quarta-feira, 20 de maio de 2020

Bauru, Marília e demais comunidades judaicas do interior paulista

http://www.igc.sp.gov.br/produtos/mapas_rad41d.html?

que Bauru conta com uma pequena coletividade judaica e há notícias de judeus residentes no município desde o início do século XX, imigrantes da Rússia e Polônia, da Bulgária e Itália. Dados do IBGE, dos Recenseamentos realizados no século XX registraram a presença judaica no município... 

Já no site https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%ADlia#_Judaica, página também da Wikipédia, mas com dados sobre Marília, há a informação de que a comunidade judaica que se formou neste local é basicamente advinda do Leste Europeu, nas diversas levas migratórias judaicas para o Brasil, desde o início do século XX. Dedicaram-se sobretudo ao comércio e trabalharam como mascates. Lemos neste site que “os Knobel chegaram a Marília nos anos 1930, devido ao forte antissemitismo que assolava a Polônia...Atualmente existe em Marília, entre as avenidas 9 de Julho e Sampaio Vidal um edifício chamado Benjamin Knobel; Benjamin (Bencjon) era um dos jovens judeus que chegou à cidade com seu irmão Abraham em 1936...Participavam das cerimônias religiosas na sinagoga do Rabino Singal, que atraía os judeus de toda a região. Além dos Knobel, famílias como os Fridman, os Kopelman, os Oksman, os Speiter, os Zatyrco, os Zaterca, os Beznos, os Tigel, os Klepacz e os Singal, faziam parte da comunidade judaica estabelecida em Marília... Filho do senhor Abraham e sobrinho de Benjamin Knobel, Dr. Elias Knobel nasceu em Marília em 1943...” 

Conversei com sra. Eva Litvak Vaie no dia 18 de maio de 2020. Sra. Eva contou que nasceu em Bauru e morou na cidade até 1964. Seu pai, sr. Jacob Litvak, nasceu na Bessarábia, migrou inicialmente para a Argentina, mudou-se para a cidade de Recife e posteriormente para Bauru. Sra. Keila, mãe de sra. Eva, nasceu na Ucrania e chegou ao Brasil com 3 anos de idade. A família, inicialmente morou no Rio de Janeiro e posteriormente para Jacutinga. A mãe da sra. Keila faleceu aos 33 anos, no parto de seu 3. Filho. Viúvo, o pai preocupando-se com a educação das 2 filhas, matriculou-as no Mackenzie, que à época era um internato. Sra. Keila formou-se em secretariado, trabalhou em grandes empresas, recebendo inclusive prêmio da Cultua Inglesa. Ao casar-se com sr. Jacob, foi morar em Bauru. Sra. Eva comentou que não havia educação judaica formal na cidade e a comunidade era formada por aproximadamente 35/40 famílias. As festas judaicas eram comemoradas na sinagoga. 

Lembra-se principalmente de Rosh Hashana e de Simcha Torah, quando as crianças dançavam com bandeirinhas de Israel, com maça e uma vela nas pontas...Comentou que na sinagoga os espaços, tanto para os homens como para as mulheres, eram amplos, assim como o pátio onde as crianças brincavam. Contou que não havia um rabino na sinagoga, mas se recorda do Munkatcher Rebe, que vinha de São Paulo para Bauru em ocasiões como no Brit-Milá de seus irmãos mais novos. Recebi um e-mail de Moris Litvak em 13 de agosto de 2020, em que contou:  Nasci em Bauru em 1953 e residimos lá até 1966.  Tenho uma irmã, Eva Litvak Vaie e um irmão Aron Samuel Litvak. Meu pai, Jacob Litvak era casado com a (minha mãe) Keila Litvak e tinha 4 irmãos: Natan casado com Anita.  Tiveram um filho, Marcos. Fanny casada com Hersh Coifman.  Tiveram uma filha Estela Sonia, casada com Leib Zimerfeld tiveram 2 filhos, Marcos e Sara. E uma terceira Irmã, Rosa, que morava em Limeira. Meu primo Marcos Zimerfeld mora em SP, e tenho contato com ele.  Além de ter muita coisa na memória, ele tem muitas fotos também.  Se você quiser, me avise, pois tenho contato com ele. Segue uma foto que tenho, se você quiser, pode publicar no blog. Em primeiro plano, do lado direito está o meu irmão Aron, meu pai, eu deitado na mesa.... e minha mãe. Podemos trocar algumas outras informações que você desejar”.

Os comentários no Facebook continuam, o que contribui muito na coleta de dados para este estudo. Na página do Guisheft Vendas e Anuncios, Cesar Becalel Waisberg contou: “Mudamos para Bauru em 2005, não fazemos parte das famílias de lá e sabemos muito pouco da história da comunidade.” A família de Cesar, porém, fez parte da comunidade judaica de Marília. E completou: “Vou ver com minha mãe...” Sra. Sara Liba Korn, tia de Cesar, comentou:Cesar Becalel Waisberg, as suas origens fazem parte da comunidade de Marília, cidade que é muito próxima”. Ao ser questionada, avisou que sabe algumas coisas sobre a história em Marília, pois tinha somente 4 anos quando saíram de lá. E completou: “E quem pode te contar tudo a respeito é o Dr. Elias Knobel. Ele tem muita coisa documentada”.

Malvina Waisberg irmã de Cesar Becalel Waisberg escreveu: “Minha mãe é de Marília! Meu tio Schlioma Zaterka, api do meu primo Cesar, deve saber bem, e com relação a Bauru, acho que a Pécia Brez pode ajudar”.

Sergio Broner também contou que é de Marília, e que até a metade da década de 1960 havia judeus morando por lá: “Uma pequena parcela de uma comunidade de mais ou menos 40 famílias de judeus provenientes da Europa, e que chegaram por volta dos anos 1930 para trabalhar na cafeicultura e outros para o comércio local”.

Na página do Facebook, Jewish Brasil, Luiz Fernando Chimanovitch comentou: “Meus avos moraram em São Carlos até 1962. Não tenho informações sobre a comunidade além da carteirinha de sócio do meu avô, do clube Bela Vista, o qual o símbolo era uma Magen David. Eu vou procurar isso e te mandar sim, e perguntar a minha mãe se ela lembra de qualquer coisa...”

Já em Sinagogas em São Paulo, Sandro Libeskind escreveu: “Meus avós estavam juntamente com meu pai nessa foto de Bauru !!! Samuel Sirota, Rosa Sirota e meu pai Naou Sirota!!! Lembranças do meu avô Samuel Sirota na sinagoga próxima a avenida Celso Garcia, no Tatuapé. Em conversa com minha mãe, Marina Libeskind Sirota, ela me contou que ele foi chazan na sinagoga de Bauru...” 

Ao divulgar informações sobre a Sinagoga de São Miguel Paulista (https://artejudaicasaopaulo.blogspot.com/2017/11/sinagoga-de-sao-miguel-paulista.html ) , Daniel Scaba contou que o sogro, sr. Nehemias Singal, um dos fundadores daquela sinagoga, morou em Marília anteriormente. De origem polonesa e naturalizado brasileiro, adorava tocar violino, era muito religioso e tocava shofar na sinagoga.  Foi comerciante em São Miguel, e depois mudou-se para o Bom Retiro. Daniel havia contado: “No Bom Retiro, foi o principal chazan da Sinagoga Luso Brasileira, na rua da Graça”. Sr. Nehemias Singal era casado com Sra. Clara Shuster, natural de Pernambuco, e tiveram 7 filhos. Sr. Nehemias era filho de sr. Ruvin Dov Singal, Ruwin Ber Singal, rabino da Sinagoga de Marília.

Alguém teria alguma informação sobre a comunidade judaica da cidade? Você ou sua família fez parte desta comunidade? Havia uma sinagoga em Marília ou reuniam-se na casa de alguém? Você possui fotos, documentos, histórias para contar? Sua família fez parte de alguma comunidade judaica do interior paulista, como Sorocaba, Itu, Bauru, Marília, Barretos, Araraquara, Piracicaba, São Carlos, Franca, Catanduva? Ou fez parte da comunidade judaica de alguma outra cidade? Então escreva para mim! Encaminhe um e-mail para myrirs@hotmail.com


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Vocês fizeram parte da comunidade judaica de Bauru, de Sorocaba, de alguma outra cidade do interior paulista ou da capital de São Paulo?

Jankiel Brez :"Meus avós
David e Firmina Tcherniakovsky"

Vocês fizeram parte das comunidade judaica e da sinagoga de Bauru? E de Sorocaba, Marília, Franca, Catanduva, de alguma outra cidade do interior paulista, ou da capital de São Paulo? Frequentaram a sinagoga de alguma destas cidades? Quais suas lembranças, suas memórias, suas raízes? Possuem fotos, documentos, histórias? Gostariam de compartilhá-las?

As informações e dados que tenho reunido, há anos, relacionados à pesquisa e estudo sobre as “Sinagogas em São Paulo” estão sendo divulgados não só no blog que escrevo, mas também no site que edito, assim como nas redes sociais Instagram @sinagogasemsaopaulo, e Facebook. Dêem uma olhada em https://artejudaicasaopaulo.blogspot.com/ e https://sinagogasemsaopaulo.wordpress.com/  

Aqui, compartilho alguns comentários postados no Facebook relacionados à comunidade judaica de Bauru. Foram divulgados em páginas como Guisheft Anúncios e Vendas, Pletzale, Jews, Rubin Editores, Arti-Sion, Zeladores do Patrimônio Histórico, entre outras mais, assim como nas mensagens enviadas para o messenger e para meu e-mail...

Jankiel Brez:
 "Minha mae Pecia Brez"
Newton Peissahk Manczyk escreveu, em relação à foto de uma festa na sinagoga de Bauru, e que aqui divulgo novamente: “Nina Gelcer acho que seu Max e sra. Keyla estão na foto. Qualquer coisa, manda fotos para a Myriam Szwarcbart. Meus pais moraram em Bauru um pouco antes de eu nascer em Araraquara em 1959, e lá fizeram amizade principalmente com o Sr. Max, que tinha uma loja de móveis e a Sra Keyla, avós de Fred, Jaime e Nina Gelcer, que são como irmãos nossos.  Ficamos pouco tempo e fomos para Birigui e depois para Cruz Alta - RS onde tinha algumas famílias e posteriormente Londrina, com apenas 3 famílias judaicas. Em1974 viemos para São Paulo. Em Cruz Alta tinha sinagoga. Meus pais, em Cruz Alta, 1964 ano fatídico, no golpe, os militares invadiram a fábrica da Anderson Clayton, onde meu pai era superintendente e onde morávamos...com tanques e blindados. Fui preso no galinheiro pelos meus irmãos como Jango. Acho que, com anos, me tornei esquerdista. Na foto que divulgo, aparecem meus avós, que nasceram em Gombim, na Polonia, em nossa casa em Londrina 1970...”

Nina Gelcer respondeu: “Newton Peissahk Manczyk, achei somente meu avó Max nesta foto”. Pelo Messenger, Nina Gelcer comentou: “Muito legal rever as histórias de Bauru. Meu avô Max está na última fila, em pé, perto de uma pessoa de terno claro. 
Deby Zitman
 "Meu pai Isaac Tcherniacovski,
e meu tio Naum Tcherniakowski zl"

Ele é o senhor de óculos, perto do sr. Manuel e dona Clara. Minha avó Clara não está nesta foto. Lembro de algumas pessoas desta foto. Saí de Bauru quando tinha 6 ou 7 anos. Na foto lembro dos casais que estão sentados da esquerda para direita: Sr. Davi e sra. Fermina, sra. Julieta e sr. Jaime, o próximo casal não lembro, sra. Rosa e sr. Samuel”.
Jaime Gelcer contou: “Conheci muitos desta foto. Conheci vários membros da família Litvak, em Bauru. Se bem me lembro alguns: Marcos, Aaron, Moris....”

Eva Litvak Vaie também escreveu: “Jaime Gelcer, eu também. Vou procurar fotos, e te aviso. Nasci em Bauru.... passou um filme na minha cabeça. E “marcou” algumas pessoas: Jane Feldman, Pécia Brez , lembro de você...vamos nos falar, e quem sabe nos encontrar após essa quarentena. Moramos até 1964”.

Daniel Milner indicou Cesar Becalel Waisberg, que comentou: “Não existe mais, poucas famílias da comunidade por lá. Mudamos para Bauru em 2005, não fazemos parte das famílias de lá, e sabemos muito pouco da história da comunidade em Bauru. Porém Sara Liba Korn  enfatizou: “mas as suas origens fazem parte da comunidade de Marília, cidade que é muito próxima...”

Sheila Tabajuihanski: "Meus avós,
 pais do meu pai,
Luiz Tabajuihansky,
 Ida e Mauricio Tabajuihansky"
Cintia Fridman indicou Pecia Brez, Enia Brez, Jankiel Brez... E Arnon Thalenberg indicou Sergio. Clarice Ramuth comentou: “Maravilha”.

E sra. Pécia Brez contou: “Esta foto que estão meus tios, eu sou a mais alta das meninas que estão na frente. Veja que gracinha que eu era. Cintia Fridman, acho q sim, tenho fotos, preciso ver lá em casa. A Malke está do meu lado de roupa clara. Esta foto foi tirada na sinagoga, foram as Bodas de Prata da tia Rosa e tio Samuel. Eva Litvak Vaie, eu também lembro de todos vocês. Bons tempos em Bauru”.

Jankiel Brez avisou Abrão H. Zatz: “Olha que legal!!! Minha mãe Pécia Brez. Meus avós David e Firmina Tcherniakovsky...”

Sheila Tabajuihanski lembrou: “Esses dois senhores são meus avós, pais do meu pai Luiz Tabajuihansky. Ida e Mauricio Tabajuihansky.  Pécia Brez já te reconheci, bem na frente do meu zeide. Vejam essa foto... Claudio Gawendo, Mauro Bezborodco, Tali Tamir, Gabriel TabajuihanskiRafael Tabajuihanski, Bruno Tabajuihanski. Vejam uma foto histórica dos bisavos Ida e Mauricio Tabajuihanski, pais do vovô Luiz. Jairo Tcherniakovsky, meu avô esse senhor careca, como meu.pai, era irmão da tia Fermina, sua avó...”


Claudio Gawendo também indicou Mauricio Gawendo, e Aline Maluf Palombo Gawendo. “Nossos avós Maurício e Ida Tavajhansky, não conheci o zeide faleceu antes de eu nascer...”

Jairo Tcherniakovsky lembrou-se também: “Meus avós David e Firmina estão nessa foto. Que máximo!!! Marcos Tcherniakovsky, Sergio Tcherniakovsky, Riva Slama”. E, por e-mail, Jairo Tcherniakovsky escreveu: “Meu pai, Naum, nasceu em Erechim e depois viveu em Bauru, onde fez faculdade, se casou e morou. Somos parentes da família Bichulski. Adorei ver sua matéria. Tenho impressão de sermos parentes da Sra. Ides Rywa Czerniakowski. Muita semelhança com nossa família”.      
      
E Deby Zitman: “ Jairo Tcherniakovsky, uau incrivel! Olha eles ai!😉❤ Sheila Tabajuihanski eles eram parecidos!”

Claudia Schalka contou: “Reconheci muitos tios e primos meus do lado materno, familia Zatz, que, de acordo com que minha mãe me contou, várias festas judaicas foram festejadas na casa do meu avô Adolfo Zatz. Histórias não tenho muitas, mas fotos acho que sim. Falarei com meus primos, que aparecem na foto, pois com certeza eles tem histórias e muiito mais lembranças, pois viveram lá. Já eu, só tenho lembranças do que a minha mãe me contou. Por gentileza como faço para, caso eles estejam interessados, possam entrar em contato com você! Obrigada”.

Persio Per elogiou este trabalho: “Parabéns pelo seu trabalho. Muito bom!!”

Na minha página do Facebook temos Miriam Havillio: “Você sabe me dizer se existe alguma sinagoga na cidade de Bauru??? Adoro Bauru (cidade linda) e como vou muito para lá, por isso perguntei...Obrigada pelo retorno”. Enia Brez respondeu: “Miriam Havillio, meu nome é Enia Brez, moro em Bauru, e atualmente não há sinagoga em Bauru...”

Betti Epelbaum enfatizou: “Aos poucos você está descobrindo vestígios judaicos ...parabéns....” Paulina Kogan escreveu: “Muito bom teu trabalho. Parabéns”. Maria Lucia Sophia Pasquini também comentou: “Que vibrante relato!!!” Assim como Eva Litvak Vaie deixou este comentário novamente: “Parabéns pelo trabalho. Nasci em Bauru... gostaria de conversar com você”. Vamos conversar...

Ivo Kauffman contou que a placa da Sinagoga de Bauru permanece na Sinagoga Talmud Thora, e depois da quarentena poderá fotografá-la...

Ides Rywa Czerniakowski, com quem conversei, comentou: “Quero muito saber tudo sobre a Sinagoga de Bauru! Tenho lembranças dos meus pais, da minha infância. Eu morei em Bauru até 1959. Eva Litvak Vaie acho então que convivemos na nossa infância. Estudei no Cursos Brasil da d Gilda. Belíssimo texto Miriam. Fiquei muito feliz! Assim vamos deixar viva a lembrança desta comunidade. Mauro Bezborodco que bom que te trouxe boas lembranças!”

Mauro Bezborodco também contou: “Sheila Tabajuihanski, conhecia várias pessoas desta foto. Fui várias vezes nesta sinagoga de Bauru quando pequeno. Estive várias vezes, quando garoto nesta sinagoga na cidade de Bauru. Esta foto me traz grandes recordações. Nesta foto aparecem os meus avós maternos: Ida e Maurício Tavajhanski, a Tia Julieta e seu marido Jayme Bichusky, a tia Firmina seu marido David Tchaniakovski, com seus filhos Naum,Isaac, Samuel, Ida e Pecia. Pessoas que eu conheci mas não me recordo do sobrenome. Da. Keila , Sr. Max ...Não posso esquecer da tia Rosa (irmã do meu avô Maurício) e seu marido Samuel Sirota (ele era o Chazan da sinagoga), com seus filhos Naum e Ester Malke”.

Com estes comentários acima faço a sugestão: Podemos, depois da quarentena, e caso queiram, marcar um encontro, uma roda de conversa quem sabe, para contarem e relembrarem a comunidade de Bauru, a sinagoga, e trazerem fotos...O que acham????

terça-feira, 12 de maio de 2020

Memórias da comunidade judaica de Sorocaba


O Prof. Jaime Pinsky, Doutor e Livre-Docente pela USP, e diretor da Editora Contexto, nasceu e cresceu em Sorocaba. Conversamos no início de maio de 2020, quando Prof. Jaime relatou alguns detalhes sobre a comunidade judaica da cidade, na época em que a sinagoga da R. D. Pedro II ainda estava ativa. Filho de sra. Luiza e sr. Abrão, e irmão de Cecília, Moisés e Isaac, Prof. Jaime apresentou a questão de como a comunidade conseguiu se manter coesa e quais eram os valores desta, considerando que na cidade não havia uma escola judaica de educação formal, nem um cemitério judaico. Comentou sobre o papel que a sinagoga exerceu neste caso, mas enfatizou a importância do grupo feminino da comunidade judaica de Sorocaba na organização desta. Este grupo, sempre presente, era responsável pelas festas, eventos e festividades (exceto na condução das rezas), e mantinha a união da comunidade. O grupo fazia parte, também, da entidade Wizo.

Professor Jaime morou em Israel no ano de 1962 e, ao voltar a Sorocaba, foi professor de hebraico em 4 “turmas” de idades variadas, inclusive para as senhoras. Lembrou-se da sinagoga, que ocupava, no dia-a-dia uma sala pequena, e um amplo salão em Rosh Hashana e Yom Kipur. O espaço do salão da sinagoga, durante o ano, era ocupado de forma laica, nas reuniões e festas diversas que ocorriam, nas atividades dos jovens e crianças, o que demonstra, de alguma maneira, como o tradicional/religioso pôde lidar com o moderno. Isto também ficou evidente quando da fundação da sinagoga e início de sua construção, nos anos 1950, somente 5 anos após o final da Segunda Guerra Mundial. Muitos dos sobreviventes do Holocausto chegaram ao Brasil, alguns rumaram para Sorocaba, desesperançados, em busca de familiares. Chegaram em um momento onde a comunidade judaica da cidade já estava estabelecida e integrada, de alguma forma, à sociedade como um todo, há um bom tempo. Estes imigrantes exerceram um papel de resgate e, também, de recordação das tradições, uma lembrança para a comunidade judaica de que eles “precisavam se resguardar”, se manter unidos como uma comunidade, não perdendo a sua identidade. O mesmo ocorreu no momento da Proclamação de Independência do Estado de Israel, em 1948, reforçando a necessidades de todos se manterem como grupo.

Prof. Jaime apresenta, em alguns de seus artigos do site http://www.jaimepinsky.com.br/ , situações ocorridas em sua família, em Sorocaba, como em “Meu primeiro feijão”: “... Na casa dos meus pais, em Sorocaba, havia feijão com arroz, quase todos os dias. A exceção era nos finais de semana, aos sábados, um prático arroz de forno e aos domingos um eclético macarrão com frango. Como meus pais pertenciam a famílias judaicas da Europa Oriental, eu me perguntava como é que nossas refeições tinham um perfil tão brasileiro...” 

Para conhecer um pouco mais sobre a origem da família, vejam o texto “Uma família como muitas outras” (Correio Braziliense): “Há 90 anos, no dia 28 de março de 1927, aportava Rio de Janeiro o navio Mosella, de bandeira francesa, pertencente à Companhia Sud Atlantique...” 


Em relação à Sorocaba, a Enciclopédia Judaica (vol.3, pag.1118, Ed. Tradição S.A., 1967, Rio de Janeiro) reforça algumas informações já disponibilizadas: “Sociedade Israelita Brasileira de Sorocaba (Sã Paulo). Nesse centro comunitário, com sede na Rua D. Pedro II, 56, os judeus sorocabanos encontram um local adequado para a manutenção dos laços tradicionais. Aí funciona a Escola Israelita Brasileira de Sorocaba.” Alguém tem alguma informação sobre esta escola? Existia com este nome?

Você ou sua família faz ou fez parte das comunidades judaicas da cidade de São Paulo ou do interior paulista? Alguma memória sobre as sinagogas das cidades do Estado de São Paulo? Possui fotos, documentos, histórias a compartilhar? Escreva para myrirs@hotmail.com .

sexta-feira, 8 de maio de 2020

A comunidade judaica de Bauru e sua sinagoga

Comunidade judaica de Bauru
quem você reconhece nesta foto?

A partir da publicação anterior sobre a comunidade judaica de Bauru, sra. Ides Rywa Czerniakowski deixou uma mensagem no Facebook, informando que morou naquela cidade até 1959. Conversei pelo telefone com sra. Ides, que contou um pouco sobre suas lembranças da infância nesta cidade:

Sr. Mot´l, pai de sra. Ides, esteve em Auschwitz. Depois da Guerra, chegando ao Brasil, rumou para Erechim (RS). Em busca de trabalho, sr.Mot´l e o irmão seguiram para Bauru, cidade em crescimento, e que se comentava haver “oportunidades de emprego”. 


Comunidade judaica de Bauru
A mãe de sra. Ides, sra. Fany, residia na cidade de São Paulo. Depois de casados foram morar em Bauru. Grávida, a mãe de sra. Ides veio a São Paulo para dar à luz, retornando a Bauru pouco depois.

Em relação à comunidade judaica da cidade, sra. Ides comentou que era composta por 40 famílias mais ou menos. Todas se davam bem, se reuniam nas festividades judaicas. Porém, não se lembra de ter passado as Grandes Festas em Bauru, pois vinham a São Paulo nestas ocasiões, onde morava a família da mãe. Comentou também que foi o pai quem buscou o local para a sinagoga, e acredita que as famílias compraram uma casa já pronta, e não um terreno, nos anos de 1955. 

sr. Mot´l e sra. Fany Czerniakowski
Em 1959 vieram para São Paulo, quando o pai adoeceu (já saíra de Auschwitz com problemas de saúde), falecendo em seguida. A partir de então, sra. Ides, ainda criança, e a mãe permaneceram em São Paulo. Contou que, até 6 anos atrás, a fachada da casa, onde esteve situada a sinagoga, permanecia com as mesmas características, apesar de estar ocupada como residência. Hoje, pelo que sabe, reformas já foram feitas... Depois da venda do edifício da sinagoga enfatizou que o valor arrecadado foi doado para a Sinagoga Talmud Torah...onde havia uma placa com os nomes dos frequentadores da Sinagoga de Bauru. Alguém saberia dizer se esta placa permanece em alguma das paredes da Sinagoga Talmud Torah?

Sra. Ides encaminhou-me fotos das festas que aconteceram na sinagoga naquela época...e aqui compartilho, com a autorização da sra. Ides...E sra. Esther Sirotá adicionou o comentário: "A primeira foto é das Bodas de Prata dos meus pais, como lhe disse, ali as festas da comunidade eram realizadas, e também as religiosas. Tivemos até casamentos. Vou falar os nomes das famílias de Bauru, neste ano da foto, maoi/1956, e que nã falei naquele dia...Abrão Rachefski, Alexandre Gindler,  Mauricio Tavajnianski, Pedro Wasserman, Manoel Mcksik, Eugenio Fridman, Mot´l Czerniakowski. na terceira fila um pouco à esquerda estão os pais da Paulina, José e Rachel Crochik". E completou: "Minha prima Pécia vai lhe ligar".

Como já comentado, algumas famílias judias provenientes da Europa, instalaram-se no sul do Brasil, nas “Colônias do Br. Hirsch”, e mais tarde seguiram para o interior paulista.

Em busca de mais informações, consultei o livro “Memórias da Colônia e Quatro Irmãos”, de Marcos Feldman (Ed. Maayanot, 2003). Sr. Marcos nasceu na Colônia de Quatro Irmãos, em uma família de imigrantes russos. Aos 13 anos, mudou-se para Bauru, voltou à Colônia de Quatro irmãos aos 26, onde conheceu sra. Guilhermina Agranionik e com quem se casou. Retornou, posteriormente, a Bauru. Em 1960 mudaram-se para Santo André e, depois, para São Paulo. Trabalhou durante a sua vida como comerciante. Neste mesmo livro vemos o relato sobre sr. Aron Feldman, também nascido em Quatro Irmãos (Erechim, RS). Com seus pais e irmãos mudaram-se para Bauru, local onde o tio, sr. Guilherme Feldman, “estava se dando bem”, uma “cidade promissora, encontro das ferrovias Paulista, Noroeste e Sorocabana”.

Você morou, ou ainda mora, em Bauru? Frequentou a sinagoga da cidade? Quais suas lembranças sobre a comunidade judaica da cidade? Participe contando suas memórias, suas raízes, enviando fotos, documentos...Escreva para myrirs@hotmail.com

terça-feira, 5 de maio de 2020

Bauru e a comunidade judaica da cidade


Sr. Samuel Sirotá tocando Shofar
Ao fundo, sr. Max Gochberg
Sinagoga de Bauru
A busca por mais detalhes sobre a comunidade judaica de Sorocaba permanece. Assim que possível o material disponível no Centro de Memória do Museu Judaico de São Paulo será apresentado, assim como uma visita à cidade será realizada. 

Como já divulgado anteriormente, a família Crochik, saiu da Bessarábia, estabeleceu-se na Argentina e, posteriormente, na Colônia do Barão Hirsch, onde sr. Bernardo, ou Berl, nasceu. Chegaram a Sorocaba por volta dos anos 1930, cidade em que uma das irmãs do sr. Berl já morava. Por aproximadamente 16 anos, até a construção do edifício da sinagoga, as rezas foram realizadas em um sótão de uma casa de esquina, onde funcionava a loja de sr. Berl. A família Crochik, ao sair de Sorocaba, mudou-se para Campo Grande, voltou a Sorocaba e, depois, morou em Bauru, cidade em que sra. Paulina Raquel (Crochik) Kogan, filha de sr. José Crochik e neta do sr. Berl, morou por 16 anos. Nesta cidade, como comentou sra. Paulina, também havia uma comunidade judaica, com mais ou menos 15 famílias, e uma sinagoga. E lembrou-se das famílias que moravam na cidade: Sirotá, Sitnic, Bishulski.

Por indicação de sra. Paulina, entrei em contato com sra. Esther Sirotá, que contou um pouco sobre a comunidade judaica de Bauru e a sua respectiva sinagoga. Os pais de sra. Esther chegaram à cidade em 1934, provenientes das Colônias de Quatro Irmãos. A família de sra. Esther, tanto Tabojniansky como Sirotá, eram de origem russa. O pai, sr. Samuel, era comerciante em Bauru, tinha uma loja e assim, a família estabeleceu-se na região central, a, mais ou menos, 10 quadras da sinagoga. 

Para construir uma sinagoga na cidade, a comunidade comprou um terreno amplo,  à Rua Quintino Bocaiuva, 4-49 (quadra 4, n.49), situado em uma região que, à época, era residencial. O edifício foi construído “no nível da rua”, com amplos janelões na fachada, e uma entrada larga com degraus ao lado direito. Após à entrada, um corredor. A primeira porta conduzia à sala das mulheres, um recinto com mais ou menos 3 metros de extensão. Uma porta de correr, em madeira, separava-a do salão principal, maior, o qual correspondia à ala masculina. Este salão possuía mesas apoiadas em cavaletes, uma Bimah ao centro, e, à frente, o Aron Hakodesh com suas Torót. As paredes da sinagoga eram brancas, com listras azuis. Nas Grandes Festas as famílias judias da cidade acolhiam e hospedavam famílias da comunidade judaica provenientes de cidades vizinhas como Marília e Garça. O pai de sra. Esther, era o Chazan da sinagoga. Na foto vemos o sr. Samuel Sirotá tocando Shofar, e ao fundo o sr. Max Gochberg. Com o encolhimento da comunidade judaica da cidade, onde muitos mudaram-se para São Paulo, preocupados com a continuidade do judaísmo, a sinagoga acabou sendo vendida. Atualmente é utilizada como residência. O valor obtido com a venda foi doado para a Sinagoga Talmud Torah, e a Torah foi doada para a Sinagoga de Santo André. 

Sra. Esther comentou que as famílias Bishulski(Jayme), Milstein, Litvak(Nathan), Feldman, Crochik, Meksik, Tcherniakovsky, Zoniz(Leon), Gochberg(Max), Meckik(Manuel), Sitnic(David), Bobra(Isaac), Burach, Kaplan, fizeram parte da comunidade judaica de Bauru.

Sra. Esther cursou Faculdade em Bauru, e há 50 anos reside em São Paulo, no bairro da Mooca. Lecionou matemática e atualmente é diretora escolar. Em São Paulo frequenta a Sinagoga do “Moshev Zkenim” até hoje, mas chegou a frequentar também a Sinagoga da Penha, onde o pai trabalhou como Chazan.

Você teria alguma informação, histórias, memórias, fotos, documentos, sobre a comunidade judaica de Bauru e sua sinagoga? E sobre Sorocaba e demais sinagogas do interior paulista? Escreva para mim... myrirs@hotmail.com

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Mais detalhes sobre a sinagoga e a comunidade judaica de Sorocaba


Maguen David
detalhe da fachada da Sinagoga de Sorocaba
Conversei no final de abril de 2020 com Noely Zuleika de Oliveira Raphanelli sobre sua Tese de Mestrado “Judeus de Sorocaba, um resgate histórico” elaborada sob a orientação da Dra. Anita Waingort Novinsky, (FFLCH -USP-1998). Noely, moradora de Sorocaba, comentou que visitou a sinagoga da cidade em 1994 e, naquela ocasião, o edifício já se encontrava mal-conservado, em ruínas, com recintos e móveis sujos e empoeirados. Apesar de, naquela época, ter sido feita uma pequena reforma, simples, no local, não foi possível mantê-lo em condições de uso. Em relação à comunidade judaica da cidade, contou que a família Steinberg faz parte da história desta. Citou, além do sr. Schael Steinberg, os filhos, Edson e Jefferson, a sra. Marcia Aizember, prima de sr. Schael, e também Miriam Openheim e irmãs, família Goldman e Anita Crochik. Assim que possível Noely irá me apresentar o seu Mestrado relativo à Sorocaba.

Pude conversar também com Isaac Pinski, que me contou um pouco sobre sobre a história de sua família em Sorocaba, sobre a comunidade judaica da cidade e sobre a sinagoga local. A família de Abram Pinski, seu pai, originária da Polônia e de sua mãe, Luiza Kann, originária da Lituânia, ao chegarem ao Brasil, rumaram para as “Colônias de Quatro Irmãos”. Ao se casarem, em fevereiro de 1937, mudaram-se para Sorocaba, onde o pai de Isaac passou a trabalhar com klientelchik, sendo uma das primeiras famílias da comunidade a se estabelecerem na cidade. Isaac, e seus três irmãos, Cecilia, Jaime e Moisés nasceram em Sorocaba, e moraram à Rua Ermelino Matarazzo, “logo depois da linha de trem da EFSorocabana”. No local, o pai de Isaac construiu uma loja, que ocupava o piso térreo, e a casa em que moraram, no piso superior. Os filhos do sr. Abram, desde pequenos, ajudaram no trabalho da loja. Naquela época, a família Pinski era uma das poucas da comunidade judaica da cidade que não moravam no centro. Além deles, moravam, no “além-linha” da Sorocabana, as famílias Gordon (Sr. Ramiro e sra. Clara), no bairro de Santana e a família Lederman (que chegara da Argentina), no bairro Santa Rosalia. O irmão de sra. Luiza Pinski(mãe de Isaac), sr. Abrão Kann e a esposa, sra. Marta, como já publicado em postagem anterior, chegaram a Sorocaba posteriormente, morando por um período na casa dos pais de Isaac.

Foto famílias Pinski e Kann
identificação das pessoas feita por Isaac Pinski
Questionei Isaac sobre suas lembranças sobre a sinagoga, que contou sobre a configuração desta. O edifício ocupava um terreno de aproximadamente 10 metros de frente por mais ou menos 30 metros de profundidade. O acesso dava-se por uma porta centralizada, através de uma escada, com seis degraus. Logo na entrada, do lado direito, havia uma salinha, a secretaria, onde as crianças brincavam e comiam salgadinhos e doces. Uma outra salinha, do lado esquerdo, era ocupada por uma pequena sinagoga, com o Aron Hakodesh, o Sefer Torah, e os livros de rezas. Estes dois recintos possuíam 5 metros de profundidade. Ao fundo do edifício havia o salão, com aproximadamente 8 metros de largura e 25 metros de extensão. Um corredor/quintal do lado direito ocupava a lateral do salão. Neste salão ocorriam não só as festas e eventos, mas também as comemorações de Rosh Hashana, Yom Kipur (quando, como espaço de sinagoga, separavam os homens e as mulheres) e Simcha Torah. Ao final do salão, à esquerda, havia um depósito/despensa; à direita uma escada conduzia a um palco (piso elevado) e a outro depósito/cozinha, em um piso inferior. Ali, no salão do “shull”, as crianças e jovens aproveitavam para brincar e jogar pingue-pongue, para ter aulas de hebraico e para realizar as atividades do grupo JuJus (Juventude Judaica de Sorocaba), criado por Isaac Pinski, Eliezer Kann, Marcos Kaplan, Jaime e Adolfo Mittelman(gêmeos) e Dora Openheim. A geração mais nova também participou do grupo, assim como as crianças, tornado-se o JuJuS um movimento infanto-juvenil. Em uma época sem televisão, lazer significava princupalmente jogar pingue-pongue, bolinha de gude, pião, futebol, e ler muito.  Os sedarim de Pessach geralmente ocorriam nas casas das famílias...a casa da família Pinski, chegava a reunir por volta de 30 pessoas.

A comunidade judaica de Sorocaba era fechada e ao mesmo tempo, solidária, tendo a percepção de que cada um era responsável pelo outro perante a população como um todo. Zelavam pela postura e comportamento de cada um, não se falava palavrão, não jogavam jogos de azar, não bebiam...

Assim como Isaac e seus irmãos, as crianças e jovens estudaram em escolas públicas da cidade, desde o Grupo Escolar até o Científico/Clássico, sendo dispensados, porém, das aulas de religião. Isaac contou que sua irmã Cecília fez Aliah em 1959, e continua morando no Kibutz Mishmar Haneguev em Israel. Seu irmão Jaime cursou História na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba e, em 1966, já casado com Mirna, foi morar em Assis, onde lecionou História na Faculdade da cidade. Moisés veio para São Paulo em 1965, onde fez cursinho pré-vestibular, e cursou a FGV. Isaac, também em 1965, veio para São Paulo fazer cursinho e, em 1966, entrou no ITA, em São José dos Campos. Durante o período da faculdade costumava retornar a Sorocaba inclusive nas Grandes Festas. Em outubro de 1970 o pai faleceu, porém a mãe permaneceu em Sorocaba, mudando-se posteriormente para o bairro do Bom Retiro, em São Paulo, onde Isaac passou a morar após sua formatura, em dezembro de 1970... Isaac identificou cada um na foto enviada por Levi Kann, e que aqui compartilho novamente. Hoje em dia, o casal Isaac e Donatila, mora em São José dos Campos...

Novas histórias continuarão sendo relatadas neste blog...acompanhem, participem...
E, assim, pergunto novamente: sua família fez parte de alguma comunidade judaica do interior paulista ou da cidade de São Paulo?  Gostariam de compartilhar alguma história, memórias, fotos, documentos? Entrem em contato comigo pelo e-mail myrirs@hotmail.com