo, que “devidamente autorizado pela Directoria do Centro Israelita de São Paulo”  vem requerer a aprovação do projeto da sua sinagoga no terreno da Rua Capitão Matarazzo, 18 e seja concedido o respecitivo alvará de licença depois de pagos os devidos emolumentos...

Podemos verificar também o informe do Tesouro Municipal de São Paulo para o pagamento da taxa dos emolumento, também em dezembro de 1916. 

  Os documentos originais aqui apresentados pertencem ao
Acervo do Arquivo Histórico Municipal
Secretaria Municipal de Cultura 

Prefeitura do Município de São Paulo
Compartilhamento por terceiros não autorizado
O memorial descritivo da construção é detalhado, apontando alvenaria em tijolo, revestimento de reboco com cal e areia, soalho e vigamento em peroba, esquadrias da porta de entrada em Cabreúva e demais em pinho de riga, degraus das escadas externas em mármore. 

Em nota, há uma observação que este edifício destinava-se exclusivamente a servir de templo da religião israelita. A Prefeitura na ocasião retornou com observações à solicitação de aprovação e a detalhes do memorial descritivo, sendo alguns detalhes esclarecidos e outros alterados, até janeiro de 1917. 

Nesta postagem podemos ver também as plantas do edifício da sinagoga. A partir desta consulta realizada no Arquivo Histórico Municipal, retifico o nome que havia postado anteriormente: neste arquivo consta o nome do sr. Adelardo Soares Caiuby...

Fica registrado que os documentos originais aqui citados e apresentados pertencem ao Arquivo Histórico Municipal, da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Município de São Paulo, e não podem ser compartilhados por terceiros em nenhuma hipótese...

Divulgo também alguns comentários postados no Facebook relativos ao já publicado sobre a Sinagoga Knesset Israel:

Em “Thora, Judaismo e Sionismo”, Abrao Segal perguntou se ainda tem "Minian" nesssa sinagoga. Carlos Dimant Chone Zelik informou que sim, tem "Minian"...Rezam todos dias. Abrao Segal ficou feliz em saber que o Ten Yad esta la. E completou: “Assim sei que os fundadores (Z"L) estão contentes. Pois a sinagoga nao está vazia”. Artur Wasserfirer contou que fez seu bar mitzva nesta sinagoga...rezou com pai e o professor de idish e Tora também... Delcides S. Bim escreveu: “Ai esta o orgulho do povo Judeu”.

Já em “Memórias Paulistanas” Onélia Eugênia Valdir comentou:” Maravilhosa!Fotos lindas!Lugar sagrado”. E Waldemar M. Blanco Filho também escreveu: “Lindas fotos e narrativa”. Arlete Santiago Maia  Antonio Ambrosio Francisco Kluwen e Izer Budet compartilharam uma das publicações sobre esta sinagoga... 

E você, qual sinagoga frequenta ou frequentou no Bom Retiro? Conte um pouco suas lembranças, compartilhe suas memórias, fotos e documentos! Vamos preservar nossa história, da comunidade judaica em São Paulo e as sinagogas da cidade... Este blog é colaborativo e você também pode participar!!! Aguardo sua participação e até a próxima...